Cosme Rímoli Gangorra no Corinthians. Vitória contra o Bahia dá fôlego a Coelho

Gangorra no Corinthians. Vitória contra o Bahia dá fôlego a Coelho

Andrés Sanchez segue ganhando tempo. Já poderia ter escolhido e contratado um treinador. Mas está muito indeciso. Não sabe se mantém Coelho ou não

  • Cosme Rímoli | Do R7

Corinthians venceu o Bahia por 3 a 2. Agora, Coelho ganha apoio, para ficar

Corinthians venceu o Bahia por 3 a 2. Agora, Coelho ganha apoio, para ficar

Rodrigo Coca/Agência Corinthians

São Paulo, Brasil

A dois meses e meio da eleição, o Corinthians parece uma gangorra.

Se o time perde, como no domingo, diante do Fluminense, a pressão é gigantesca para a contratação de um novo técnico.

Se vence, como ontem, diante do Bahia, de Mano Menezes, por 3 a 2, a pressão é gigantesca para a permanência de Coelho como treinador.

"Eu tenho que fazer o meu trabalho. A gente já deixou bem conversada a minha situação.

"Sou funcionário do clube, se ele precisar de mim, estarei sempre a disposição para ajudar. Só quero fazer meu trabalho e passar confiança aos jogadores. Espero, junto com eles, dar continuidade nisso", dizia Coelho, após a vitória.

"Ele" é Andrés Sanchez.

O presidente corintiano segue mudando de ideia como muda de camisa.

Já declarou que estudaria com calma o nome de um técnico, depois de despachar Tiago Nunes.

Falou na terça-feira ter 'pressa' na definição do treinador.

O problema é que Andrés está sentindo que não será fácil fazer de Duílio Monteiro Alves seu sucessor. Mario Gobbi, candidato da oposição, está ganhando apoio da ala de Paulo Garcia, com a possibilidade de união.

Coelho na gangorra. No domingo, não servia. Hoje, já pode ser. Reflexo de Andrés

Coelho na gangorra. No domingo, não servia. Hoje, já pode ser. Reflexo de Andrés

Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Andrés decidiu não submeter o nome do novo treinador à oposição.

Seu sonho dourado é que o seu treinador escolhido aceitasse um 'contrato de risco'.

Ou seja, ele ficasse até o início de dezembro.

E depois o vencedor da eleição o efetivaria, se fosse Duílio.

Mas Andrés não pode e não quer falar pela oposição.

Por isso, a gangorra mostra que se Coelho seguir fazendo o time ficar em uma posição confortável na tabela, possa até ser efetivado.

Pelo menos até dezembro.

O que facilita são os adversários.

Se o Corinthians vencer o Sport, na próxima quarta-feira, em Recife.

E, depois, o Red Bull Bragantino, em Bragança, no dia 3 de outubro, a situação mais calma, com fôlego para uma efetivação de Coelho.

O técnico foi muito elogiado pela escolha da dupla de volantes, Roni, ex-jogador da base, 21 anos. E Xavier, 20 anos, que chegou da Ponte Preta, em 2019.

Os dois jogaram muito bem contra o Bahia.

"A escolha do Xavier e Roni vem muito com a maturidade que o grupo tem quando acontece uma escolha assim. Quero primeiramente agradecer aos jogadores por tudo que estão fazendo, principalmente pelos que estão saindo para a entrada dos mais jovens.

"E a moral que eles deram pros meninos. Não vem só do merecimento deles, mas também da galera que está com eles, da moral, da confiança que eles deram aos meninos. Não é uma mudança fácil, mas eu e os meninos tivemos o respaldo de todos. Aceitaram muito bem", disse, o técnico interino.

Andrés Sanchez segue completamente indeciso.

E está ganhando tempo.

Uma semana é tempo mais do que suficiente, para um grande clube como o Corinthians contratar um técnico, se o presidente tivesse conviccção.

Andrés não tem.

O que pode ser ótimo para Coelho...

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