Cosme Rímoli Palmeiras tenso, foi mal. Desperdiçou dois pontos. Só empatou com o Fluminense. Mas foi prejudicado. Pênalti claro não marcado

Palmeiras tenso, foi mal. Desperdiçou dois pontos. Só empatou com o Fluminense. Mas foi prejudicado. Pênalti claro não marcado

O árbitro permissivo Wilton Sampaio não marcou pênalti de Fábio em Rony. O VAR também não o ajudou. O Palmeiras, com seus titulares, no Allianz, não saiu do empate por 1 a 1 com o esforçado, mas limitado, Fluminense

  • Cosme Rímoli | Do R7

Caño, livre, completa excelente jogada de Caio Paulista. Jorge falhou feio. 1 a 1 dolorido para o Palmeiras

Caño, livre, completa excelente jogada de Caio Paulista. Jorge falhou feio. 1 a 1 dolorido para o Palmeiras

Fluminense

São Paulo, Brasil

Abel Ferreira sabia.

O Palmeiras precisava vencer o Fluminense, hoje, no Allianz.

Mas perdeu mais dois pontos preciosos.

Empatou em casa por 1 a 1.

Tem motivos de reclamação porque não teve um pênalti legítimo marcado e que mudaria o destino da disputada partida.

Dudu, o melhor em campo, fez o resumo perfeito da sensação que dominava seu time, após o confronto.

"Sim (o Palmeiras deixou escapar a vitória em casa). Foi um bom jogo, bem jogado, mas a gente perde dois pontos", lastimava.

A equipe de Abel começou muito mal o Brasileiro, com uma derrota, três empates e uma derrota. Ele queria os três pontos da vitória.

Tratou de colocar seus principais titulares contra o time fechadíssimo de Fernando Diniz. Ex-treinador do São Paulo e do Santos, ele sabia. Se montasse duas linhas de perto de sua grande área, marcando individualmente Raphael Veiga e Dudu, tudo se complicaria para o bicampeão da Libertadores.

E o Palmeiras seguiu a cartilha do futebol moderno. Colocou toda a pressão possível na saída de bola do time carioca. Forçando principalmente pelas laterais. Abel apostou em Wesley, aberto na esquerda, mas não deu certo. O jogador estava precipitado, errando lances fáceis, e irritado, caindo nas provocações dos atletas experientes que atuam nas Laranjeiras, como Wellington.

A torcida palmeirense, quase 29 mil pessoas, cobrava o time e exigia a vitória, trazendo mais tensão no ar.

Para sabotar ainda mais os nervos do time paulista, duas situações.

A primeira, aos 18 minutos, em um escanteio cobrado por Ganso, que havia começado muito bem o jogo. Na jogada ensaiada, Nathan acertou chute lindíssimo, que obrigou Weverton à excelente defesa.

Um minuto depois, o árbitro Sávio Pereira Sampaio não marcou pênalti claro de Fábio em Rony. Além disso, muito permissivo, os jogadores e as Comissões Técnicas discutiram, se xingaram à vontade.

No segundo tempo, o Palmeiras cansou.

Felipe Diniz mostrou que aprendeu que o futebol exige marcação. O Palmeiras, de Abel, se perdeu

Felipe Diniz mostrou que aprendeu que o futebol exige marcação. O Palmeiras, de Abel, se perdeu

Cesar Greco/Palmeiras

E o Fluminense foi encontrando espaço para os contragolpes. Principalmente pelas laterais. E Diniz adiantou suas linhas de marcação. Dudu conseguia escapar de Pineida, com dribles e muita correria. Tinha também liberdade para ir para a esquerda, com a saída mais que obrigatória de Wesley.

Outra vez estava clara a ausência de um definidor. Por mais que Rony siga correndo desesperado, a partida toda, segue sacrificado. Ele é jogador de lado e não centralizado, entre os zagueiros. Esse improviso contra times organizados na defesa não funciona.

A equipe carioca dominava o segundo tempo.

Mas foi exatamente quando tomou gol. 

Scarpa, na direita, cruzou com muito efeito, Rony desviou a bola. E o melhor em campo Dudu empurrou para o fundo das redes. Palmeiras 1 a 0, aos 26 minutos.

O lance capital. Pênalti não marcado de Fábio em Rony. Inexplicável. Tanto pelo juiz como pelo VAR

O lance capital. Pênalti não marcado de Fábio em Rony. Inexplicável. Tanto pelo juiz como pelo VAR

Cesar Greco/Palmeiras

Diniz não tinha outra saída a não ser deixar seu time mais ofensivo. Trocou seu lateral-direito Samuel Xavier por Caio Paulista. E Fred entrou na vaga do volante Nonato.

Abel Ferreira havia trocado seus dois laterais. Mayke havia entrado no lugar de Marcos Rocha. E Jorge, no de Piquerez. A princípio, deu certo.

Mas Jorge falhou feio ao tentar antecipar uma bola lançada para Caio Paulista. O atacante desceu livre pela direita. E com muita consciência deixou Caño cara a cara com Weverton.

1 a 1, aos 36 minutos.

A partir daí, o Fluminense, que já começou o jogo fazendo cera, desperdiçou ainda mais tempo. Com seus atletas simulando contusões. Com Fábio demorando demais a repor a bola em campo. Tudo isso diante do permissivo árbitro Sávio Pereira Sampaio.

Os jogadores do Palmeiras se mostraram ainda mais afoitos, precipitados. O que só facilitou o trabalho do time carioca, que queria e conseguiu o empate. Resultado que jamais havia obtido no Allianz Parque, perdendo as nove partidas anteriores que disputou.

O Fluminense saiu satisfeito do jogo. Porque disputa tem objetivo muito diferente do Palmeiras. Sonha com uma vaga na Libertadores, ao final do Brasileiro. 

O elenco milionário de Abel Ferreira, não. Quer o título que o português ainda não conseguiu.

O empate foi muito ruim para o Palmeiras.

O time não jogou bem.

Mas o permissivo árbitro Sávio Pereira Sampaio tem parte da culpa.

Foi absurdo o pênalti não marcado de Fábio e Rony.

Com a cumplicidade de Rafael Traci, árbitro responsável pelo VAR.

Abel tem muito que reclamar...

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