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Flamengo fez o que quis com o submisso Nova Iguaçu. 3 a 0. Título garantido. E ainda contrata Carlinhos, para esquecer Gabigol

Não houve nem emoção. A disparidade entre os dois clubes era grande demais. O Flamengo venceu a primeira partida da final do Carioca de 2024. Por 3 a 0. Título vem domingo. E ainda contratou o substituto de Gabigol

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli

Pedro, artilheiro do Carioca, marcou dois gols. Flamengo fez o que quis, com o submisso Nova Iguaçu
Pedro, artilheiro do Carioca, marcou dois gols. Flamengo fez o que quis, com o submisso Nova Iguaçu Pedro, artilheiro do Carioca, marcou dois gols. Flamengo fez o que quis, com o submisso Nova Iguaçu (Marcelo Cortes/Flamengo)

São Paulo, Brasil

Não houve emoção.

Tamanha a superioridade do Flamengo diante do Nova Iguaçu.

Nem parecia o primeiro jogo da final do Campeonato Carioca.

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O time de Tite fez o que quis com a equipe da Baixada Fluminense, hoje no Maracanã.

3 a 0, dois gols de Pedro e Ronald contra.

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E ainda anunciou oficialmente, antes da partida, a contratação do atacante Carlinhos, destaque do Nova Iguaçu.

Para esquecer Gabigol.

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O atacante que está suspenso dois anos, por tentativa de burlar seu exame antidoping.

A direção rubro-negra optou em não esperar a briga jurídica do jogador para fugir da punição.

Até porque seu contrato terminará no final deste ano. 

E não há a intenção real de seguir pagando R$ 2,1 milhões por mês para o problemático jogador, que Tite vê como mero reserva.

A conquista do título virou uma mera questão de burocracia.

A retomada do domínio no Rio de Janeiro, depois de dois anos do Fluminense, tem data marcada.

Será no próximo domingo, de novo, no Maracanã.

O elenco mais caro e poderoso do país poderia ter dado uma goleada histórica.

Mas, com 27 graus, diante do Nova Iguaçu submisso, sem coragem e potencial para encarar a sério o adversário, o Flamengo tratou de assegurar a vitória, se poupar, trocar passes e colecionar chances perdidas.

Pedro, insaciável, marcou dois gols. E provocou o terceiro. Artilheiro do Carioca. Gabigol? Que Gabigol?
Pedro, insaciável, marcou dois gols. E provocou o terceiro. Artilheiro do Carioca. Gabigol? Que Gabigol? Pedro, insaciável, marcou dois gols. E provocou o terceiro. Artilheiro do Carioca. Gabigol? Que Gabigol? (Marcelo Cortes/Flamengo)

Com Fluminense fazendo um péssimo planejamento, voltando tarde demais das férias, com o Botafogo, sem rumo e sem técnico e o Vasco, com time fraco, sem investimentos, o caminho ficou escancarado para o rubro-negro.

De nada adiantou Tite tentar valorizar o estadual do Rio de Janeiro, que foi um dos mais fracos dos anos 2000.

A final de hoje foi absolutamente desequilibrada.

O Flamengo começou tratou de pressionar a saída de bola do Nova Iguaçu, time pequeno que teve o privilégio de decidir o Carioca, depois de 19 anos de confrontos entre grandes.

A diferença de folha salarial já é assustadora: R$ 30 milhões, do clube de Rodolfo Landim contra R$ 240 mil do clube da Baixada Fluminense.

O time de Carlos Vitor não tinha como sair do seu campo. Sentiu a força desigual do elenco mais caro do futebol da América do Sul. 

O enredo da partida foi monótono.

O Flamengo se impondo com a marcação alta. Além da técnica, havia a força física e a velocidade, que garantia, além do esquema, o domínio total do jogo.

O pênalti infantil de Xandinho, em Ayrton Lucas, logo ao 17 minutos, fez com que os jogadores do Nova Iguaçu abaixassem a cabeça de vez.

Pedro não desperdiçou.

1 a 0.

A única opção de ataque do submisso Nova Iguaçu estava nos chutes de fora da área. O ótimo goleiro Rossi até caprichou nas poses nas raras bolas que chegavam no gol.

Enquanto Cebolinha e Pedro jogavam muito bem, Luiz Araújo, que tinha maior liberdade, destoava. Se estivesse minimamente inspirado, a goleada seria impiedosa. Desperdiçou pelo menos cinco chances de fazer o Flamengo marcar.

Com um esquema simples, quase de pebolim, Tite montou seu esquadrão no 4-3-3. Com Pulgar, De La Cruz e Arrascaeta dominando as intermediárias. Luiz Araújo aberto na direita, Everton Cebolinha na esquerda. E Pedro como centroavante.

O já foi capaz de se transformar em um massacre.

Porque o Nova Iguaçu ficou preso no seu frouxo 5-4-1.

O Flamengo desfilava trocando passes e buscando gols, em ritmo de treino.

O primeiro tempo terminou com o placar de 1 a 0 apenas. 'Mérito' de Luiz Araújo, que conseguiu complicar lances limpos, claros de gol.

Na segunda etapa, a mesma monotonia.

O Nova Iguaçu não tinha força para se livrar da pressão rubro-negra.

A única mudança foi um lampejo espetacular de Luiz Araújo, que acertou lançamento sensacional, na diagonal, para Everton Cebolinha. Por trás da zaga, ele buscou a linha de fundo e deu um passe que foi covardia para Pedro marcar, de carrinho, 2 a 0, aos sete minutos do segundo tempo.

A partir daí, nitidamente, o Flamengo passou a se poupar.

Diminuiu o ritmo, trocou mais passes, deixando o tempo passar.

Tite tirou seus jogadores, sabendo que o adversário estava entregue.

Mesmo assim, o Nova Iguaçu não tinha capacidade de oferecer riscos.

E veio o terceiro gol, quando De La Cruz, Pulgar e Cebolinha já estavam descansando.

Aos 31 minutos, o insaciável Pedro, entrou na grande área peitando a zaga da Baixada Fluminense. Ronald, afobado, tocou para dentro da sua própria meta, surpreendendo o ótimo Fabrício.

3 a 0.

A partir daí, os dois times só esperaram o tempo passar.

Pedro, levando toda a defesa do Nova Iguaçu ao desespero. Gol contra de Ronald
Pedro, levando toda a defesa do Nova Iguaçu ao desespero. Gol contra de Ronald Pedro, levando toda a defesa do Nova Iguaçu ao desespero. Gol contra de Ronald (Flamengo)

O título carioca já está definido.

Mas haverá a obrigação da partida do próximo domingo, para cumprir tabela.

O Flamengo conquista seu primeiro objetivo.

Recuperar o domínio do Rio de Janeiro.

O desejo maior do elenco mais poderoso do Brasil não é segredo.

A Libertadores...

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