Cosme Rímoli Outra desilusão de Neymar. City a um passo da final da Champions

Outra desilusão de Neymar. City a um passo da final da Champions

O técnico do Manchester City travou Neymar. Guardiola foi o responsável pela fundamental virada dos ingleses contra o PSG

  • Cosme Rímoli | Do R7

São Paulo, Brasil

Neymar foi apenas mais uma pobre vítima de Guardiola.

E está encaminhada outra Champions League perdida pelo PSG.

O treinador espanhol conseguiu transformar o Parque dos Príncipes no Etihad Stadium.

Depois do domínio francês no primeiro tempo, o técnico usou a ousadia e a inteligência para transformar totalmente o jogo na etapa final.

E conseguir uma vitória fundamental do time que está invicto na competição mais difícil do planeta.

Graças à intensa movimentação, troca de bola articulada, pensada, com muita paciência e marcação implacável, o Manchester City venceu, de virada, o PSG, em plena Paris por 2 a 1, na primeira partida da semifinal da Champions.

Na próxima terça-feira, o PSG terá de vencer na Inglaterra por 2 a 0 para chegar à final.

Neymar havia prometido nas redes sociais, antes do jogo.

 "Vamo que o pai está on (ligado)."

Promessa vazia, que não foi cumprida.

Os milhares de fãs que apostaram em 'Neyday' (dia de Neymar, em inglês) terminam a quarta-feira com gosto amargo.

Ele foi um dos piores em campo.

Assim como Mbappé.

Foi anulado com facilidade pelo forte sistema de marcação do City. Ficou perdido entre as linhas de recomposição na intermediária. Não foi necessário marcação individual ou faltas violentas. Mbappé caiu no mesmo emaranhado tecido por Guardiola.

No primeiro tempo, empolgado com a vitória no confronto contra o Bayern, Mauricio Pochettino tratou de apostar tudo no primeiro tempo, contra o Manchester City, de Guardiola.

Ele fez com que seu time marcasse sob pressão desde os primeiros minutos de jogo.

O PSG até saiu na frente, com um gol de Marquinhos, depois de cobrança de escanteio

O PSG até saiu na frente, com um gol de Marquinhos, depois de cobrança de escanteio

Reprodução/Twitter Uefa

AFP

Sua aposta ousada era abrir uma boa vantagem na etapa inicial e aproveitar os contragolpes, no segundo tempo.

Guardiola não esperava tamanha ousadia.

A correria imposta pelo PSG era algo que se mostrava perigoso, suicida.

Di María estava em uma noite inspirada e no primeiro tempo, conseguiu impor sua técnica refinada, com dribles, infiltrações e passes inesperados. Neymar e Mbappé eram, naturalmente, muito mais vigiados.

Os franceses estavam muito confiantes, atrevidos. Desafiando de frente os ingleses.

E saíram, com justiça, na frente.

Di María cobrou escanteio e Marquinhos se infiltrou na área, escapando da marcação individual de Rodri, e desviou a bola, de forma indefensável para Ederson.

O gol marcado aos 14 minutos deu ainda mais força aos franceses.

Guardiola tratou de fazer seu time recuar, se reagrupar na intermediária, para não sofrer mais gols. O PSG seguiu correndo de forma impressionante, marcando na frente, para não deixar os ingleses respirarem. Só que a estratégia que apostou tudo na parte física não conseguiu se consolidar no placar.

1 a 0 foi pouco para tanto esforço.

No intervalo, foi a vez de Guardiola orientar seu time para avançar a marcação, mas sem correria, sem desespero. Tirar o espaço, aproveitar a posse de bola, trocar passes com precisão, paciência e buscar a chance de finalização contra o gol de Navas.

Desgastado, o PSG não conseguiu se livrar da postura firme, decidida, do Manchester City.

Neymar ficou perdido na intermediária, atuando quase como um quarto volante, apenas marcando, já que seu time não conseguia manter a bola no campo inglês.

Era uma questão de tempo para o City tomar o placar.

E a virada veio da forma mais inusitada possível.

De Bruyne levantou a bola para a área, da intermediária.

Navas esperava o desvio de Stones para decidir onde pularia. Só que o desvio não aconteceu e a bola foi direta para o fundo das redes. 1 a 1, aos 18 minutos.

A pressão inglesa seguiu. 

Estava estampado o terror nos rostos dos jogadores de Pochettino. Desolados pela falta de força física, com o Manchester City impedindo a ligação entre o meio e o ataque dos franceses.

O gol da virada veio aos 25 minutos.

Falta da entrada da área.

Mahrez cobrou e a barreira do PSG abriu, traindo o goleiro.

2 a 1, City.

Navas no chão. Gol do City. PSG derrotado em plena Paris. Ingleses se impuseram

Navas no chão. Gol do City. PSG derrotado em plena Paris. Ingleses se impuseram

Reprodução/Twitter Uefa

O PSG não tinha como reagir ao domínio do adversário.

E seus jogadores tensos apelaram para faltas.

Na mais maldosa delas, Gueye acertou o tornozelo de Gündogan e, merecidamente, foi expulso.

Os ingleses venceram, com méritos, a primeira batalha.

Levaram uma vantagem imensa para o confronto da próxima terça-feira.

Podem chegar à primeira final da Champions de sua história.

Pochettino precisará se reinventar.

E Neymar pensar muito bem no que promete.

Guardiola não deixou que o 'pai estivesse on'.

O PSG, com o jogador mais caro de todos os tempos, vem fracassando na Champions desde a temporada 2017/2018. 

Vieram as Champions de 2018/2019, 2019/2020.

Chegou a 2020/2021.

Que está por um triz...

City vence PSG de virada e se aproxima de final da Champions

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