Flamengo, Santos e Corinthians se animam por Claudinho. O Palmeiras, ainda magoado com o meia, diz que não se interessa
O talentoso meia de 29 anos está preocupado com a guerra no Oriente Médio. E voltou do Catar. Seu contrato com o Al-Sadd corre risco de seguir o mesmo caminho dos jogadores que atuam na Ucrânia e na Rússia. Interessados não faltam

A guerra entre Irã e Estados Unidos/Israel mobiliza o Oriente Médio.
Na esfera esportiva tem efeitos colaterais.
O primeiro é a desistência, por enquanto não oficial, do Irã de disputar a Copa do Mundo nos Estados Unidos.
Seria mesmo surreal um país em guerra receber o selecionado do rival.
Mas há também outra situação que está dando esperança para Flamengo, Santos e Corinthians. Com o Palmeiras, apesar dos desmentidos, correndo por fora.
Um jogador muito talentoso pode ficar à disposição no mercado.
Basta a Fifa repetir o que fez desde fevereiro de 2022, por conta do conflito entre Ucrânia e Rússia.
Além de suspender os clubes destes países de disputarem qualquer competição internacional, deu ótima notícia aos atletas estrangeiros que pertencessem a clubes ucranianos e russos.
Eles poderiam suspender seus contratos.
Para evitar essa situação, varios clubes emprestaram seus atletas.
Como, por exemplo, Yuri Alberto. O Zenit ainda tem 50% dos diretos do jogador que atua no Corinthians desde junho de 2022.
Empresários nesta tarde ensolarada de sábado, em São Paulo, estavam atiçados.
Claudinho e sua família saíram do Catar.
De acordo com esses agentes, Claudinho não quer ficar no país, envolvido umbilicalmente com a guerra entre Irã e Estados Unidos.
O Catar é aliado norte-americano e a possibilidade que seja arrastado para o conflito oficialmente é muito grande.
O blog levantou a informação que o Flamengo, Santos e o Corinthians quiseram saber como está a possibilidade de contratar o meia, por empréstimo.
Ele foi comprado pelo Al-Sadd, em 2025, por R$ 120 milhões. O jogador, que havia acertado até os salários com o Palmeiras, acabou indo para o mundo árabe.
A situação irritou demais Abel Ferreira, que havia conversado com o meia.
A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, também ficou irritadíssima com a postura do jogador.
“Queremos jogadores de caráter, de palavra, que queiram pertencer ao grupo. Os que não quiserem, não vamos insistir”, desabafou Abel, diante da decisão de Claudinho ir para o Al-Sadd.
Apesar desse rancor todo, pessoas ligadas ao empresário Fernando Garcia dizem que ele não descarta um acordo de paz.
E o jogador ir para o Palmeiras.
Para a cúpula do clube paulista há uma chance.
Desde que ele se desculpe publicamente por não ter respeitado o acordo com a direção palmeirense.
Claudinho alegou ‘problemas particulares’ para deixar o Catar. Mas não é segredo que ele quis proteger a família e se proteger voltando ao Brasil.
O que se sabe hoje, neste sábado dia 14 de março de 2026, é que ele gostaria de ficar no país. E não retornar ao Catar.
Só que ele tem contrato até 2029.
Esse é o entrave.
Teoricamente, empréstimo ou comprar parte dos seus direitos são possibilidades bem reais a clubes brasileiros.
Claudinho virou objeto de desejo de gigantes deste país.
A janela de transferência está fechada.
Mas se a Fifa repetir o que fez com Rússia e Ucrânia, permitirá os jogadores desta nova guerra a não levarem em consideração janelas fechadas.
Daí o coração acelerado de dirigentes brasileiros por Claudinho.
É uma oportunidade de mercado rara.
Muito rara...












