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Com medo de rebaixamento, conselheiros estão revoltados com despreocupação de Falcão. Exigem demissão do Santos. Rueda quer salvá-lo

Antes da goleada que o Santos tomou de 4 a 1 do São Paulo, Falcão acompanhou, no Morumbi, a final de tênis de Wimbledon. Com o time despencando, sem competência para contratar jogadores bons, ele fala em Libertadores

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

'Não existe a palavra rebaixamento para mim. Penso em Libertadores.' Falcão falando sobre o Santos goleado
'Não existe a palavra rebaixamento para mim. Penso em Libertadores.' Falcão falando sobre o Santos goleado 'Não existe a palavra rebaixamento para mim. Penso em Libertadores.' Falcão falando sobre o Santos goleado

São Paulo, Brasil

A imagem viralizou.

E se tornou simbólica.

O coordenador de futebol do Santos, Paulo Roberto Falcão, refestelado em uma cadeira, acompanhando a final de Wimbledon.

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Ele estava no Morumbi e poderia acompanhar os momentos finais da partida, que tanto o interessava, no vestiário santista. Mas não.

Escolheu justamente a sala de imprensa, recinto dos jornalistas.

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Falcão foi um excepcional jogador, comentarista por anos da Globo, treinador da seleção brasileira, de vários times.

Sabia o que estava fazendo.

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Ele coordena o futebol do clube bicampeão do mundo. E que está seriamente ameaçado de rebaixamento no Brasileiro.

Chegou para trabalhar com Odair Hellmann, juntos. Hellmann foi demitido, e Falcão ficou.

Seu trabalho é muito questionado na Vila Belmiro. Já fracassou na contratação de pelo menos 30 jogadores. 

Em fevereiro, quando o clube lutava para escapar do rebaixamento do Paulista, ele confessou.

"Tem mais de 22 jogadores que o clube tentou. Também temos limitações, mas nosso objetivo é buscar alguma coisa para que possamos ter, em alguns momentos do jogo, mais qualidade. Temos qualidade, mas precisamos de um pouco mais", alertava, em fevereiro.

Desde então, só escapar do rebaixamento do Paulista pode ser visto como vitória. 

Depois, veio a eliminação da Copa Sul-Americana.

A queda na Copa do Brasil.

Os protestos violentos, com membros das organizadas atirando rojões nos jogadores do Corinthians, depois de derrota na Vila Belmiro.

Estádio interditado. Jogos sem público.

Dívidas de mais de R$ 450 milhões atormentando o clube.

O abandono do projeto da reconstrução da arena para 2023.

O clube, que sonhou em negociar Ângelo por 30 milhões de euros, R$ 143 milhões, vendeu-o pela metade, 15 milhões de euros, R$ 71 milhões, ao Chelsea.

E agora oferece Marcos Leonardo ao mercado. Ele foi liberado para atuar no Mundial de Clubes Sub-20 só para se valorizar. A direção avisa que deseja, no mínimo, 25 milhões de euros, cerca de R$ 119 milhões. Mas não há quem acredite que consiga tanto dinheiro.

Falcão é muito cobrado por não conseguir aproximar Soteldo do técnico Paulo Turra. Os dois discutiram, e o jogador está afastado.

Na negociação mais surreal dos últimos tempos, o clube foi obrigado a comprar o venezuelano rompido com o seu treinador.

O Tigres ameaçou processar o clube na Fifa. Porque, quando emprestou o meia ao clube, em agosto de 2022, fez constar no contrato a obrigatoriedade de compra, se o jogador atingisse certo número de partidas em campo.

Atingiu.

Mas o Santos tentou devolvê-lo, já que o comportamento fora dos gramados e o trato dele com os dirigentes e técnicos não agradavam aos dirigentes.

Tanto que está treinando à parte, afastado por Paulo Turra.

Mesmo assim, o clube foi obrigado a comprometer 4 milhões de euros por 50% do jogador, R$ 21 milhões.

Quando o Santos o vendeu, ao Toronto, em abril de 2022, recebeu 6 milhões de dólares, R$ 28,7 milhões.

Ou seja, comprou-o muito mais caro.

O presidente Andrés Rueda está fazendo de tudo para revender o jogador indesejado.

O coordenador Falcão ficou ao lado de Turra. 

A situação é constrangedora. E atrapalha o grupo. Soteldo é muito querido pelos companheiros.

Paulo Turra também afastou três jogadores por falta de condições técnicas: Daniel Ruiz, Ed Carlos e Ivonei. Além de Lucas Pires e Nathan, que deixaram o grupo de jogadores utilizados pelo treinador por terem sido flagrados festejando na madrugada.

O clube quer o zagueiro João Basso, do Arouca, de Portugal. O time europeu pede 2 milhões de euros, cerca de R$ 10,7 milhões, pelo atleta de 26 anos.

Rueda oferece 1 milhão de euros, cerca de R$ 5,3 milhões, mais uma lista de 14 atletas, para que sejam escolhidos dois.

O clube tenta também o meia argentino Roberto Pereyra, de 32 anos, que atuava na Udinese e não teve seu contrato renovado. 

Para levantar mais dinheiro, pediu ao Fluminense que abrisse mão de Pirani, meia emprestado pelo clube, para que o Santos o reemprestasse. Dessa vez ao clube americano DC United.

O clube despenca no Brasileiro.

As organizadas, que já "caçam" jogadores da balada, prometem agir.

Cobrar os jogadores, Turra, Rueda e Falcão.

Por não admitirem o clube ficar brigando para não ser rebaixado.

O coordenador de futebol virou novo alvo de conselheiros.

Da situação e da oposição.

Querem sua demissão imediata, alegam omissão.

Falcão não se abala.

Sua entrevista ontem depois da goleada sofrida para o São Paulo, por 4 a 1, foi assustadora.

"Não existe a palavra rebaixamento para mim.

"Se conseguirmos trazer os reforços que a gente imagina, é pensar em Libertadores."

Deu a entrevista de uma maneira tranquila, como se tudo estivesse correndo na normalidade.

Ele, que viu a vitória surpreendente de Carlos Alcaraz sobre Djokovi, pode se preparar.

Há enorme movimento entre os conselheiros e até membros do Comitê Gestor para sua demissão.

Ele se agarra à multa que exigiu para assumir o cargo.

Se sair antes de dezembro deste ano, tem direito a R$ 2 milhões, de acordo com conselheiros influentes no clube. E que foram contrários à contratação com multa de Falcão e Odair. Mas foi a única maneira que aceitaram. Odair embolsou R$ 3 milhões com a demissão.

Falcão segue indiferente.

Como se não percebesse que trabalha no bicampeão mundial, clube onde nasceram para o futebol Pelé, Neymar, Pepe, Robinho, Gabigol, Diego Ribas.

E que está seriamente ameaçado de, pela primeira vez na sua história, ser rebaixado. Ter de disputar a segunda divisão.

Alguém precisa apresentar o Santos Futebol Clube a Falcão.

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