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Corinthians semifinalista da Sul-Americana. De maneira vergonhosa. Tomou seis bolas na trave. Por conta da covardia tática de Luxa

O Corinthians jogou acovardado e com erros táticos absurdos, como Renato Augusto de centroavante. Foi massacrado pelo Estudiantes. Mas conseguiu se classificar, nos pênaltis, para a semifinal da Sul-Americana

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

O Corinthians foi massacrado. Cássio e seis bolas na trave pararam o Estudiantes. Semifinal da Sul-Americana
O Corinthians foi massacrado. Cássio e seis bolas na trave pararam o Estudiantes. Semifinal da Sul-Americana O Corinthians foi massacrado. Cássio e seis bolas na trave pararam o Estudiantes. Semifinal da Sul-Americana

São Paulo, Brasil

Surreal.

Seis bolas na trave e defesas de Cássio salvaram o Corinthians de um massacre na Argentina.

Corrigiram invenções táticas absurdas de Vanderlei Luxemburgo, que fizeram seu time atuar como pequeno, acuado, acovardado, enquanto o Estudiantes de La Plata cansava de perder gols. 

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E acertar a trave brasileira.

Foram 29 arremates contra o Corinthians; 11 deles acertaram o gol de Cássio. Durante os 90 minutos, a bola beijou a sua trave por quatro vezes.

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O Corinthians tentou só sete chutes e apenas uma — sim, uma — bola chegou ao gol de Andújar.

No primeiro tempo, os argentinos deram 17 arremates contra Cássio, e o time paulista, apenas um!

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O time argentino conseguiu marcar apenas um gol, justo no primeiro minuto de partida, quando Bruno Méndez afastou mal, a bola sobrou para Mauro Méndez, que também chutou mal, mas a bola desviou em Lucas Veríssimo e traiu Cássio.

A vitória do Estudiantes por apenas 1 a 0 igualou a decisão das quartas, repetindo o placar que o Corinthians conseguiu em Itaquera.

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Em uma das noites mais injustas do futebol em 2023, a trave e Cássio conseguiram levar o Corinthians à semifinal da Copa Sul-Americana.

Vitória por 3 a 2. Cássio pegou o de Rollheiser, com outras duas bolas argentinas beijando a trave corintiana. Fábio Santos, Matias Rojas e Fausto Vera marcaram.

Mas o que chamou atenção, como não deveria deixar de ser, foi a coletiva de Vanderlei Luxemburgo.

O treinador foi questionado, cobrado, indagado pelos erros táticos que cometeu. Pela covardia tática com que montou o time.

Como colocar Renato Augusto no ataque, de costas para o gol. 

Situação inaceitável. 

Ruan e Romero para marcar laterais.

Com Yuri Alberto no banco.

Luxa chegou a ouvir se não tinha vergonha, como treinador, por seu time tomar 29 chutes a gol durante 90 minutos.

Suas justificativas foram patéticas.

"[A estratégia] Deu certo, nós classificamos. Errado é quando a gente não consegue o resultado. Temos que valorizar essa passagem para a fase seguinte. Jogamos com uma das melhores equipes até hoje.

"O resultado lá [em Itaquera] fez com que pudéssemos perder aqui. Temos um goleiro que pega pênaltis e bons batedores. Sabíamos que iríamos sofrer."

29 bolas contra o gol corintiano. Time acovardado, atrapalhado. Luxa também foi massacrado na coletiva
29 bolas contra o gol corintiano. Time acovardado, atrapalhado. Luxa também foi massacrado na coletiva 29 bolas contra o gol corintiano. Time acovardado, atrapalhado. Luxa também foi massacrado na coletiva

Aos 71 anos, Luxemburgo sabia muito bem que tudo o que pensou sobre o jogo deu errado. E que seu time não foi eliminado por sorte. Mas, misturando sua personalidade e o trabalho dos assessores de imprensa, ele foi o mais superficial possível nas respostas. Um vexame.

Questionado sobre quem havia sido responsável pela classificação, de quem foi a vitória, ele teve a coragem de falar.

"De Deus e da trave. Às vezes pode ser contra nós também. Futebol tem a baliza, a bola que passa perto, a bola que bate no corpo e entra.

"De repente, bateu no jogador nosso e entrou com 54 segundos. É futebol, não foi nada diferente do que é o futebol."

O treinador queria desviar o foco do péssimo futebol do Corinthians a qualquer custo. 

E, quando teve de falar o que deveria melhorar no time para que não repetisse uma partida tão ruim, não respondeu de verdade, só fingiu.

"Você está no futuro, vamos valorizar o presente. Isso foi importante. Vocês veem de uma maneira. Contra o São Paulo, deixamos de jogar 45 minutos. Aqui, levamos um gol com 54 segundos, muda tudo. Tem o emocional.

"Quando o São Paulo fez 2 a 0, tivemos que ir para cima, para ir às penalidades. Aqui, estávamos já nas penalidades. Temos jogadores que sabem bater pênaltis e temos um goleiro que pega pênaltis. É a estratégia de levar a uma semifinal e ganhar isso."

A imagem que fica do jogo é Cássio agarrado, com carinho, à bola que beijou seis vezes sua trave
A imagem que fica do jogo é Cássio agarrado, com carinho, à bola que beijou seis vezes sua trave A imagem que fica do jogo é Cássio agarrado, com carinho, à bola que beijou seis vezes sua trave

Para piorar a situação, foi exposta uma discussão áspera que ele teve com o coordenador do Núcleo de Saúde e Performance, Bruno Mazziotti, antes da decisão de ontem.

O motivo principal foi a presença de Renato Augusto no jogo contra o Goiás. Mazziotti queria que ele fosse poupado por conta de uma sequência de contusões, para que atuasse mais bem preparado fisicamente contra o Estudiantes.

Vanderlei não concordou, discutiu feio com Mazziotti, que também não recuou.

O treinador o colocou em campo aos 22 minutos do segundo tempo contra os goianos. Renato Augusto não conseguiu jogar os 90 minutos ontem na Argentina. Pediu substituição. Provavelmente pelo desgaste na partida de sábado.

"Não sou treinador do Vanderlei Luxemburgo e sim do Corinthians.

"Vazou uma notícia de discussão interna de trabalho. Ponto. Acontece em qualquer empresa. Discutimos o que é melhor para o Corinthians, estamos lá para isso.

"Ponto.

"O que discutimos não interessa."

Corinthians agradece aos torcedores que foram à Argentina. Noite histórica, surreal. Time jogou como pequeno
Corinthians agradece aos torcedores que foram à Argentina. Noite histórica, surreal. Time jogou como pequeno Corinthians agradece aos torcedores que foram à Argentina. Noite histórica, surreal. Time jogou como pequeno

Só que todos os jornalistas que cobrem o Corinthians sabiam.

O único ponto favorável a Luxemburgo na coletiva foi não ter se escondido nos jogadores que o clube tem vendido para abater a sua dívida, que namora R$ 1 bilhão.

Mas seu fraco trabalho na fase decisiva da Copa do Brasil, no Brasileiro, e agora, mesmo com a classificação para a semifinal da Sul-Americana, fez com que perdesse força em tempo recorde.

Seu contrato termina no fim de dezembro.

Há quem defenda sua permanência, em detrimento do desejo de volta de Tite.

Mas esses conselheiros se calaram nesta madrugada.

Envergonhados pelo péssimo futebol na classificação para a semifinal.

E preocupados.

Com o mais que provável adversário, o Fortaleza.

O time do argentino Juan Pablo Vojvoda venceu por 3 a 1, em Belo Horizonte.

A decisão da vaga será amanhã, no Ceará.

Vojvoda é um nome constante no Parque São Jorge.

Luxemburgo perdeu muito prestígio ontem.

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