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Fluminense se cansou de perder. Demissão sumária de Fernando Diniz. Técnico achou que Libertadores e Seleção eram escudos infalíveis

Estar na última colocação do Brasileiro, caminhando firme para o rebaixamento fez com que a diretoria do Fluminense despachasse, sem pena, Fernando Diniz. Dirigentes se cansaram da utopia do técnico. Sentiram falta de repertório do treinador.

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Fernando Diniz é demitido do Fluminense Marcelo Gonçalves/Fluminense

Depois de sete meses de o Fluminense conquistar a Libertadores pela primeira vez, o baque.

O clube paga para despachar Fernando Diniz.

O técnico receberá R$ 7 milhões para deixar de ser técnico do time carioca.

A demissão sumária foi decidida ainda na noite de ontem.

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Depois do ridículo comportamento do Fluminense, na derrota diante do Flamengo.

O time tricolor chutou duas bolas a gol.

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A equipe comandada por Tite deu nada menos do que 16.

Além de encurralar o perdido time de Diniz durante todo o jogo.

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1 a 0 foi pouco demais.

De 33 pontos possíveis, o Fluminense ganhou apenas seis.

Lanterna do Brasileiro, que tem vinte equipes.

Caiu na semifinal do Carioca.

2024 já havia começado muito mal para o técnico.

No dia 5 de janeiro perdeu o comando da Seleção Brasileira.

O erro do técnico, que ganhou apenas dois títulos na carreira na elite do futebol do país, um Carioca e a Libertadores, foi acreditar que era ‘eterno’ no Fluminense.

Afinal, o presidente Mario Bittencourt aceitou todos os seus pedidos.

E trouxe vários veteranos para formar o elenco.

Na verdade, Bittencourt também tem fixação por jogadores de renome, não importa a idade.

O resultado foi dramaticamente ruim.

Por conta da falta de repertório de Diniz.

Ele seguiu fielmente repetindo o esquema tático que tanto adora.

O de Pep Guardiola, no Barcelona de 2010.

Ou seja, time saindo do campo de defesa com a bola dominada.

Excesso de atletas do lado onde está a bola.

Qualquer garoto de seis anos sabe que o segredo para vencer o Fluminense de 2024 era marcar a saída de bola.

E o time foi acumulando derrotas, vexames.

Com o treinador, psicólogo formado, gritando palavrões para os árbitros, para seus jogadores durante as partidas.

Se tornou cada vez mais agressivo nas coletivas.

Não tinha como explicar tantos vexames.

Principalmente o de ter o time último colocado no Brasileiro.

“Quando a gente estava com vento totalmente a favor, com a torcida do nosso lado e estava mais fácil, a gente foi muito leniente.

“Lógico que (estar na lanterna) mexe. É um sentimento horroroso. Muito ruim. Tem que ser forte, trabalhar muito e achar soluções”, bradava, depois da derrota contra o Cruzeiro.

Mas veio o Flamengo e seu time jogou ainda pior.

Depois de uma reunião entre Bittencourt e o diretor-executivo Paulo Angioni veio a decisão.

Ambos consideraram que o time não respondia mais a Diniz.

Não havia outra maneira de a equipe atuar.

As derrotas se acumulavam.

E o pessimismo passou a dominar o clube.

O medo passou a ser grande.

Não só do rebaixamento no Brasileiro.

Mas da eliminação da Libertadores.

Nas oitavas, o time enfrentará o Grêmio.

Mesmo vendo seu trabalho ruindo, Diniz avisou aos dirigentes.

Não iria mudar o estilo de jogo do Fluminense.

Deixou claro que não aceitaria questionamento.

Muito menos pediria para ir embora.

Daí a decisão pela demissão sumária.

Os jogadores adoravam Diniz, já que com ele, jogavam de maneira utópica, trocando bola, só pensando no ataque.

Mas agora ele está desempregado.

E o Fluminense outra vez apela para o auxiliar Marcão como interino.

Enquanto a direção procura um treinador mais convencional.

Que tenha mais repertório do que Fernando Diniz.

Técnico que já tem duas demissões em 2024.

Mas que pode ir trabalhar no Athletico.

Clube onde já trabalhou e também foi demitido sumariamente.

Em 2018, depois de oito meses.

A equipe estava mergulhada na zona do rebaixamento...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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