Palmeiras fecha com Arias. Demorou, mas o colombiano entendeu: não há interesse de qualquer outro clube europeu no seu futebol. Danilo não volta
O meia esperou o máximo que pôde. Mas resolveu aceitar voltar ao Brasil. O Wolverhampton aceitou R$ 154 milhões. É o jogador que Abel Ferreira pede desde o final de 2025, quando ficou decidido que Raphael Veiga não continuaria

Foi uma negociação muito demorada.
A explicação é simples.
E espalhada pela direção palmeirense.
Arias queria seguir na Europa.
Sua esperança era que surgisse um outro clube do Velho Continente interessado no seu futebol.
Só que não apareceu.
O colombiano de 28 anos teve de admitir que havia escolhido o caminho errado ao optar pelo Wolverhampton.
O clube não teve condições financeiras de montar uma equipe competitiva. E tentou sobreviver na Premier League se defendendo, com um esquema tático acovardado.
Isolado na frente o rendimento de Arias foi fraquíssimo.
Conseguiu marcar duas vezes e dar uma assistência em 26 partidas.
E já trabalha como se já estivesse na Segunda Divisão.
É o último colocado na Premier League e sem perspectiva alguma de reação.
Daí começar a vender jogadores e pensar no elenco da temporada 2026/2027 para subir no ano que vem.
A direção do Palmeiras sabia da cláusula que dava ao Fluminense a prioridade do jogador, caso equiparasse a oferta feita por qualquer outra equipe.
E ofereceu R$ 154 milhões, 25 milhões de euros. O clube carioca ficou nos R$ 124 milhões, 20 milhões. O óbvio aconteceu. Os ingleses recusaram.
E Arias vem para o Palmeiras.
Acertou contrato de quatro anos.
Abel Ferreira já cobiçava o meia velocista, driblador e artilheiro desde o final de 2025, quando ficou claro que Raphael Veiga não conseguia recuperar o alto nível de atuações.
Pelo contrário, jogava até pior, daí o empréstimo para o América do México.
O treinador, que recomendou a saída de Raphael Veiga, Facundo Torres, Aníbal Moreno, Weverton Bruno Rodrigues e Micael, explicou para a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, a necessidade de reforços.

Além de Marlon Freitas, o português foi bem específico. Dentre as possibilidades escolheu Arias para o meio e ataque. Nino para a zaga. O Palmeiras enfrenta a resistência do Zenit e o interesse do Fluminense, mas segue tentando fechar com o defensor.
E ainda surgiram fortes rumores que o Botafogo precisava fazer ‘dinheiro rápido’. E Abel pediu para Leila, que autorizou, a tentativa pela contratação de Danilo.
Mas a direção botafoguense respondeu rapidamente que não iria negociar o jogador, que vive excelente fase.
O executivo Anderson Barros conseguiu aliviar a pressão que sofria para contratar jogadores importantes.
Arias é uma ótima resposta.
E ele ainda não desistiu de Nino.
Apesar de a direção do clube russo avisar publicamente que não negocia o atleta.
O jogador estaria interessado em voltar ao futebol brasileiro.
Embora demorada, a contratação de Arias é uma grande vitória de Barros.
E o meia/atacante que Abel Ferreira sonhava...














