Cosme Rímoli Palmeiras massacra. Mas Flamengo adia a festa do título

Palmeiras massacra. Mas Flamengo adia a festa do título

Os nervos atrapalharam. Mas no segundo, o time de Felipão descontou. 4 a 0 no América Mineiro. Domingo,se vencer o Vasco é decacampeão

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Dudu, o melhor jogador do Brasileiro, fez mais uma partida excelente

Dudu, o melhor jogador do Brasileiro, fez mais uma partida excelente

Agência Palmeiras

São Paulo, Brasil

Quando a consciência chegou, o Palmeiras massacrou o América Mineiro. Bastaram os 45 minutos finais e veio a goleada.

Em mais uma atuação excelente de Dudu, o melhor jogador do Brasileiro de 2018, 4 a 0 foi até pouco.

O time conseguiu aumentar o recorde de invencibilidade na era dos pontos corridos.

São agora 21 partidas sem saber o que é perder no campeonato nacional. São 15 vitórias e seis empates.

Nesta noite foram 28 arremates palmeirenses contra nenhum do time mineiro.

Foi uma blitz interminável.

Mas logo após o primeiro gol, os torcedores que lotavam a arena palmeirense estavam com o corpo no estádio paulista. Mas suas almas estavam no Maracanã, torcendo desesperadamente para o Grêmio contra o Flamengo. O desejo enorme era comemorar o título do decampeonato brasileiro hoje.

Afinal, a noite havia começado muito bem, com o Internacional perdendo para o Atlético Mineiro. Os colorados, que fizeram excepcional campanha, para um clube que veio da Série B, dava adeus à briga pelo título.

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Bastaria os gremistas empatarem com os flamenguistas e a festa seria completa.

Mas o Flamengo venceu por 2 a 0.

A equipe de Felipão se mantém com cinco pontos de vantagem.

Basta vencer o Vasco, domingo, no Rio e a conquista está garantida.

Mesmo se perder e o Flamengo vencer o Cruzeiro em Minas, a diferença cairia para dois pontos.

O Palmeiras receberá na última rodada, o Vitória, na sua arena.

Derrotando afrágil equipe baiana, mais um título brasileiro.

Já o Flamengo terá o Atlético Paranaense, no Maracanã.

Além da equipe carioca precisar vencer tem de torcer contra os paulistas.

Outra situação que garante o título.

Dois empates.

E pronto...

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A conquista segue mais do que encaminhada para o clube de Felipão.

"Acho que ficamos mais pertos ainda. Temos dois jogos para fazer quatro pontos. Temos que descansar, esquecer um pouco a ansiedade. Domingo tem um jogo muito difícil, a gente precisa somar pontos", dizia, consciente, Dudu.

E ele sabia do que estava falando.

Os nervos dominaram o Palmeiras no primeiro tempo.

Rafael Moura. Atacante foi mais um dos defensores do América Mineiro

Rafael Moura. Atacante foi mais um dos defensores do América Mineiro

Site América Mineiro

A ansiedade passou das arquibancadas lotadas da arena para os jogadores. 

Outra vez o elenco mais caro da América do Sul tinha diante de si um time humilde, como aconteceu no domingo, diante do Paraná Clube, em Londrina, na indecente prática aprovada pela CBF, da venda de mando.

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E empate constrangedor contra o lanterna do Brasileiro.

O adversário de hoje era o América Mineiro.

De novo, muita correria, chuveirinhos para a área, falta de neurônios e calma na hora de articular seus ataques. Assim como também os chutes eram dados da maneira precipitada, muitas vezes com jogadores desequilibrados.

Givanildo sabia que o elenco que tem nas mãos é fraquíssimo. O técnico tratou de fazer o que pôde. Abriu mão de atacar. Montou duas linhas de cinco no seu campo.

A ideia era simples e muito efetiva.

Travar o líder do Brasileiro na intermediária.

Ou ao menos atrapalhar os jogadores, donos da mais cara folha de pagamento do país, cerca de R$ 15 milhões, de finalizar. E os atletas do América Mineiro se empenharam com unhas e dentes para evitar a derrota.

A festa do Palmeiras no segundo gol contra o América Mineiro

A festa do Palmeiras no segundo gol contra o América Mineiro

Fotoarena/Folhapress - 21.11.2018

Assim como aconteceu no Paraná, a estranheza por tanto empenho no jogo. Como se houvesse alguma premiação a mais dos concorrentes do Palmeiras, situação negada em Belo Horizonte.

O Palmeiras marcou a saída de bola. 

Felipão, sabiamente, entrou com um volante de marcação apenas: Thiago Santos. Bruno Henrique atuava como meia, ao lado de Lucas  Lima. Dudu aberto pela direita e Willian pela esquerda. No meio, Borja.

Só que faltavam Maike e Victor Luis no ataque, para fazer triangulações com Dudu e Willian.

Mas mesmo assim, os comandados de Felipão conseguiram 14 arremates nos primeiros 45 minutos. Contra nenhum chute americano. Sim, nenhum arremate ao gol de Weverton.

A chance maior foi de Borja.

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Ele perdeu um gol incrivelmente fácil.

Dudu, o melhor jogador do Brasileiro, serviu Borja livre diante do ótimo goleiro João Ricardo. Mas o colombiano teve a coragem de chutar por cima do gol.

No segundo tempo, Felipão colocou seu protegido Deyverson no lugar de Borja.

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E ainda cobrou seus jogadores para que atuassem mais juntos, atacassem em bloco. Ele sabia que, depois do primeiro gol, o América Mineiro se desmancharia em campo. Seu time fraco não teria força para criar qualquer dificuldade.

Foi o que aconteceu.

Com a colaboração do árbitro Paulo Roberto Alves Junior.

Não, desta vez não foi mais um erro absurdo de interpretação de um juiz deste país.

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Não.

Foi pura falta de reflexo.

A bola estava na entrada da área do América Mineiro.

Ela foi na sua direção. 

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Paulo Roberto tentou saltar.

Levantou o pé direito, mas o esquerdo tocou na bola que foi até Lucas Lima.

O meia palmeirense cruzou, Messias tentou aliviar.

Mas chutou em cima do zagueiro Luan.

E a bola surpreendeu João Ricardo.

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Palmeiras 1 a 0, aos 13 minutos.

A partir daí, adeus concentração do América.

E veio a goleada como apostava Felipão.

Dudu fez o que quis com Carlinhos e serviu Maike, que finalmente conseguia ser efetivo. Ele cruzou. A bola sobrou para Dudu, com toda chance de finalizar. Mas preferiu um genial passe para Willian, livre, marcar 2 a 0, aos 30 minutos.

Dois minutos depois, Dudu cansou de servir os companheiros. E acertou um chute lindíssimo da entrada da área. Bola no ângulo direito. 3 a 0.

Depois do primeiro gol, o América Mineiro se 'desmanchou'

Depois do primeiro gol, o América Mineiro se 'desmanchou'

Site Palmeiras

Mas viria o último.

Aos 36 minutos, Lucas Lima descobriu Maike. 

O cruzamento alcançou Deyveson.

Após ele acertar a cabeçada certeira e marcar 4 a 0, o atacante bateu com o lado da cabeça na testa de Messias. Deyverson ficou sangrando. E foi assim que ele comemorou seu gol, bem ao estilo 'raçudo' que os palmeirenses adoram.

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Restaria a Felipão torcer pela equipe que divide seu septuagenário coração com o Palmeiras, o Grêmio.

Só que não deu certo.

O time de Renato Gaúcho perdeu por 2 a 0.

Mas o título segue cada vez mais perto.

O caminho está mais do que aberto.

Pode acontecer contra o Vasco, já no domingo...

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