Cosme Rímoli Palmeiras e Inter perto de ganhar presente indecente da CBF

Palmeiras e Inter perto de ganhar presente indecente da CBF

Entidade está para aprovar jogos do Paraná em Londrina, reduto palmeirense, e em Cascavel, cidade repleta de colorados. Vergonhoso

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Paraná em Cascavel. Pode ser presente indecente ao Inter na última rodada

Paraná em Cascavel. Pode ser presente indecente ao Inter na última rodada

Internacional

São Paulo, Brasil

Continua a desmoralização do Campeonato Brasileiro.

Virou uma triste tradição.

Clubes que serão rebaixados para a Série B tentam ganhar um dinheiro a mais, nas suas últimas participações na Série A.

A vez é do último colocado e virtualmente rebaixado, o Paraná.

O Conselho Deliberativo já concordou com a venda do mando da partida contra o Palmeiras.

Sim, o líder do Brasileiro poderá jogar em Londrina e não em Curitiba.

Será um presente dos céus para o time de Luiz Felipe Scolari.

Além da grande diferença técnica entre os dois times, Londrina é um reduto palmeirense histórico. O estádio do Café tem tudo para estar lotado, com a equipe paulista jogando 'em casa'.

Em fevereiro, a CBF divulgou o regulamento do torneio. E alterou o item que prevalece em todos os países que respeitam a credibilidade de seus campeonatos. 

Em 2017 era proibido vender os mandos de jogos.

Só que em 2018, com a desculpa da recessão, da crise econômica, os presidentes dos clubes concordaram com a venda. Com algumas limitações. No máximo cinco partidas. E se fossem nas cinco últimas rodadas, os jogos deveriam acontecer no estado do clube.

A segunda limitação é 'maravilhosa' para o último colocado no Brasileiro.

O Paraná faz limite com São Paulo.

Por conta ainda da imigração italiana, os palmeirenses são presença constante em Londrina.

O pedido do Paraná Clube para que o jogo contra o líder do Brasileiro aconteça na cidade já chegou à CBF. A diretoria do clube virtualmente rebaixado tem certeza que será aprovado pela entidade comandada pelo presidente eleito e, que nem assumiu oficialmente, Rogério Caboclo.

A rodada será a 35ª. 

E o Palmeiras poderá até ser campeão brasileiro em Londrina, para festa dos aproveitadores intermediários, que sempre lucram com essas vergonhosas vendas de mando. Se não em dinheiro, pelo menos politicamente. São sanguessugas do futebol deste país.

Mas não há motivos para choro do segundo colocado, o Internacional.

Os dirigentes do Paraná Clube decidiram que também implorarão à cúpula da CBF. Querem vender o mando do jogo contra o agora vice colocado do Brasileiro para Cascavel, reduto gaúcho. A certeza da presença dos torcedores colorados, caso haja a aprovação da entidade que administra o futebol deste país, é garantida.

E justo na última rodada.

Talvez também possa decidir o título em favor do Internacional. 

Palmeiras e Inter não precisam dessa ajuda. É indecente a enorme chance dela acontecer

Palmeiras e Inter não precisam dessa ajuda. É indecente a enorme chance dela acontecer

Agência Palmeiras

Ninguém sabe.

Indecência que está aceita no regulamento.

O Flamengo, o São Paulo e o Grêmio enfrentaram o Paraná Clube em Curitiba.

Se os cariocas golearam por 4 a 0, os paulistas e gaúchos empataram.

Desperdiçaram, dois pontos preciosos.

Não há cabimento a CBF seguir fazendo assistencialismo.

A culpa de Paraná e Vitória, por exemplo, terem feito ontem o jogo com o menor número de torcedores pagantes, 931, e a partida ter arrecadação de R$ 15.030,00. É da incompetência em campo do time paranista.

A média de torcedores na Vila Capanema é de 5.199 pagantes. Cerca a 30% das arquibancadas. Ou seja, 70% do estádio fica vazio. O Paraná Clube é apenas o 30º em arrecadação. Isso juntando as Séries A, B e C. 

E ainda merece ser premiado?

Se os clubes não conseguem se manter na Série A, não fazem por merecer qualquer compensação financeira alguma.

Ainda mais sendo estocadas na credibilidade, na justiça do Brasileiro.

É de dar vergonha o que está para acontecer.

Não é culpa do Palmeiras, do Internacional.

De Odair Hellmann, de Felipão.

E nem do Paraná, que só usa a regra imposta.

A culpa é da CBF que não respeita o campeonato que organiza.

Se os dirigentes dos clubes são indecentes, caberia à cúpula da entidade de impor.

E nem deixar ir à votação a venda de mando.

Credibilidade não tem preço.

Ou a CBF pode ter algum ganho com essas mudanças?

Tentar aumentar artificialmente as estatísticas do campeonato, garantindo jogos com mais de 931 pessoas, alterando o mando de jogo, seria algo pequeno, mentiroso, descabido e que só mancha ainda mais o já fraquíssimo futebol brasileiro.

Ninguém é idiota.

Basta pensar e é fácil entender essas vendas de mando.

Os reflexos chegam.

O mais evidente deles, a fuga dos patrocinadores.

Há ainda quem valorize essa tal de credibilidade...