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Patrocinadores, que rendem R$ 150 milhões, sustentam Cuca no Corinthians. Não querem deixar o clube mais popular de São Paulo

De nove empresas, apenas duas se posicionaram, contra qualquer tipo de violência. Mas não ameaçam deixar o Corinthians. Foram os patrocinadores que impediram, por exemplo, a contratação de Robinho no Santos

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Patrocinadores, que rendem R$ 150 milhões por ano, toleram a permanência de Cuca
Patrocinadores, que rendem R$ 150 milhões por ano, toleram a permanência de Cuca

São Paulo, Brasil

Há dois pilares que sustentam Cuca no Corinthians.

O primeiro é Duilio Monteiro Alves.

Foi ele quem definiu a contratação do treinador no lugar do novato Fernando Lázaro. 

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Duilio consultou primeiro Tite.

A resposta foi não.

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E ele não quis indicar ninguém, depois do fracasso que foi a aposta em Lázaro.

Duilio conversou com pessoas próximas. Dele e do demissionário e ex-diretor Roberto de Andrade.

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Havia duas opções no mercado: Cuca e Dorival Junior.

O dirigente não quis o lado apaziguador de Dorival, preferiu o "choque no elenco" de Cuca. Como se falta de motivação fosse o problema, e não a falta de opções importantes e o envelhecimento do time.

Duilio sabia da condenação de Cuca por estupro. Mas acreditou que a situação seria levada como foi no São Paulo, Palmeiras, Santos. E o contratou.

Havia a certeza no grupo que comanda o Corinthians de que tudo ficaria tranquilo com uma sequência de vitórias.

Só que a reação popular e da mídia fugiu do controle. E com a séria investigação no terrível caso de estupro coletivo de uma garota de 13 anos na Suíça. Duilio disse que tinha certeza de que Cuca não participou da violência sexual. E o treinador negou.

O advogado da menina garantiu que ela reconheceu o técnico como um dos estupradores. E que sêmen de Cuca teria sido encontrado no corpo dela, depois de exames periciais.

O segundo pilar são os patrocinadores.

Nike, Neo Química, BMG, Pixbet, Cartão de Todos, Spani Atacadista, UniCesumar, Ale e Lukma.

Foram os patrocinadores que evitaram, por exemplo, a contratação de Robinho pelo Santos. Ele havia até assinado com o clube. Mas Kicaldo, Kodilar, Tekbon, Foxlux, Unicesumar, Philco, Casa de Apostas, Umbro, Sono Quality ameaçaram bater em retirada, se o jogador, condenado por estupro, atuasse com a camisa mostrando suas marcas.

E a rescisão foi definida, em outubro de 2020.

No Corinthians, isso não está acontecendo.

A esmagadora maioria dos patrocinadores não está se posicionando sobre o caso.

Não querem romper o contrato com o clube mais popular da capital mais rica da América Latina.

Apenas o BMG e o grupo Ale publicaram declarações em que dizem que são contra qualquer tipo de violência. Mas também nem sugeriram o rompimento.

Essa postura tem sido fundamental para ajudar Duilio a manter Cuca até agora.

Todos juntos, eles rendem cerca de R$ 150 milhões por ano.

O treinador, como o blog antecipou, já avisou ao presidente que não pretende pedir demissão. Por considerar que seria admitir culpa. Na sua entrevista de apresentação, ele chegou a jurar que não tocou na garota e que ela não o reconheceu. Situação desmentida pelo advogado da menina, baseado na condenação de 15 meses.

O que poderia ajudar a abalar Cuca seria ter a principal organizada, a Gaviões da Fiel, contra o treinador. Mas, aliada de Duilio, ela tem se mantido imparcial. Ao contrário de outras importantes.

O presidente corintiano também acredita no óbvio.

Que os resultados positivos farão com que a pressão diminua.

Como está acontecendo no São Paulo, desde a chegada do desprezado Dorival Jr.

Cuca se pronunciou ontem por nota e avisou que advogados cuidam do seu caso. Inclusive na Suíça. E que não tolerará "afrontas e ofensas". O recado é para a mídia, aos jornalistas. E que não falará mais sobre a sua condenação na Suíça por estupro, em 1987.

A tensão continua fortíssima no Parque São Jorge.

Até conselheiros da situação consideram importante a saída do técnico.

Mas os dois pilares seguem firmes.

Duilio e os patrocinadores corintianos...

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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