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Irresponsabilidade do veterano Diego Souza custa caro demais

O São Paulo desperdiçou a chance de disparar na liderança do Brasileiro. Por culpa da absurda expulsão contra o fraco Fluminense. Inaceitável

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Diego Souza conseguiu sabotar o São Paulo. Postura infantil do meia de 33 anos
Diego Souza conseguiu sabotar o São Paulo. Postura infantil do meia de 33 anos Diego Souza conseguiu sabotar o São Paulo. Postura infantil do meia de 33 anos

São Paulo, Brasil

Diego Souza deve ter feito um curso de irresponsabilidade com Felipe Melo. Se o São Paulo não chegou a 48 pontos e apenas empatou com o limitado Fluminense, em 1 a 1, com o Morumbi lotado, a culpa é toda do meia de 33 anos. O jogador conseguiu ser expulso aos 33 minutos do primeiro tempo, dando uma cotovelada desleal e infantil em Léo.

O justo cartão vermelho deixou o time de Diego Aguirre com um a menos. Já não bastasse não ter Nenê, Everton e Jucilei, o time perdeu um jogador importantíssimo.

A partida que a Comissão Técnica via como vitória obrigatória, se tornou desesperador. Um sufoco. O São Paulo só não perdeu porque o Fluminense é muito fraco. Mesmo assim, acertou uma bola na trave aos 41 minutos do segundo tempo, com Richard, cara a cara com Sidão.

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Os dois pontos desperdiçados na briga pelo título ficam na conta de Diego Souza. Atacante que não poderá enfrentar o Atlético Mineiro na quarta-feira. É inacreditável a estupidez do cartão vermelho que ele buscou.

Triste foi a reação de Diego Aguirre.

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O treinador apelou para uma velha estratégia. Negar a realidade. Nem mesmo os parentes de Diego Souza devem ter acreditado nas palavras do técnico uruguaio. 

"Queríamos ganhar o jogo, mas eu tenho que lamentar que não ganhamos. Foi algo fora do normal que marcou o jogo, ficamos 60 minutos com um jogador a menos. Um erro absoluto e total do juiz. A partir daí, o resultado foi bom. O juiz apitou uma coisa que não existiu. Não pode acontecer isso, não é justo quando trabalhamos e damos o máximo para ganhar o jogo. Um erro dessa forma afeta todo o jogo."

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Como foi coletiva, Aguirre não foi além.

Não houve erro algum.

Diego Souza deu a cotovelada em Léo. Longe de qualquer disputa de bola. Estava apenas irritado. Pensou na sua raiva, com a fortíssima marcação do Fluminense e não na importância em seguir no jogo. Ao deixar o cotovelo no jogador do time carioca, assumiu todo o risco do merecido cartão vermelho.

Aguirre conseguiu ir além de Felipão. O técnico do Palmeiras teve uma conversa com Felipe Melo e resolveu a questão internamente. O treinador do São Paulo que quase dispensou Diego Souza no início de seu trabalho, por acomodação, falta de empenho nos treinamentos, não quis comprar outra briga pública com o meia. 

Por isso falou tamanho absurdo.

Para deixar tudo mais surreal, a direção do São Paulo promete reclamar formamente na CBF contra o árbitro Dewson Freitas da Silva. Outro estratagema surrado no futebol deste país. Consiste em desviar o foco. Em vez de a imprensa ficar cobrando uma atitude contra a irresponsabilidade de Diego Souza, que não enfrentará o Atlético Mineiro, falará da briga dos dirigentes contra o juiz.

E também será esquecido que, apesar de ainda líder do Brasileiro, o time já perdeu quatro pontos preciosos no início do segundo turno. Dois contra o lanterna Paraná Clube e mais dois hoje, diante do fraco Fluminense.

Bastava um pouco mais de talento. E o Fluminense venceria no Morumbi
Bastava um pouco mais de talento. E o Fluminense venceria no Morumbi Bastava um pouco mais de talento. E o Fluminense venceria no Morumbi

E Aguirre deve levantar a mão aos céus por ter conseguido o empate. O São Paulo outra vez jogou mal. Sem os neurônios de Nenê e a velocidade incessante de Everton, o time desde o início teve sérias dificuldades para ultrapassar as duas linhas de cinco jogadores que o Fluminense montava sem a bola. A ordem era travar o jogo na intermediária.

O uruguaio sem jogadores talentosos para o meio de campo, capazes de atuar como o articulador Nenê, tratou de colocar o instável Shaylon. E na frente, na vaga de Everton, improvisou Reinaldo, colocando Edmar como lateral. Rojas na ponta direita tinha o apoio constante de Bruno Peres. E Diego Souza deveria ser a referência no ataque. 

Marcelo Oliveira sabia que o São Paulo estava enfraquecido e seria obrigado a buscar marcar gols, pressionado pela torcida que lotava o Morumbi. Ele queria apenas travar, enevar o líder do Brasileiro, para explorar os contragolpes, principalmente do lado esquerdo do seu time, onde atua o ótimo lateral Ayrton Lucas.

A marcação era firme, principalmente quando a bola chegava em Diego Souza. Isso foi enervando o veterano atacante. A ponto de aos 33 minutos, da primeira etapa, de forma imperdoável, ele deu uma cotovelada em Léo, depois de tocar a bola. Em frente ao juiz Dewson Freitas da Silva. Cartão vermelho indiscutível, apesar da tentativa de desmentido de Aguirre.

Tudo ficou terrível para o São Paulo, o Fluminense terminou o primeiro tempo muito mais seguro. A ponto de, no intervalo, Marcelo Oliveira trocar o volante Jadson pelo atacante Junior Dutra. Aguirre se cansou logo aos cinco minutos do segundo tempo e tirou o improdutivo Shaylon. Colocou no seu lugar o vibrante Trellez.

Mas foi o Fluminense que saiu na frente, com um gol contra de Anderson Martins. O zagueiro foi recuar de cabeça uma bola levantada para a área são paulina. Só que Sidão se precipitou e saiu como um garoto para tentar cortar o levamento. Ou seja, abandonou o gol. E o São Paulo pagou caro pela péssima leitura do lance, por parte do goleiro. 

1 a 0, Fluminense, aos oito minutos.

O desespero do gol carioca fez o São Paulo se abrir de vez, com coragem, mas deixando muito espaço para contragolpes. Tivesse um pouco mais de qualidade, o time de Marcelo Oliveira garantiria a vitória.

Mas, graças a uma falha infantil de Ayrton Lucas, seu melhor jogador, veio o empate do São Paulo. O lateral esquerdo resolveu fingir ter sofrido falta de Régis, o que não aconteceu. O lateral que entrou no lugar de Edmar se aproveitou da bobagem. E cruzou na cabeça de Trellez, 1 a 1.

A raiva de Aguirre no empate do São Paulo. Diego Souza causou o sufoco
A raiva de Aguirre no empate do São Paulo. Diego Souza causou o sufoco A raiva de Aguirre no empate do São Paulo. Diego Souza causou o sufoco

O São Paulo sonhava com a virada, mas o desentrosado time acabou mostrando cansaço no final da partida. E por sorte não perdeu. Matheus Alessandro teve a bola do jogo. Recebeu toque de calcanhar de Richard, ficou cara a cara com Sidão. Teve a coragem de chutar na trave. O lance aconteceu aos 41 minutos.

Com o empate em 1 a 1, o São Paulo perdeu dois pontos.

Mas tem de comemorar o que conseguiu.

Porque a atitude de Diego Souza colocou tudo a perder.

Por sorte o adversário era o Fluminense.

Equipe sem maior técnica.

Só por isso o líder do Brasileiro não foi derrotado.

Como deveria...

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