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Onde está você, Márcio Bernardes? O etarismo também chegou às rádios

Repórter, comentarista, apresentador. Márcio Bernardes, o ‘Bambambam’, deixou ‘muitos órfãos’ ao sair da rádio Transamérica FM. Em entrevista exclusiva, ele relembra sua carreira marcante. E, aos 69 anos, revela que está mais do que pronto para seguir trabalhando

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O pós-jogo da rádio Transamérica FM, de São Paulo, não é mais o mesmo depois de agosto de 2023. A voz rouca, marcante, com ritmo intenso, misturando comentários inteligentes com provocação e pitadas de puro deboche, ficou no ar por 22 anos e meio. Profissionais de alto nível assumiram o importante microfone, com competência.

Mas Márcio Antônio Bernardes faz muita falta.

Por seu estilo próprio, inconfundível, diferenciado.

Há um vazio para os muitos que se acostumaram com suas provocações, com seus diálogos com o humorista Roberto Barrabás, Gavião, para os íntimos. Quem se acostumou com o âncora da Transamérica precisa saber que sua trajetória vai muito além. Márcio Bernardes foi um grande repórter. Quem o conhece pessoalmente percebe a personalidade diplomática, seu faro de jornalista.

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Não por acaso frequentou a intimidade da Seleção Italiana, que foi campeã do mundo, em 1982, na Espanha, desbancando o Brasil, de Telê Santana. Fez inúmeras matérias exclusivas, com a força de quem tinha de dar certo, quando saiu de Ribeirão Preto para o mundo. Tinha de vencer de ‘dar certo’. E aproveitou todas as oportunidades.

Sua visão diferenciada e energia incrível foram suas marcas nas rádios Jovem Pan, Globo, já como repórter, comentarista e apresentador. Incansável, buscou todo espaço onde pôde. Logo estava na TV Manchete. Passou dez anos, de 1989 a 1999, na TV Gazeta. Ao mesmo tempo em que seguia nas rádios, dava aula na Faculdade Anhembi-Morumbi. Cobriu Copas, Olimpíadas, Mundiais...

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Márcio Bernardes fez história na Rádio Transamérica. VInte e dois anos e meio de apresentação no seu estilo marcante (Reprodução/Facebook/@marciobernardesoficial)

Cresceu e acompanhou, como amigo íntimo, toda a carreira e a doença fatal de Sócrates.

Aos 69 anos, Márcio segue com enorme energia, de quem ainda tinha como esporte favorito, as corridas. ‘O etarismo chegou às rádios’, admite. Mas logo se recompõe, mostrando sua ‘fome de viver’. Criou seu portal próprio de notícias, onde posta, escreve, opina, entrevista. Mas sabe que deixou muitas ‘viúvas’ do seu estilo peculiar nos pós-jogos da Transamérica.

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A voz grave, gritando ‘Bambambam’, para o melhor em campo, faz muita falta. “Estou em tratativas, logo volto para o ar”, promete, na entrevista exclusiva ao canal do Cosme Rímoli, no YouTube.

A cada semana, uma entrevista com um personagem importante do esporte deste país...


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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