Cosme Rímoli Ninguém segura o Palmeiras na Libertadores. Muito menos o Cerro Porteño. 3 a 0 no Paraguai. E foi pouco

Ninguém segura o Palmeiras na Libertadores. Muito menos o Cerro Porteño. 3 a 0 no Paraguai. E foi pouco

Depois de um primeiro tempo modorrento, o Palmeiras acordou na segunda etapa. Foi o suficiente para sufocar o limitado Cerro Porteño, em pleno Paraguai. 3 a 0 foi até pouco

  • Cosme Rímoli | Do R7

Rony mostrou oportunismo e velocidade. Outra vez decisivo na Libertadores. Dois gols

Rony mostrou oportunismo e velocidade. Outra vez decisivo na Libertadores. Dois gols

Cesar Greco/Palmeiras

São Paulo, Brasil

Bastou apenas o segundo tempo.

De pressão, intensidade e ataques em bloco.

E o Palmeiras, o atual bicampeão da Libertadores, e dono da melhor campanha do torneio, se impôs diante do Cerro Porteño, dono do mais fraco caminho até as oitavas de final.

Com dois gols de Rony e um de Murilo, o time brasileiro goleou os paraguaios, em plena Assunção, por 3 a 0. O que dá uma vantagem gigantesca para o jogo decisivo, na próxima quarta-feira, no Allianz Parque.

Foi a sétima vitória em sete partidas da competição. Com 28 gols a favor e três contra. Uma caminhada incrível. Conseguiu a maior série invicta fora de casa, na competição. São 14 vitórias e cinco empates.

O time de Abel Ferreira segue se impondo de maneira avassaladora. 

No primeiro tempo, o Palmeiras tratou de segurar o ímpeto dos paraguaios. Abel Ferreira não quis o embate direto. Até por uma questão física. Sabia que seu time, apesar de muito superior tecnicamente, não conseguiria marcar forte, no campo do Cerro Porteño, por 90 minutos.

Daí a decisão de fazer com que seus jogadores se contivessem. Marcassem no campo palmeirense, atraindo o Cerro Porteño, dirigido por Arce, um dos melhores laterais que jogaram no Palestra Itália. 

Pressionados pela torcida, no estádio La Olla, e pela própria postura do atual bicampeão da Libertadores, os paraguaios trataram de acreditar. Subiram a marcação para a intermediária palmeirense. Buscavam a pressão física, já que não tinham técnica. Houve um excesso de cruzamentos para a área, facilitando o trabalho da melhor dupla de zagueiros que o Palmeiras descobriu nesta temporada. Murilo e Gustavo Gómez. Luan, por justiça, passou à reserva.

A cabeçada fulminante de Rony. O Cerro começava a sentir a força do atual bicampeão da Libertadores

A cabeçada fulminante de Rony. O Cerro começava a sentir a força do atual bicampeão da Libertadores

Cesar Greco/Palmeiras

Raphael Veiga começava o jogo depois da lesão que sofreu na coxa direita, no início do mês. O time tinha dois grandes armadores. Gustavo Scarpa passa por fase sensacional. Mas os dois se mantiveram presos na intermediária. Assim como Dudu tinha como maior preocupação marcar Alan Rodríguez do que atacar. 

Rony tentava sozinho enfrentar a viril zaga do Cerro Porteño.

O time de Arce tentava, queria sair na frente do placar, mas faltava repertório.

O primeiro tempo acabou modorrento, com os goleiros Weverton e Jean assistindo à partida, tranquilos.

Mas, nos 45 minutos finais, tudo mudou.

A postura do Palmeiras foi outra. O que surpreendeu o time paraguaio, que havia voltado mais aberto, acreditando que poderia conseguir a façanha de derrotar o grande favorito.

Foi o grande erro.

Com o Palmeiras preparado para atacar e encontrando espaço, com a defesa paraguaia desprotegida, o quadro estava desenhado. Aos 13 minutos, depois de ótima troca de bola, ensaiada, Raphael Veiga chuta forte da entrada da área, Jean rebate e, em seguida, faz milagre, ao defender, com o pé esquerdo, arremate cara a cara de Danilo.

Mas, dois minutos depois, não houve jeito. Scarpa fez excelente cruzamento, por trás da zaga, para a cabeçada forte de Rony. Palmeiras 1 a 0.

O gol teve efeito imediato nos dois times. Deu ainda mais confiança à excelente equipe de Abel Ferreira. E desanimou, assustou, o Cerro Porteño.

A pressão continuou, e o Palmeiras marcou o segundo gol como se estivesse treinando. Com a defesa paraguaia escancarada, Scarpa descobre Dudu livre, em vez de chutar, ele rola para Rony, livre. 2 a 0, depois da revisão do VAR.

Palmeiras se impôs. Time venceu sete jogos em sete disputados na Libertadores. Caminhada impressionante

Palmeiras se impôs. Time venceu sete jogos em sete disputados na Libertadores. Caminhada impressionante

César Greco

Após o segundo gol, marcado aos 24 minutos, o Palmeiras se tranquilizou. Abel Ferreira pôde poupar seus jogadores. Estava evidente que a vitória estava definida.

Raphael Veiga, Gustavo Scarpa e Dudu saíram da partida, aos 30 minutos. O ritmo da partida voltou a diminuir. Mas ainda havia tempo para outro gol de jogada ensaiada.

Gabriel Menino cobrou escanteio, Gustavo Gómez ajeitou para Murilo. O zagueiro obriga Jean a outra espetacular defesa, mas a bola sobra para Murilo mesmo marcar, com toda a tranquilidade, 3 a 0.

Vitória importantíssima do Palmeiras, que o encaminha para as quartas, esperando o vencedor de Atlético Mineiro e Emelec.

Nem os paraguaios ousam sonhar que vencerão por quatro gols de vantagem no Allianz Parque.

A sensação é clara.

Esta disputa das oitavas já acabou...

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