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Gramado, afobação, arbitragem. Diniz acha culpados para o pobre futebol da Seleção. Mas vitória por 1 a 0 contra o Peru dá a liderança

O Brasil não foi bem contra o Peru. Apesar da diferença técnica entre os times, a Seleção de Diniz teve dificuldades para superar a previsível marcação peruana. Gol de Marquinhos, aos 44 do segundo tempo, garantiu a vitória

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Aos 44 do segundo tempo, Marquinhos se antecipou, no escanteio de Neymar, e marcou o gol decisivo
Aos 44 do segundo tempo, Marquinhos se antecipou, no escanteio de Neymar, e marcou o gol decisivo

São Paulo, Brasil

A frieza dos números mostra o Brasil líder das Eliminatórias.

Depois do 5 a 1 contra a Bolívia, a vitória desta madrugada, contra o Peru, por 1 a 0.

Seis pontos. Cinco gols de saldo, primeira colocação geral.

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Mas também são os números que mostram que a Seleção de Fernando Diniz não foi bem em Lima.

Mesmo com jogadores muito melhores tecnicamente do que os rivais, o Brasil só conseguiu dar nove arremates. Só três foram ao gol. Conseguiu durante toda a partida apenas cinco escanteios.

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E errou 62 dos 554 passes que tentou dar.

O gol de Marquinhos só veio aos 44 minutos do segundo tempo, na cobrança de escanteio de Neymar, em que a zaga peruana ficou estática, não acompanhando o zagueiro artilheiro do PSG se antecipar e desviar a bola para a rede de Gallese.

Neymar não conseguiu ser o homem de ligação para os atacantes. Não conseguia dar sequência nos dribles para quebrar as linhas de marcação ou acertar passes para Raphinha, Richarlison e Rodrygo.

O Peru marcou a intermediária muito melhor do que a Bolívia. E a falta do apoio de Danilo fez com que o lado direito ofensivo só existisse quando Rodrygo caía por lá. Renan Lodi segue muito afobado.

Casemiro e Bruno Guimarães não conseguiram dar início à saida de bola com qualidade, velocidade. Davam tempo para a recomposição peruana. Richarlison, outra vez, muito mal. Sem confiança, enfiado entre os zagueiros. Sem iniciativa para escapar da marcação. 

Apesar de estar muito bem servido no banco de reservas, Fernando Diniz demorou para agir. Só aos 39 minutos do segundo tempo colocou Vanderson, no lugar de Danilo, Martinelli, no de Raphinha, e Gabriel Jesus, no de Richarlison.

O Peru, de Juan Reynoso, não tinha força ofensiva e claramente estava satisfeito com o 0 a 0. O esquema 5-4-1 deixava mais do que claro. O sonho era um contragolpe ou bola parada. 

Mas foi o Brasil, atuando no 4-2-1-3, que acabou vencendo em uma jogada reconhecidamente treinada. Desta vez, por Diniz. Mas que Tite já utilizava.

Fernando Diniz demorou para reagir, mesmo vendo seu time jogar mal. Trocas só aos 39 do segundo tempo
Fernando Diniz demorou para reagir, mesmo vendo seu time jogar mal. Trocas só aos 39 do segundo tempo

A vitória com um futebol decepcionante, principalmente no segundo tempo, foi admitida pelo próprio Fernando Diniz.

"Não tivemos tanta fluência, estranhamos um pouco o gramado. O que facilitou a marcação, e tivemos mais erros na parte técnica do que o normal. Muito pelo campo, em algumas tentando jogar de forma acelerada, mas acho que o saldo foi muito positivo."

E apelou para o argumento de que o Brasil ganhou seus dois jogos.

"Eu acho que vencemos com muitos méritos. Na Bolívia, tivemos um descuido depois do quarto gol, contra o Peru eles não chutaram nenhuma no gol. Mostra que a gente estava muito atento para se ajudar na marcação. Gostei muito."

Diniz tem a seu favor só ter feito cinco treinamentos com a Seleção. E ele deixou claro que os atletas ainda não conseguiram assimilar o que ele quer nos jogos. Confundiram verticalidade com afobação.

"Os jogadores vão entender, não precisa de muita gente para fazer superioridade, é uma questão de ocupar bem os espaços, circular bem a bola.

"A gente tentou acelerar demais, não teve paciência pra ir desmanchando a marcação aos poucos. Isso dificultou o nosso jogo também. Também teve o gramado, que não é o que os jogadores estão acostumados. Muito diferente da Europa e de Belém também."

Reclamou da arbitragem do argentino Fernando Rapallini também.

"Isso é uma coisa recorrente, também acontece no Brasil. O que mais me irrita é ficar picotando o jogo e o juiz ser conivente com o jogo parado. Porque é ruim para todo mundo. É ruim para quem quer jogar. É ruim para quem assiste. Para quem paga ingresso. É ruim para o futebol."

Neymar não conseguiu render. Não conseguiu dar sequência aos dribles nem servir os atacantes
Neymar não conseguiu render. Não conseguiu dar sequência aos dribles nem servir os atacantes

Diniz percebeu a falta de empolgação da imprensa brasileira com a Seleção, em Lima. E o destaque do gol, aos 44 minutos, em uma bola parada.

"Bola aérea define jogo. Define campeonato. Hoje definiu. Tivemos dois gols anulados e fizemos pela persistência. Uma bola bem batida e uma antecipação no primeiro pau."

Diniz defendeu Neymar quando um repórter perguntou se ele concordava que o jogador do Al-Hilal é caçado em campo. Fez questão de destacar que o meia/atacante não simulou nenhuma vez. Toda vez que caiu, levou pontapés verdadeiros.

"Eu acho que com o tempo podemos ir adequando, tirando o Neymar, uma estratégia para evitar um número excessivo de faltas. Concordo que ele recebe muita falta. Hoje ele não caiu nenhuma vez que não foi falta. Todas que ele caiu foram faltas. Ele caiu, levantou rápido pra jogar."

Fernando Diniz seguirá interino até junho, garante a cúpula da CBF, quando Carlo Ancelotti assumirá a Seleção.

Enquanto isso, o treinador trabalha como se fosse efetivo.

Ele comandará a Seleção novamente no dia 12 de outubro, contra a Venezuela, na arena Pantanal, em Cuiabá. E depois terá a partida, teoricamente, mais difícil. Uruguai, em Montevidéu.

Antes, Diniz volta ao Fluminense...

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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