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Palmeiras não se dobra à CBF. Não aceita pressão sobre Abel. Muito menos juízes perseguindo o treinador por 'peitada' em Calleri

O presidente da Comissão de Arbitragem, Seneme, disse que Abel deveria ter sido expulso no clássico. Cúpula do Palmeiras vê recados aos demais juízes. E não aceitará perseguição ao treinador

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Seneme foi claro. Abel Ferreira deveria ter sido expulso por peitar Calleri. Palmeiras não aceita pressão
Seneme foi claro. Abel Ferreira deveria ter sido expulso por peitar Calleri. Palmeiras não aceita pressão

São Paulo, Brasil

A cúpula do Palmeiras voltou a dar guarida a Abel Ferreira.

Não se deixou intimidar com a análise que o presidente do Comitê de Arbitragem, Wilson Luis Seneme, fez da "peitada" que o treinador deu em Calleri, no clássico de domingo. 

Para Seneme, Abel deveria ter sido expulso.

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Não só recebido o cartão amarelo de Raphael Claus.

Os dirigentes palmeirenses não querem que Abel fique intimidado com a postura pública do presidente de arbitragem.

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E siga agindo para o bem do time, independentemente de já ter recebido 51 cartões desde que chegou ao Palmeiras, em 2020.

Outra vez, pesa a vontade da presidente Leila Pereira de não desagradar ao treinador português, que conquistou oito títulos para o clube.

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A dirigente, inclusive, deve outra vez se posicionar publicamente para defender o técnico. Conselheiros com acesso a Leila entenderam que ela não quer que árbitros se deixem levar pela postura de Seneme, exigindo mais rigidez com Abel.

"Por sorte, o jogador do São Paulo, o Calleri, não foi para o confronto. Imagina o que poderia ter acontecido se um empurra o outro. No final das contas, se eventualmente se expulsa os dois do campo, quem seria o maior prejudicado?

"Quem tem o jogador expulso ou o quem tem o técnico expulso? No final das contas, um time ia ficar com um jogador a menos, e o outro não. Por isso que a regra também é mais rigorosa, nesse aspecto disciplinar, com os técnicos.

"E por isso que essa ação, que muitas vezes é uma ação de jogador se encarar, é uma ação de amarelo ao jogador e para o técnico não. Para o técnico, é uma ação de vermelho. Por isso que, na nossa visão, o cartão correto aqui seria o vermelho para o técnico Abel Ferreira."

O comentário rígido de Seneme foi feito no programa "Papo sobre Arbitragem", no site da CBF. É onde Seneme costuma deixar muito claro aos árbitros o que deseja ver aplicado em campo.

Ou seja, o medo da diretoria do Palmeiras é que Abel seja ainda mais punido do que já é, com cartões, no futebol brasileiro.

É esperada também uma resposta do treinador a essa postura de Seneme.

"Se a gente olhar no minuto 25 do segundo tempo, ele [Abel Ferreira] também seguiu protestando, o que poderia ser uma reincidência.

"Eu volto a repetir: essa mensagem não foi positiva para o mundo do futebol. Essa é a realidade dos fatos. Essa é a realidade dos fatos", decretou Seneme.

A verdade é que há uma grande preocupação na CBF de que Abel esteja intimidando os juízes e estimulando outros treinadores a agirem da mesma maneira considerada desrespeitosa em relação aos árbitros, reclamando de forma acintosa. Jogando a torcida contra o árbitro. Ou desviando o foco, quando seu time está enfrentando problemas.

A cúpula do Palmeiras não se importa em enfrentar a Comissão de Arbitragem. A relação é abertamente ruim desde que os dirigentes se sentiram prejudicados na Copa do Brasil, em 2022, no confronto com o São Paulo, que custou a eliminação do clube em pleno Allianz Parque.

E defender Abel é uma das posturas prediletas de Leila Pereira.

Mas ela deverá encontrar resistência por parte da CBF.

"Os árbitros não vão negociar disciplina. Não existe negociação", avisou Seneme.

O recado foi direto para Abel Ferreira.

Mas o Palmeiras não ficará calado diante dessa pressão do presidente da Comissão de Arbitragem.

Haverá resposta.

Para que Abel siga agindo como achar melhor.

Ou seja, se achar que precisa reclamar...

Ou até peitar um jogador adversário...

Ficará à vontade...

E aí, quem vem? Veja a situação de cada um dos cotados a assumir a seleção brasileira

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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