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Futebol assustador de Gustavo Scarpa no Atlético Mineiro. Reflexo do fracasso na Europa. Como o Palmeiras previu

O meia de 30 anos voltou muito mal para o futebol brasileiro. Felipão, seu principal defensor, tenta mudança radical no posicionamento do Atlético para que Scarpa renda. Enorme desilusão em Belo Horizonte

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Gustavo Scarpa. Futebol fraquíssimo no Atlético. Reflexo do fracasso na Europa
Gustavo Scarpa. Futebol fraquíssimo no Atlético. Reflexo do fracasso na Europa Gustavo Scarpa. Futebol fraquíssimo no Atlético. Reflexo do fracasso na Europa (Pedro Souza/AtléticoMineiro)

São Paulo, Brasil

Foram só cinco partidas.

Mas já bastaram.

Felipão, quem mais insistiu na sua contratação, acreditou que iria ter o jogador cerebral, capaz de ditar o ritmo do Atlético, de acordo com as necessidades.

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Acelerar, diminuir, dosar.

Seria o atleta que faltava.

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Mas, por enquanto, a decepção inesperada.

A falta de encaixe, na movimentação, na vibração, na articulação.

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O treinador vivido já o colocou na esquerda e o rendimento foi fraquíssimo.

A pedido do atleta, fez o que não queria.

O mudou de lado, o escalou na direita.

E sua participação continua burocrática.

Apenas 'carimbando' a bola, trocando passes curtos. Ou batendo escanteios e faltas.

Não é à toa que não marcou um gol e não deu uma assistência no fraquíssimo Campeonato Mineiro.

Está longe de ser o meio-campista que o Atlético precisa para sua prioridade em 2024, a Libertadores.

Diretoria, técnico, jogadores o desculpam.

Falam em readaptação ao futebol brasileiro, depois de um ano na Europa.

Scarpa fracassou no Nottingham Forest. Seu sonho de disputar a Premier League se transformou em um grande pesadelo.

Como Abel Ferreira, seu treinador no Palmeiras, havia previsto. Scarpa não conseguiu se adaptar ao ritmo intenso do futebol inglês. Sem velocidade, força física era não só anulado nos poucos jogos que fez, como nos treinamentos.

A Comissão Técnica do Nottingham Forest tratou de dispensá-lo. Evangelos Marinakis, bilionário grego, dono do clube inglês, tratou de repassá-lo ao Olympiakos, no fraco futebol da Grécia.

Scarpa não teve escolha. 

Foi.

E fracassou novamente.

No Nottingham Forest fez dez partidas apenas. Não fez um gol e nem deu qualquer assistência. No Olympiakos, conseguiu entrar em campo 11 vezes. Nenhum gol ou assistência.

O último gol de Gustavo Scarpa foi no dia 9 de novembro de 2022, contra o América Mineiro, quando ainda jogava no Palmeiras.

No Atlético Mineiro, que pagou R$ 27milhões pelos seus direitos, o meia tem se mostrado apático, deslocado, com enorme dificuldade para recuperar o ritmo de jogo.

Seus desempenhos têm sido assustadoramente ruins.

Psicologicamente ele enfrentou não o fracasso na Europa como também o 'golpe' das criptomoedas. Por indicação de seu ex-companheiro no Palmeiras, investiu e perdeu R$ 6,3 milhões.

A torcida e a direção do Atlético Mineiro querem apoiar o jogador.

Mas cobram o rendimento dele no Palmeiras.

Em quatro anos do Brasileiro foi recordista em assistências.

Em 2022, ano que decidiu para a Europa, foi escolhido como o melhor do torneio nacional.

As brincadeiras com o skate, os goles de leite condensado e, principalmente, os sorrisos de Scarpa sumiram.

Ele tem se mostrado um atleta tenso, irritadiço e improdutivo.

Felipão o tem 'abraçado' e insiste internamente que é 'apenas o momento do recomeço'.

Mas ninguém no Atlético o esperava tão mal.

A cobrança começou de maneira branda.

Mas os frios números da valorização financeira são cruéis.

Em dezembro de 2022, o site especializado em transações de atletas, o transfermarkt, avaliava Scarpa em 12 milhões de euros, cerca de R$ 64 milhões.

Atualmente, o meia atleticano vale exatamente a metade.

Seis milhões de euros, cerca de R$ 32 milhões.

É algo perturbador.

Mas que não surpreende a Comissão Técnica do Palmeiras.

Havia a certeza que o meia não conseguiria render na Europa.

E voltaria para o futebol brasileiro abalado psicologicamente.

O clube paulista não fez qualquer movimento para recontratá-lo pela postura do próprio Scarpa, quando foi para o Nottingham Forest.

Na sua saída foi pedida a prioridade, caso ele quisesse voltar para o futebol brasileiro.

Scarpa enrolou, não quis deixar firmado o compromisso com o Palmeiras.

Estava claro que queria voltar a quem pagasse mais.

E virou 'carta fora do baralho'.

Daí estar decepcionando no Atlético Mineiro...

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