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Neymar, sem jogar em 2026, é a única esperança do Santos. Derrota contra Athletico já mergulha o time na zona do rebaixamento. Vojvoda se cansou e acusa os jogadores

Dez jogos neste ano. Só duas vitórias. Torcidas organizadas prometem pressionar o time para derrotar, ao menos, o Velo Clube para sonhar com a oitava vaga do Paulista. Vojvoda cada vez mais irritado

Cosme Rímoli|Do R7

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Vojvoda cansou de proteger seus jogadores. Paciência acabou com mais uma derrota. Desta vez contra o Athletico. Mergulhado na zona do rebaixamento Raul Baretta/Santos

“Tem que matar esse tipo de jogo. Quando não temos efetividade, temos que fechar o jogo.

“Concordo que tomamos gols nos últimos minutos e nos minutos iniciais que precisam ser corrigidos. Não sei se é tática, mas falta de concentração e estar ligado no primeiro e último segundo.”


Vojvoda está cada vez mais acuado.

O argentino sabe que o elenco do Santos é fraco.


E ontem poderia sair da Arena da Baixada com um resultado melhor. O time estava muito bem estruturado taticamente. Criava, marcava o Athletico, explorava as triangulações pelos lados do campo.

Tinha ótima recomposição e se lançava em bloco para o ataque. O que o treinador pôde fazer, ele fez, no vergonhoso gramado sintético do Athletico.


Mas o problema é o talento individual dos seus jogadores. Muito baixo para as exigências de um gigante como o Santos.

Além de fracos tecnicamente, há também o ingrediente da falta de atenção.


“Sabemos como foi ano passado: começamos mal e sofremos o ano inteiro. Então, não pode dar desculpa de calendário, não tem desculpa de nada. Temos que começar a pontuar.

“Demos mole no começo, demos mole no final. Fizemos uma partida de igual para igual. Um jogo bom, um jogo grande.

“Nós tivemos chances, eles tiveram chances. Tomamos um gol com um minuto e um gol com 45. É arrumar, melhorar porque fizemos um jogo que deu pra ver que a gente não merece estar nessa situação”, resumiu Luan Peres.

Viveros marcou o gol da vitória do Athletico. Desalento no Santos Divugação/Athletico

Ainda mais quando tem de poupar seus principais atletas. Para evitar contusões. Neymar e Gabigol não têm articulações para suportar, sem riscos, o piso duro dos gramados sintéticos do Brasil.

O treinador argentino mostrou toda sua contrariedade por não poder escalá-lo em Curitiba.

“Estamos procurando a melhor condição física para ele. Estamos em comunicação com o departamento médico todos os dias, esse tipo de gramado não favorece sua condição física. Tem dores, que podem aumentar. Foi uma indicação do Departamento Médico.”

O Santos contratou um artilheiro de R$ 2,5 milhões de salários e tem, teoricamente, o melhor jogador do Brasil, Neymar, e não o utilizou uma vez sequer em 2026.

Embora ele esteja treinando há duas semanas, de maneira escancarada, Neymar quer estar pronto para a Seleção. Disputar a sua última Copa do Mundo.

O jogador deverá fazer a sua primeira partida do ano contra o fraquíssimo Velo Clube na Vila Belmiro. Cenário que ele poderá virar o herói novamente para os desavisados.

Mas ontem veio mais uma derrota. Por 2 a 1. O Santos está se acostumando com os fracassos em campo. E pior, surfar na zona do rebaixamento.

Bastaram três rodadas e o clube já está na penúltima colocação no Brasileiro.

A única contribuição de Neymar no jogo de ontem foi usar suas redes sociais para atacar o gramado sintético do Athletico.

“Praticar futebol nesse campo é quase impossível.”

Foi só o que se dispôs a fazer.

Não ajudou em nada.

E o Santos começa pessimamente o ano.

Dez jogos e só duas vitórias.

Constrangedor.

O clube já alcançou R$ 1,1 bilhão em dívidas...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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