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Palmeiras assume um grande erro. Pagar muito mais ao Red Bull Bragantino por Artur, jogador que já era seu

Erro grave de avaliação do ex-presidente Mauricio Galiotte, mentor de Leila Pereira. Luxemburgo era o técnico. Para Abel o desperdício não importa. Ele quer, precisa do jogador. E a transação está quase fechada

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Artur nunca quis sair do Palmeiras. Mostrava potencial. Luxemburgo autorizou e Galiotte vendeu
Artur nunca quis sair do Palmeiras. Mostrava potencial. Luxemburgo autorizou e Galiotte vendeu Artur nunca quis sair do Palmeiras. Mostrava potencial. Luxemburgo autorizou e Galiotte vendeu

São Paulo, Brasil

A negociação para a compra de Artur do Bragantino é dolorida para a direção do Palmeiras.

Envolve egos feridos.

Há um elemento silencioso para a mídia em geral, mas que ecoa no Palestra Itália.

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O ex-presidente Mauricio Galiotte foi muito aconselhado a não vender o atacante para o Red Bull Bragantino, no início de 2020.

Meia/atacante habilidoso, jogador com excelente visão de jogo. Canhoto, de dribles curtos, chute fortíssimo. Sempre mostrou grande potencial.

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O treinador era Vanderlei Luxemburgo e ele autorizou a venda. Preferiu ficar com Gabriel Verón, Willian, Luiz Adriano, Wesley, Luan Silva e Rony.

A venda de Artur foi precipitada e barata, diante do potencial do jogador. A direção do Red Bull Bragantino sabia que iria lucrar, em futura revenda, com o jovem de 21 anos.

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A negociação foi por 6 milhões de euros, atuais R$ 33 milhões.

Artur se impôs como grande jogador. Mas foi prejudicado pelo vai e vem de atletas, típico de um time que foi montado apenas para valorizar e vender atletas. Não há uma base definida, espinha dorsal. O time muda de temporada para temporada.

Artur sonhava em jogar em um clube importante da Europa. Mas não houve propostas. A melhor delas foi do Al Rayyan, do Catar, que ofereceu 10 milhões de euros, cerca de R$ 56 milhões. A direção do Red Bull aceitou e Artur, não.

Lógico que houve ressentimento. E a direção do clube avisou o atleta que seu 'preço mínimo' passou a ser de 10 milhões de euros.

Por coincidência, o seu estilo é exatamente o que Abel Ferreira acredita precisar, depois da saída de Gustavo Scarpa para a Inglaterra. Ele foi claro para Anderson Barros. Não queria mais aposta. Precisa para esta posição, de um atleta pronto. Que chegue com potencial para ser titular.

E escolheu Artur.

Leila Pereira deve muito de seu cargo de presidente do Palmeiras ao ex-presidente Mauricio Galiotte. Ela não entende de potencial técnico de jogadores, mas de relacionamento em uma empresa. Sabia que ao autorizar Anderson Barros comprar de volta Artur é expor Galiotte, que cometeu o grande erro de vender o atleta. E 'barato'.

Luxemburgo e Galiotte. A saída de Artur foi fechada com os dois no clube
Luxemburgo e Galiotte. A saída de Artur foi fechada com os dois no clube Luxemburgo e Galiotte. A saída de Artur foi fechada com os dois no clube

Aos 25 anos, ele se valorizou. O site especializado em transações, o transfermarkt mostra que o preço de seus direitos econômicos é de exatos 10 milhões de euros.

Foi essa quantia que o Red Bull Bragantino pediu ao Palmeiras.

Anderson Barros acionou os especialistas em desempenho do clube para buscar opções na América Latina. E nenhuma delas agradou tanto Abel Ferreira quanto Arthur, que já está pronto, conhece o futebol brasileiro, e principalmente, o Palmeiras.

Leila usou seu raciocínio de executiva, dona de empresa. Ofereceu 7 milhões de euros, cerca de R$ 39 milhões, para expor o menos possível Galiotte. A resposta firme da direção do Bragantino: 10 milhões de euros ou nada feito. A presidente do Palmeiras ofereceu então 8 milhões de euros, cerca de R$ 45 milhões. O clube do interior repetiu que exige 10 milhões de euros, que ganharia com a ida do atacante ao Catar.

Enquanto a negociação se desenvolvia, o Palmeiras fechou com o volante defensivo colombiano Richard Ríos, que tanto Abel Ferreira desejava.

O tempo foi passando e a transação tem de ser fechada até depois de amanhã, sexta-feira, para o Palmeiras ter como inscrevê-lo a tempo de disputar a fase de grupos da Libertadores.

Para não ceder como o Bragantino exige, o Palmeiras ofereceu a possibilidade de negociação que é comum na Europa. Envolver bônus de 2 milhões de euros, cerca de R$ 11,2 milhões, de acordo com a produtividade do atleta. Minutagem como titular, gols, participação em gols, títulos, efetivação como titular.

A proposta animou a direção do Bragantino, que ainda tenta outro caminho. Receber 9 milhões de euros, cerca de R$ 50 milhões, divididos. E ter ainda a chance do bônus de 1 milhão de euros, R$ 5,6 milhões, caso consiga atingir as metas propostas pelo Palmeiras.

O jogador está eufórico.

Ele nunca quis sair do Palmeiras.

Expor o erro de Vanderlei Luxemburgo, que aceitou liberá-lo.

Com isso, Galiotte também ficará desgastado.

É uma transação muito delicada nos bastidores.

Ao comprar Arthur o Palmeiras assume um grande erro recente.

Mas para Abel Ferreira essas são 'coisas pequenas', diante da possibilidade real de mais uma Libertadores.

O Palmeiras teve muita sorte e caiu em um grupo outra vez muito fraco.

Bolívar, Cerro Porteño e Barcelona de Guayaquil.

A meta é chegar em primeiro na classificação geral.

E decidir as partidas eliminatórias no Palestra Itália.

Para isso, Arthur seria uma peça muito importante.

A negociação se encaminha bem.

Tem tudo para ter um 'final feliz' para o Palmeiras e Artur.

Basta o Palmeiras assumir o erro e seguir em frente.

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