Cosme Rímoli O Atlético se expôs à toa. Nem Cuca ou seus jogadores acreditam em anulação do jogo com o Palmeiras

O Atlético se expôs à toa. Nem Cuca ou seus jogadores acreditam em anulação do jogo com o Palmeiras

A direção do Atlético protocolou pedido à Conmebol de anulação do gol do Palmeiras. E a marcação de nova partida. Pela invasão de Deyverson, que não participou do gol de Dudu. Pura desculpa para a incompetência

  • Cosme Rímoli | Do R7

Deyverson foi amador, imprudente, alienado. Mas não teve a menor participação no gol

Deyverson foi amador, imprudente, alienado. Mas não teve a menor participação no gol

Reprodução/SBT

São Paulo, Brasil

Nem Cuca e nem os jogadores têm esperança.

Falam que o 'problema' é da direção.

A diretoria do Atlético Mineiro decidiu protocolar pedido na Conmebol para anular a partida contra o Palmeiras, por conta da invasão de campo de Deyverson, no gol de Dudu.

O atacante reserva dentro do campo, ao lado da linha lateral. Não teve qualquer participação na jogada. 

"Ocorre que o gol marcado pelo Palmeiras, aos 68 minutos da partida, foi precedido de invasão ao campo do atleta substitute Deyverson Brum Silva Acosta, o qual se encontrava exatamente dentro do campo, e próximo ao lance, inclusive no momento da assinalação do gol", está no documento protocolado na Conmebol.

O Atlético cita a regra 3.9 do Laws of the Game 21/22 da International Football Association Board.

"Se, após a marcação de um gol o árbitro perceber que um jogador substituto da equipe que o marcou se encontrava dentro do campo naquele momento, o árbitro deve invalidá-lo e reiniciar o jogo com um tiro livre direto, executado do local em que a pessoa extra estava."

O juiz Wilmar Roldan foi avisado da invasão de Deyverson e deu cartão amarelo ao atacante.

Mas por comemorar o gol provocando a torcida do Atlético.

Deyverson ironiza a alegação que invadiu o campo. E que o jogo poderia ser anulado

Deyverson ironiza a alegação que invadiu o campo. E que o jogo poderia ser anulado

Reprodução/Instagram

Até os dirigentes atleticanos sabem que o reserva palmeirense não teve a menor participação no lance. Não chamou a atenção dos atleticanos. Empolgado, torcendo, atravessou a linha lateral e deu alguns passos, sim, dentro do gramado.

Mas é óbvio que a lei é para um atleta que tenha participação, atrapalhe os defensores adversários.

Deyverson foi absolutamente amador, imprudente, alienado, mas interferiu no jogo.

A direção do clube mineiro está fazendo um gesto muito mais político do que reconhecer a incompetência do seu time, com maior potencial técnico, de ganhar do Palmeiras. Teve duas partidas para vencer e não conseguiu.

A diretoria do Palmeiras soube da atitude do clube mineiro, na tarde de ontem.

Mas não há a menor preocupação em relação à Conmebol anular a partida. E mandar que novo jogo aconteça.

A Conmebol segue promovendo o confronto no Uruguai.

Entre Flamengo e Palmeiras, dia 27 de novembro.

A direção do Atlético alega que Deyverson tomou amarelo por ter invadido o campo.

Não foi.

A Conmebol divulgou o diálogo da arbitragem do jogo com o VAR.

Esse é trecho que envolve o amarelo a Deyverson.

Assistente de campo: "Dê cartão amarelo ao jogador que está aquecendo e celebrou o gol para as arquibancadas. Esse que está em sua frente, Roldán, celebrou o gol para as tribunas".

Juan Soto (VEN), assistente do VAR: "Deram cartão amarelo para alguém."

Andrés Cunha (URU), VAR: "Número 9 (Deyverson) recebeu cartão amarelo, de que time?"

Juan Soto (VEN), assistente do VAR:  "Do Palmeiras."

Ou seja, o Atlético apenas se expôs.

Deveria se conformar com a eliminação da final da Libertadores.

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