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Cosme Rímoli - Blogs
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O desprezo de Ronaldinho Gaúcho com a Seleção é um troco. Não esqueceu a mágoa com Felipão, que o tirou da Copa do Mundo do Brasil

Não foi por acaso, e nem só ontem, que Ronaldinho Gaúcho mostrou desprezo pela Seleção. Ele ainda não perdoou a maneira com que foi tratado em 2013, deixado de lado às vésperas da Copa das Confederações. A falta de apoio da CBF para disputar o Mundial de 2014

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Felipão não perdoou atraso e falta de comprometimento de Ronaldinho. Jogador foi descartado da Copa no Brasil

Não vou assistir a nenhum jogo (do Brasil).

“(Está) faltando garra, alegria, (está) faltando jogar bem.

“Então não vou assistir a nenhum jogo.

“Vou abandonar o Brasil.”

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As ácidas palavras de Ronaldinho Gaúcho, ditas ontem, não foram por acaso.

E não são totalmente verdadeiras.

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Eles já ‘abandonou’ a Seleção há muito tempo.

O homem que foi escolhido por duas vezes como melhor jogador do mundo, em 2004 e 2005, não acompanha, participa, assume a torcida desenfreada pela Seleção, há 11 anos.

Mais precisamente, no dia 25 de abril de 2013.

Pressionado pela mídia, Felipão convocou o jogador que estava vivendo seu último grande momento como jogador de futebol.

Conduzindo o Atlético Mineiro à conquista inédita da Libertadores.

Scolari chamou o jogador e disse para a imprensa que ele seria o grande líder do Brasil na Copa das Confederações, na Copa do Mundo, que seriam disputadas no país.

“Ele é tão importante que foi novamente colocado como capitão e espero que tenha postura, liderança. Espero que jogue o futebol que sabe jogar, e que tenha comando.”

Felipão foi muito claro do que esperava do jogador, já veterano, com 33 anos.

A partida amistosa contra o Chile aconteceu no palco ideal para o jogador, a recém-construída arena do Mineirão.

Diante da torcida atleticana, como capitão do time.

Ele morava em Belo Horizonte.

Ronaldinho Gaúcho não dependeu da Seleção Brasileira para ser o melhor do mundo. Mas do Barcelona

Mas cometeu três pecados capitais.

O primeiro: chegou acima do peso, do percentual de gordura ideal, com fraca condição física.

Segundo: não mostrou nenhum envolvimento emocional com o time, vontade de liderar, interesse em participar taticamente do melhor para a equipe e muito menos passar sua vivência, experiência para os companheiros.

Terceiro, que foi a gota d’água para Felipão.

Chegar 40 minutos atrasado na apresentação da Seleção, que foi em Belo Horizonte, repito, cidade onde morava.

Felipão fez com Ronaldinho Gaúcho, em 2013, o que fez com Romário, em 2001, quando recebeu a notícia, por seguranças, que ele havia dormido com uma aeromoça do voo que levou a Seleção para Montevidéu, na véspera do jogo contra o Uruguai, que o Brasil perdeu por 1 a 0, nas Eliminatórias.

Como Romário, Ronaldinho entrou em campo no Mineirão como titular.

E capitão da equipe.

Jogou muito mal, seu estado físico era péssima.

Acabou vaiado.

Felipão nunca mais o convocou.

Ronaldinho Gaúcho jamais voltaria a usar a camisa da Seleção Brasileira.

Foi esquecido.

Jornalistas gaúchos, muito próximos dele e de Assis, seu irmão e empresário, revelam que a mágoa só aumentou quando o jogador decidiu parar de jogar futebol profissionalmente, no início de 2016.

E nada de convite da CBF para uma despedida com a camisa da Seleção Brasileira.

Ronaldo e Romário tiveram despedidas oficiais da CBF. Ronaldinho Gaúcho, não. A mágoa ficou

Como houve com Romário, em 2005, e com Ronaldo, em 2011.

Ele sabia que, como melhor do mundo por duas vezes, e peça fundamental na conquista da Copa do Mundo, em 2002, merecia ter recebido um tratamento nobre da CBF.

Mas ele não veio.

Tudo azedou de vez em 2020.

Ele e Assis passaram 171 dias presos em Assunção, no Paraguai.

Gaúcho era embaixador informal do Turismo brasileiro, graças a tudo que fez no futebol.

O governo brasileiro se empenhou em tirá-lo da cadeia, por ter entrado no país vizinho com passaporte falso.

Mas a CBF não fez absolutamente nada para ajudá-lo.

Desde então a relação é fria, de total afastamento.

Embora seja muito admirado por Neymar, a presença de Ronaldinho Gaúcho na concentração do Brasil se traduz como certeza de festas, farras intermináveis nas noites de folga.

Pelo menos para os treinadores da Seleção.

Tem sido assim há anos.

O jogador midiático não participa efetivamente dos eventos ligados à Seleção.

Algumas vezes acompanhou jogos.

Mas recebendo convites e cachês.

Ou seja, ganhando para ver jogos do Brasil.

Como acontece com vários veteranos campeões do mundo, que recebem, e bem, da Fifa, para estarem em inaugurações de estádios, celebrações e partidas de Copa do Mundo.

O desabafo de Ronaldinho Gaúcho, ontem, no canal de youtube, Cartoloucos, não foi por acaso.

Ele apenas deixou escapar a mágoa.

E também a total falta de admiração pelo atual futebol do time de Dorival Júnior.

Deixado de lado pela CBF, o duas vezes melhor do mundo só deu seu troco.

Avisou o que faria já havia feito há muito tempo.

Participações de Ronaldinho em eventos da Fifa. Só com cachês altíssimos

Abandonou a Seleção Brasileira.

E seguirá com sua filosofia de aproveitar a vida milionária que construiu.

Viajará pelo mundo, ganhando cachês para eventos, participando de jogos festivos.

Fazendo farras que duram dias.

Sem querer se envolver com nada oficial ligado à CBF.

Ele sabe que, tudo que conseguiu, foi pelos seus méritos.

As duas bolas de Ouro foi pelo que fez no Barcelona.

A entidade que controla o futebol no país nunca o ajudou.

Na visão do seu irmão, apenas o magoou.

Principalmente em 2013, com o tratamento de Felipão.

O troco está dado.

Ronaldinho Gaúcho abandonou a Seleção há muitos anos...








Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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