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Futebol árabe quer, de novo, Raphael Veiga. Palmeiras tem substitutos: Felipe Anderson, Estevão e Luiz Guilherme

O desabafo do meia palmeirense, na madrugada de ontem, depois da espetacular virada do Palmeiras diante do Independiente del Valle, mostra: ele está fora de sintonia com o time. Conselheiros garantem que o assédio do futebol árabe, que tentam outra vez contratá-lo, pode estar atrapalhando

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Raphael Veiga sofre o assédio do futebol árabe. E está jogando muito mal Raphael Veiga(Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon) (CESAR GRECO)

Em plena euforia, diante da espetacular virada do Palmeiras, diante do Independiente del Valle, em pleno Equador, havia uma nota dissonante, que não combinava. Que afetava a festa nos vestiários, comandada pelo empolgado Abel Ferreira.

Raphael Veiga fazia de tudo para celebrar a façanha.

Afinal, foi raríssimo o que aconteceu ontem à noite, em Quito.

O forte e muito bem treinado time do Independiente del Valle, pelo argentino Javier Gandolfi, envolveu o Palmeiras. Abriu 2 a 0, com excelente atuação do ‘fenômeno Kendry Paéz, menino de 16 anos, já vendido ao Chelsea por mais de R$ 100 milhões.

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Mas o Palmeiras radicalizou.

Mudou sua postura tática, de atitude, de estratégia, e de jogadores.

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E saiu do Equador com uma vitória incrível e que garantiu a liderança absoluta do grupo F, lutando para buscar a primeira colocação geral da competição, para ter a vantagem de decidir os mata-matas no Allianz Parque.

Mas em meio à comemoração de Abel Ferreira, que lembrava o torcedor mais empolgado, o assédio em Lázaro, que marcou seu primeiro gol, e principalmente, em Luiz Guilherme, apontado como o futuro dono de uma posição no meio-campo, Raphael Veiga não tinha o que comemorar.

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Pelo contrário.

Mais uma vez foi facilmente anulado pela forte marcação equatoriana. Como um menino de seis anos jogando futebol de botão, o treinador Gandolfi sabe que a chave para travar o atual Palmeiras está em ‘encaixotar’ Veiga. Zabala à frente da zaga e o versátil Ortiz tratavam de fazer um ‘sanduíche’ do único jogador que começara a partida com poder técnico e intelectual de articular jogadas de ataque. Buscar Endrick e Rony.

Sem um parceiro à altura para tabelar, trocar de lugar nas intermediárias, ele virou alvo fácil e passivo.

Como está sendo nos últimos jogos, como contra o Flamengo.

E teve de ser substituído.

Foi quando o Palmeiras cresceu de vez.

Sem dar entrevistas, Veiga sabia o quanto havia sido criticado.

A dois meses de completar 29 anos, depois de dois anos seguidos, o futebol árabe volta à carga.

Empresários representando clubes sauditas, procurando Veiga, já entraram em contato com Anderson Barros.

O mercado ficará muito mais agitado.

Houve uma mudança radical.

Todos os clubes sauditas poderão ter no elenco até dez jogadores estrangeiros.

E oito poderão entrar em campo.

Raphael Veiga segue jogando muito mal. Sendo anulado constantemente Foto: Cesar Greco/Palmeiras (CESAR GRECO)

Ou seja, o número foi ampliado, já que apenas oito que não nasceram na Arábia Saudita poderiam ser contratados. E seis atuarem.

Conselheiros do Palmeiras acreditam que esse assédio pode estar afetando psicologicamente o meia.

Ao contrário dos outros anos, a chance de Veiga sair é muito grande.

A chegada de Felipe Anderson, o crescimento de Luiz Guilherme e o despertar de Estevão já tornam a venda muito mais provável.

Esse, por enquanto, é um assunto proibido.

E negado pela Comissão Técnica.

Mas real.

Longe dos repórteres, Veiga desabafou nas redes sociais, depois de outra decepcionante partida, ontem à noite.

“Reconhecer os momentos de dificuldade é o que nos faz estar sempre buscando evoluir e crescer. Sei do meu momento e vou continuar me dedicando para melhorar. Jamais fugirei das minhas responsabilidade e nunca me esconderei delas.

“Sou muito feliz de participar dessa equipe. Focada, resiliente e pronta para passar por qualquer situação, em qualquer lugar. Parabéns, Luís Guilherme. Muito feliz por você e pelo gol que tanto buscava ter saído em um jogo especial.”

Raphael Veiga fez 18 partidas em 2024, deu sete assistências e marcou quatro gols.

Mas seu futebol está muito ruim, em comparação a temporadas passadas.

E na análise fria.

Principalmente do próprio jogador.

Ele sabe que deixou de ser desequilibrante, fundamental ao time.

Prejudicado pelo elenco.

Desde a saída de Gustavo Scarpa, com quem dividia a articulação do time, nunca mais foi o mesmo.

Em 2022, Leila Pereira renovou seu contrato até o final de 2026.

Em fevereiro de 2023, ao repassar Kuscevic ao Coritiba, o Palmeiras ficou com mais 20% da porcentagem dos direitos de Veiga.

A negociação foi feita já pensando na venda futura de Veiga.

O clube paulista tem 85% dos direitos do meia.

Seu valor de mercado, de acordo com o site transfermarkt é de 18 milhões de euros, cerca de R$ 98 milhões.

Preço mais do que possível para os grandes clubes árabes.

Não só da Arábia Saudita, mas do Catar, Emirados.

E o atleta sabe disso.

Raphael Veiga tem excelente potencial.

Mas deixou de ser primordial.

E sua idade recomenda a negociação, de acordo com a filosofia imposta pela própria Leila.

Esse é todo enredo que cerca um dos grandes ídolos dos palmeirenses...


Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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