Cosme Rímoli O Flamengo mostra ao Palmeiras quem manda no Brasil

O Flamengo mostra ao Palmeiras quem manda no Brasil

Gol de Pedro definiu a vitória do time de Rogério Ceni diante do de Abel Ferreira. Bruno Henrique deu uma assistência espetacular. Palmeira não teve ousadia

  • Cosme Rímoli | Do R7

Pedro marcou o gol que definiu a superioridade do bicampeão deste país

Pedro marcou o gol que definiu a superioridade do bicampeão deste país

Alexandre Vidal/Flamengo

São Paulo, Brasil

De propósito, a CBF colocou cara a cara, os dois elencos principais do país. Logo na primeira rodada do Brasileiro. Para despertar a atenção sobre o principal campeonato no país.

O bicampeão brasileiro diante do maior desafiante.

E o Flamengo mostrou outra vez superiodade sobre o Palmeiras.

Mesmo desfalcado do seu principal artilheiro, Gabigol, vetado por indisposição gástrica.

Ele não fez falta.

Pela postura da equipe carioca.

Que teve coragem de atacar, não apelar só para os contragolpes em velocidade, como fez o time paulista.

Rogério Ceni assumiu o duelo com Abel Ferreira e, depois do primeiro tempo inseguro, no tempo final, fez seu time se impor trocando passes, imprensando o rival na defesa.

Outra vez, o treinador português optou por uma fortíssima marcação e lançamentos em velocidade para Rony. O Palmeiras está se tornando algo que é péssimo para qualquer equipe de futebol: previsível.

Mesmo com três zagueiros, o Palmeiras só tentou contragolpes em lançamentos para Rony

Mesmo com três zagueiros, o Palmeiras só tentou contragolpes em lançamentos para Rony

Cesar Greco/Palmeiras

Bruno Henrique estava sendo anulado por Gabriel Menino. Ceni conversava com Michael, para fazer a substituição. Mas o velocista atacante flamenguista deu a resposta.

Aos 29 minutos, ele pegou a bola na intermediária, na velocidade. Driblou de forma dominadora Gabriel Menino, passou como quis por Luan e cruzou para o onipresente Pedro. 

Gol da vitória, da superioridade, da coragem.

Com toda a justiça, Flamengo 1 a 0.

E, na batalha entre os milionário, três pontos de vantagem do clube carioca diante do paulista.

"(Temos) isso aqui, por merecimento, dois anos. A gente vai entrar esse ano novamente querendo ganhar mais um título desse", avisava Bruno Henrique, mostrado o escudo de bicampeão deste país.

O confronto entre Flamengo e Palmeiras tem repetido a mesma distribuição tática dos dois times. Rogério Ceni coloca seu meio de campo avançado, no meio da intermediária do Palmeiras. E Abel Ferreira retrai sua equipe, tenta montar um exército em frente de sua grande área, e quando seus volantes retomam a bola buscam Rony correndo como um ensandecido na frente, buscando, principalmente, as costas de Isla.

Patrick de Paula preso na intermediária. Desperdício. Poderia, e deveria, ajudar o ataque

Patrick de Paula preso na intermediária. Desperdício. Poderia, e deveria, ajudar o ataque

Cesar Greco/Palmeiras

Na melhor das hipóteses, Luiz Adriano faz o pivô e gira, buscando Rony. 

É muito pouca ambição para o elenco estrelado do Palmeiras.

Gabriel Menino e Viña tinham muito mais possibilidade de atacar, já que Abel atuava com três zagueiros: Luan, Gustavo Gómez e Alan Empereur. É assim na Europa, no mundo todo. Três defensores fixos liberam os laterais.

Rogério Ceni no seu tradicional 4-4-2, com troca de bola na intermediária, e com o apoio constante de Filipe Luís. Isla ficava mais na defesa, por conta de Rony.

Na intermediária, Arrascaeta fazia outra ótima partida, com grande visão de jogo. Gerson se aproveitava do recuo palmeirense. E buscava, constantemente, as infiltrações. Sem Gabigol, o Flamengo cometia apenas um equívoco. Forçava, no primeiro tempo, cruzamentos. Tentando explorar a estatura de Pedro. O que facilitava a marcação paulista.

Bruno Henrique fazia uma partida decepcionante.

Mas, por incrível que pareça, a maior chance foi do Palmeiras.

Raphael Veiga acertou excelente lançamento para Rony. O cruzamento foi perfeito para Luiz Adriano, que chutou e Diego Alves, com o pé esquerdo salvou o gol do Palmeiras, aos 17 minutos de partida. Foi a melhor jogada do time paulista.

Seria um prêmio injusto, já que a equipe entrou no Maracanã para travar a partida.

Já na segunda etapa, Ceni adiantou a marcação na saída de bola, seu time voltou muito mais rápido, ágil na troca de bola. 

O Palmeiras, não. Seguia a sua intenção de marcar, contragolpear, diminuir o ritmo de jogo.

Aos 16 minutos, Abel Ferreira cometeu um erro fatal. Tirou Luiz Adriano, que criava, abria espaço para a correria de Rony. Substituição inexplicável.

Pedro definiu a superioridade e a coragem do Flamengo. Vitória mais do que justa

Pedro definiu a superioridade e a coragem do Flamengo. Vitória mais do que justa

Alexandre Vidal/Flamengo

E quando Rogério Ceni se cansava de ver Gabriel Menino se impondo a Bruno Henrique e iria colocar Michael no seu lugar. 

Veio a jogada espetacular. Gabriel Menino e Luan foram driblados com toda a facilidade por Bruno Henrique. E Pedro mostrou mais uma vez o quanto é eficiente. 

Marcou o gol da vitória flamenguista.

Muito justa.

O bicampeão do Brasil precisa se aprimorar. Principalmente no setor defensivo, na recomposição das peças, sem a bola.

E Abel Ferreira tem de ampliar seu repertório.

O Palmeiras está cada vez mais previsível...

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