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As lágrimas de alegria de Lucas. São Paulo o faz se sentir ídolo de novo, depois de desprezo na Europa. E articula contrato de três anos

Bastaram três partidas, dois gols. Lucas entusiasmado de novo com a carreira. Feliz por se sentir ídolo no clube que ama. Chorou de felicidade ao eliminar o Corinthians. São Paulo já articula um contrato de três anos

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Lucas Moura chora de alegria após garantir o São Paulo na final da Copa do Brasil. Ídolo de novo
Lucas Moura chora de alegria após garantir o São Paulo na final da Copa do Brasil. Ídolo de novo Lucas Moura chora de alegria após garantir o São Paulo na final da Copa do Brasil. Ídolo de novo

São Paulo, Brasil

Assim que o árbitro Raphael Claus apitou o fim da partida, com a consagradora vitória do São Paulo, diante do Corinthians, que levou o clube à final da Copa do Brasil, Lucas Moura começou a chorar.

Enquanto as lágrimas de alegria desciam pela sua face, ele encarava torcedores eufóricos batendo palmas, agradecendo, gritando seu nome, no Morumbi lotado.

Depois de anos de desilusão, frustração no Tottenham, chegando a ser reserva do reserva e jogando com o time sub-21, Lucas sentia de novo a sensação de ser ídolo, protagonista.

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Amigos e jogadores próximos, como Richarlison, acompanharam a desilusão do atacante. Dispensado pelo Tottenham, que não quis renovar seu contrato, ele acompanhou, por três meses, seu empresário, Junior Pedroso, oferecê-lo na Europa.

Não conseguiu acordo nenhum com clubes de primeira linha. 

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Nem mesmo a liga da Arábia Saudita, que está arrebanhando jogadores do mundo todo, teve interesse. Apenas dois clubes americanos, que ficaram de negociar perto do fim do ano, porque a janela de transferência dos Estados Unidos fechou.

Não fazia parte dos planos de Lucas voltar ao Brasil, aos 31 anos. Pela parte esportiva, financeira e até pessoal. Sua esposa estava muito preocupada com o que aconteceu com William, no Corinthians, quando sua família foi ameaçada de morte por torcedores corintianos.

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Lucas só foi assediado insistentemente pelo presidente Julio Casares. O dirigente, que adora jogadores midiáticos para atrair patrocinadores, torcedores e consolidar sua reeleição, apostava que, no nível do futebol brasileiro, o atacante conseguiria uma reviravolta na carreira.

E investiu em um contrato curto, de quatro meses, com o jogador.

Ele fechou o acordo por R$ 1,2 milhão a cada 30 dias. Fora bônus por títulos, número de jogos disputados.

Lucas Moura já é milionário. Ele passou cinco anos no PSG e cinco anos no Tottenham.

Quem o conhece sabe quanto é um atleta emotivo, que precisa estar se sentindo bem para render. E foi desse carinho extraordinário da torcida, do respeito absoluto da mídia brasileira, nestes três jogos, que estava precisando.

"É difícil encontrar palavras, estou sonhando. Não tem como não agradecer a Deus por tudo isso que estou vivendo, voltar para o clube que amo e viver um jogo como esse."

O reencontro de Lucas com a torcida do São Paulo. Depois de 11 anos, a euforia da reunião vitoriosa
O reencontro de Lucas com a torcida do São Paulo. Depois de 11 anos, a euforia da reunião vitoriosa O reencontro de Lucas com a torcida do São Paulo. Depois de 11 anos, a euforia da reunião vitoriosa

Lucas lembra muito bem quando era chamado de Marcelinho, na categoria de base.

Não só por parecer com o ex-jogador do Corinthians, time para quem torcia.

E também jogou na base, dos 10 anos ao 13. Saiu do clube porque a direção não quis ajudar financeiramente sua família, que tinha dificuldade em mantê-lo no Parque São Jorge. Não havia tempo para estudar. Não houve cuidado com o talentoso atacante.

Ele foi para o São Paulo, e sua vida mudou. Foram sete anos, entre a base e a ida para o PSG, por 43 milhões de euros, atuais R$ 559 milhões.

Teve uma carreira irregular na França. Não exerceu o papel de estrela com que Leonardo, ex-executivo do PSG, sonhava. E perdeu espaço para Neymar e Mbappé. Foi para o Tottenham por 25 milhões de libras, cerca de R$ 158 milhões.

Lá, foi ainda mais irregular.

Teve seu momento brilhante em 2019, quando marcou três gols, na semifinal da Champions, contra o Ajax, na Holanda, virando a semifinal, já que o Tottenham havia perdido por 2 a 0, na Inglaterra.

Mas não se firmou como grande jogador no futebol europeu. 

Na seleção brasileira, também mostrou irregularidade.

Não disputou nenhuma Copa do Mundo.

A última chamada foi em 2018.

"Passa, às vezes, pela cabeça: 'Será que nenhum treinador gosta de mim? Será que ninguém está me olhando? Será que me deixaram de lado?'", perguntou o atacante em entrevista ao podcast ge em 2020, quando sonhava com a Copa do Catar, em 2022.

No Morumbi, já há a esperança de que Fernando Diniz aposte no jogador e o chame para disputar as eliminatórias.

Mas o que Casares quer é aproveitar o momento emocional de Lucas e convencê-lo de que o único clube onde ele terá esse apoio irrestrito e que pode fazê-lo sonhar com a Copa de 2026 é o São Paulo.

O presidente Julio Casares já articula um contrato de três anos para Lucas. Trunfo para a reeleição
O presidente Julio Casares já articula um contrato de três anos para Lucas. Trunfo para a reeleição O presidente Julio Casares já articula um contrato de três anos para Lucas. Trunfo para a reeleição

Já começou a campanha para que não vá para os Estados Unidos e assine contrato por, pelo menos, três anos.

"O Lucas está sentindo o gosto desse momento. Brinquei com ele: ‘Pode ficar!’, mas depende dele, né? Foi um momento épico, ele estava superemocionado. Ele diz que hoje foi um momento de superação e de emoção muito grande. Agora, no dia a dia, vamos ver, ele vai gostando, a família está feliz. A torcida está maravilhada com a disposição dele", disse ontem o presidente Julio Casares.

Está muito cedo.

Foram apenas três jogos.

Mas o desempenho foi impressionante para o futebol brasileiro.

Lucas está muito feliz.

Redescobriu a alegria de ser ídolo novamente.

Era tudo de que precisava nesta altura da carreira.

Ensandecido depois de marcar o gol decisivo contra o Corinthians. Clube que o perdeu na infância
Ensandecido depois de marcar o gol decisivo contra o Corinthians. Clube que o perdeu na infância Ensandecido depois de marcar o gol decisivo contra o Corinthians. Clube que o perdeu na infância

Voltar a chorar.

Mas, desta vez, de alegria.

Com o Morumbi inteiro gritando seu nome.

E garantindo o São Paulo, clube que ama, em mais uma final.

A carreira de Lucas Moura não acabou...

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