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Cosme Rímoli - Blogs
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Neymar no Santos. Só em 2026, depois da Copa. Al Hilal vai pedir a prorrogação do contrato. Pelos dez meses parado, operado

Neymar, seu pai e empresário e o presidente Marcelo Teixeira adoram as manchetes da volta do atacante em 2025. Mas sabem a realidade. O Al Hilal, que comprometeu mais de R$ 2 bilhões, quer o jogador até 2026

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Neymar leva a taça do Campeonato Paulista na Vila Belmiro. Volta ao Santos só depois da Copa de 2026
Neymar leva a taça do Campeonato Paulista na Vila Belmiro. Volta ao Santos só depois da Copa de 2026 Neymar leva a taça do Campeonato Paulista na Vila Belmiro. Volta ao Santos só depois da Copa de 2026 (Reprodução/Instagram Neymar)

São Paulo, Brasil

No sábado, o Al-Hilal, de Jorge Jesus venceu o Shabab, de Vítor Pereira, por 4 a 3.

Aumentou o recorde mundial de vitórias consecutivas no futebol masculino.

Foi a 30ª, em jogos oficiais.

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Neymar participou de apenas duas partidas do clube que pagou 90 mil euros, R$ 486 milhões, ao PSG.

E ainda comprometeu 320 milhões de euros, cerca de R$ 1,7 bilhão, para o brasileiro atuar em duas temporadas.

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São mais de R$ 2 bilhões.

A negociação foi fechada em agosto de 2023.

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O Al Hilal pertence à família real saudita.

Com a gravíssima lesão no joelho da perna esquerda, rompimento dos ligamentos cruzados anteriores, na partida das Eliminatórias para a Copa do Mundo, em outubro de 2023, o clube decidiu suspender o seu contrato. Ele ficará dez meses sem jogar futebol. Deve voltar em agosto, depois da Copa América, de acordo com o médico da Seleção, Rodrigo Lasmar.

Como a partida era pela Seleção Brasileira, valendo vaga para a Copa do Mundo, a Fifa possibilita aos clubes, quando seus atletas sofrem contusões graves, a prorrogação do contrato. Pelo mesmo tempo que levar para se recuperar.

Ou seja, o Al-Hilal vai exercer essa prorrogação.

Neymar, que ficaria 'livre' em agosto de 2025, só deverá deixar de ser do Al-Hilal em junho de 2026, mesmo mês que começará a Copa do Mundo dos Estados Unidos.

Esta é a situação legal do, ainda, jogador brasileiro mais importante.

A direção do Santos sabe muito bem dessa realidade.

Neymar comemorando o gol de Otero, na vitória do Santos contra o Palmeiras. Festa na Vila Belmiro
Neymar comemorando o gol de Otero, na vitória do Santos contra o Palmeiras. Festa na Vila Belmiro Neymar comemorando o gol de Otero, na vitória do Santos contra o Palmeiras. Festa na Vila Belmiro (Reprodução/Instagram)

Por isso, Marcelo Teixeira não se posiciona oficialmente sobre os boatos, da imprensa santista, que Neymar não renovará contrato com Al Hilal e jogará no Santos a partir de 2025.

É uma situação que a imprensa internacional nem cogita.

O que ganharia o Al Hilal em perder o dinheiro que já adiantou para Neymar?

E o que pagou para o PSG?

Só para ver os olhos do jogador brilhar, já que é o clube onde ele diz que foi mais feliz?

Embora não tenha necessitado do jogador para bater recorde mundial de vitórias, Jorge Jesus já deixou claro que pretende ter Neymar. Pelo tempo que o Al Hilal acordou, dois anos.

Neymar e seu empresário, o próprio pai, sabem que o clube árabe quer usufruir o que comprou.

Por isso, quando o jogador esteve ontem na Vila Belmiro, na vitória do Santos, pela primeira partida final do Paulista, ele não deu entrevista.

A imprensa santista estava sedenta para arrancar a promessa que ele atuará no clube paulista em 2025.

Ele e seu pai sabiam que havia câmeras e drones para registrarem suas reações, por exemplo, no gol de Otero, diante do Palmeiras.

Pularam, vibraram.

Mas não falaram.

Neymar campeão da Libertadores, em 2011. O seu auge no Santos. 13 anos atrás
Neymar campeão da Libertadores, em 2011. O seu auge no Santos. 13 anos atrás Neymar campeão da Libertadores, em 2011. O seu auge no Santos. 13 anos atrás (Conmebol)

Neymar, no entanto, fez questão de alimentar essa lenda urbana.

Usou seu Instagram para publicar fotos com a camisa do Santos.

Apelou na legenda para uma situação que adora.

"Eterno menino da Vila."

Menino ele não é faz tempo.

Tem 32 anos e compromisso firmado com o Al Hilal.

O bilionário presidente do Santos, Marcelo Teixeira, se cala.

Deixa os jornalistas, principalmente do Litoral, espalharem que a volta de Neymar 'é garantida'.

Mas alguém precisa avisar a família real saudita, que domina um dos países mais ricos do planeta.

Neymar sabe com quem está lidando.

Jorge Jesus ficou absolutamente contrariado quando Fernando Diniz, o então técnico da Seleção, fez questão de Neymar nas Eliminatórias, mesmo com o atleta vindo de contusão, no ano passado. E veio a ruptura dos ligamentos.

A imprensa árabe insiste.

O Al Hilal quer Neymar, em campo, pelos dois anos que pagou.

Não tem importância alguma que o brasileiro na Arábia até os 35 anos.

Cristiano Ronaldo é a principal estrela de lá.

O português tem 39 anos.

Neymar não faz falta ao Al Hilal.

Mas Jesus e o clube árabe desejam o talento do jogador.

Não há razão lógica para abrirem mão do atacante.

Emprestá-lo a um clube brasileiro.

Só há duas únicas saídas.

Ele devolver o que o clube árabe já gastou na sua contratação.

Ou o Santos, que já tem uma dívida ativa de R$ 470 milhões, comprar seus direitos.

Situações que são irreais.

Se não acontecer algo absurdo, Neymar no Santos, só depois da Copa do Mundo de 2026.

O jogador, seu pai e Marcelo Teixeira sabem muito bem dessa situação.

Mas deixam as manchetes circular.

Faz bem para a imagem do meia/atacante.

Tão desgastada.

Não só no mundo.

Como no seu próprio país.

Os grandes dribles e gols com a camisa santista são revividos.

Com a grande diferença que estava no auge da juventude.

Agora, ele é um jogador na fase final da carreira.

Sem interesse dos grandes clubes europeus.

Com 26 contusões na carreira.

Duas fraturas no mesmo osso do pé direito.

Rompimento de ligamentos na sua perna de apoio.

Antes da contusão, se mostrava muito mais lento.

Com menor poder letal em toda sua carreira.

Por trás da fantasia, a realidade é bem diferente da empolgação da torcida santista.

Infelizmente...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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