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'Não sou máquina.' Weverton sofre, mas supera trauma pelo esquecimento da Seleção. Voltou a ser o goleiro que o Palmeiras precisa

Foram 40 dias de greve de silêncio, depois da falha infantil contra o Corinthians. Mas Weverton voltou a falar. E mostra que superou a tristeza de saber estar fora da Copa do Mundo de 2026. Com o apoio de Abel

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

São Paulo, Brasil

"A iluminação de Barueri é péssima.

"A tecnologia da tevê compensa a escuridão.

"Principalmente para os goleiros, a situação fica complicada.

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"Fora isso, a impressão que sempre me deu quando joguei lá é que as traves não são perfeitamente retas. Pode ser o terreno que me engane visualmente. Mas isso sempre me dificultou em relação a usar as traves adversárias.

"A luz e essa impressão que estava em um lugar, que não estava, fizeram, para mim, Weverton tirar a mão da bola no gol do empate do Corinthians, em 2 a 2. Não queria ceder o escanteio. Acreditava estar grudado na trave. Não estava. E ele não tem como falar contra o estádio que é administrado, é a segunda casa do Palmeiras."

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A análise, exclusiva, foi feito para o blog por Deola, goleiro que pertenceu ao Palmeiras entre 2003 até 2016. "Joguei muito em Barueri e sei o que estou falando."

Esta explicação Weverton se recusou a dar, no dia 18 de fevereira, depois do empate diante do Corinthians. Ele já sabia que estava sendo muito criticado, pelo gol de Garro, que decretou o 2 a 2 no prorrogação. Por ter tirado, de propósito, as mãos na cobrança de falta do argentino.

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O goleiro do Palmeiras não falou porque não quis. E foi além, saiu do estádio cercado de seguranças, para evitar a aproximação de qualquer repórter.

Weverton esperou o tempo passar, para que o lance fosse 'esquecido' da imprensa. Voltou a dar entrevistas apenas na madrugada da sexta-feira, depois de o Palmeiras ter conseguido chegar à final do Paulista. 

40 dias depois.

E deixou claro o que já se comentava nos bastidores, entre conselheiros do Palmeiras, aos 36 anos, ele ficou abatido ao ter a certeza que está fora dos planos da Seleção Brasileira.

Apesar de ser um goleiro com tantos, ou até mais recursos, do que Rafael, do São Paulo, Bento, do Athletico Paranaense e potencial para competir com Ederson e Alisson, a sua idade, 36 anos, o tira da briga para estar na Copa dos Estados Unidos.

Desde que chegou ao Corinthians, há 17 anos, ele é um jogador que o lado psicológico tem grande peso nas suas atuações.

E o desabafo tem de ser muito bem analisado.

A confirmação que começou o ano muito abaixo do seu nível é a prova de que ele, sabe muito bem, a fase que vive. Desde o ano passado, o interino Fernando Diniz já o tinha deixado de fora da Seleção.

"Eu sou ser humano em primeiro lugar, não sou máquina.

"E todo jogador passa por isso. Para mim não é diferente, eu não queria isso. Eu sempre quis a regularidade, os bons jogos que sempre fiz.

"Mas a vida tem disso. O que eu não posso é desistir e nem muito menos acreditar naquilo que as pessoas falam mal de mim. É ter tranquilidade.

"Não é porque joguei Copa do Mundo, ganhei duas Libertadores que as coisas ruins às vezes não vão acontecer comigo."

Nesta fase muito abaixo do seu potencial, ele teve apoio absoluto de Abel Ferreira.

"O culpado sou eu. Quando tentamos inovar na nossa forma de jogar, há sempre um processo de aprendizagem. Hoje ele fez exatamente o que eu pedi. Uma saiu acertou, outra saiu errou. É isso que eu quero que ele faça, que seja um goleiro que utilize toda a envergadura que tem. O único jogador que pode jogar dentro da área é o goleiro e nós temos que ter essa vantagem", começou por dizer.

"Eu estou o desafiando a sair, a arriscar e faz parte de um processo de aprendizagem. A responsabilidade é minha. Ele não vai ser só bom goleiro como já era, como fazer um upgrade para nos ajudar principalmente na bola aérea. Todas as faltas contra nós é bola na área e nosso goleiro tem que dar esse passo em frente", disse o treinador, após a vitória contra a Portuguesa, no dia 29 de fevereiro.

O que o treinador português fez, na verdade, foi desviar o foco.

Weverton não está saindo jogando, atuando como líbero, como os arqueiros fazem, por exemplo, nos times de Jorge Sampaoli.

O goleiro palmeirense, em má fase, estava falhando.

Não só no gol de empate do Corinthians, mas durante todo o Paulista, ele soltou bolas fáceis e deu saídas em falso.

Mas é um grande goleiro.

E está se recuperando.

Contra o Novorizontino, na semifinal de quinta-feira, fez ótimas defesas.

O momento pior já passou.

Ele não precisa mais de seguranças para deixar os jornalistas longe.

"Daqui para frente é olhar para a final. Acho que o que ficou para trás, ficou para trás. Eu sei da minha responsabilidade e é seguir e ajudar o Palmeiras e meus companheiros a fazer bons jogos."

Weverton percebeu que seu momento de Copa do Mundo passou.

Mas ele tem muito potencial para seguir vencendo no Palmeiras.

Já pode ser tricampeão paulista no domingo, dia 7 de abril.

Há vida longe da Seleção Brasileira...

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