Cosme Rímoli Fla encontrou no rival Atlético, um aliado. Público no Mineirão

Fla encontrou no rival Atlético, um aliado. Público no Mineirão

O Flamengo ganhou apoio importante para a volta definitiva de público nos estádios. O rival Atlético garantiu 18 mil torcedores no Mineirão, contra o River, valendo vaga para a semi da Libertadores

  • Cosme Rímoli | Do R7

O Atlético Mineiro perdeu cerca de R$ 90 milhões durante a pandemia. Sem torcedores

O Atlético Mineiro perdeu cerca de R$ 90 milhões durante a pandemia. Sem torcedores

Bruno Cantini/Atlético-MG

São Paulo, Brasil

Desde 21 de agosto de 1981, a relação entre o Flamengo e o Atlético Mineiro nunca mais foi a mesma. Depois da inesquecível partida pela Libertadores, que definiria o campeão do grupo 3, no Serra Dourada, com vitória do time carioca por WO, depois das expulsões de Reinaldo, Éder, Chicão, Palhinha e Osmar Guarnelli. O árbitro era José Roberto Wright.

Depois daquela partida, o Flamengo partiu para a conquista da primeira Libertadores e do Mundial.

Desde então, a rivalidade dentro do campo impera. Principalmente do lado mineiro.

Mas 40 anos depois, as duas diretorias estão juntas.

Em plena pandemia, vão colocar 30% de torcedores no mesmo dia, em seus jogos decisivos da quartas de final da Libertadores. No dia 18 de agosto.

A direção do Flamengo já repassou o seu desejo à prefeitura do Rio de Janeiro, com os relatórios da partida em Brasília, contra o Defensa y Justicia, no dia 21 de julho, há uma semana.

Apesar da liberação do governo do Distrito Federal, para 18 mil torcedores acompanharem a partida, apenas 5.518 pessoas se dispuseram a ir ao Mané Garrincha. Por medo da variante delta da covid-19 e pelos preços abusivos, entre R$ 140,00 e R$ 500,00.

O resultado foi considerado animador pela volta do público nos estádios. Mas a direção carioca se sentia sozinha. Precisava do apoio de outros clubes, também interessados em conseguir a volta dos torcedores, do dinheiro de arrecadação.

O clube acredita ter deixado de arrecadar R$ 110 milhões com a pandemia.

E seu balanço apontava dívida de R$ 171 milhões, em 2020.

E o Atlético Mineiro foi efetivo em Belo Horizonte. Porque sua dívida assumida é de R$ 1,2 bilhão. Daí a necessidade da volta de público nos estádios.

A notícia tão aguardada pela direção do clube e pelos mecenas que bancaram o elenco caríssimo, de mais de R$ 180 milhões. A prefeitura de Belo Horizonte liberou a presença de 30% de público, no Mineirão. Serão cerca de 18 mil torcedores.

As arquibancadas deixarão de estar vazias na partida contra o River Plate, valendo vaga para a semifinal da Libertadores. A prefeitura mineira também liberará o mesmo percentual ao Cruzeiro e ao América Mineiro.

A notícia chegou com entusiasmo no Rio de Janeiro. A prefeitura carioca ainda não deu a resposta definitiva ao Flamengo contra o Olimpia. A direção do clube já decidiu. Se não houver a liberação, o clube buscará outro lugar para atuar.

Pode ser em Brasília, onde for. Mas a direção flamenguista não abre mão de ter 30% de torcedores, onde for jogar a partida contra os paraguaios.

Com dois clubes tão importantes e populares conseguindo a liberação de público no Brasil, para partidas da Libertadores, a tendência é que Palmeiras e São Paulo também tentem liberação de público parecida, para os confrontos das quartas da Libertadores, entre os dois. O que ainda não está decidido pelas diretorias.

Flamengo exige da prefeitura do Rio de Janeiro. Liberação para 30% do Maracanã

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Alexandre Vidal/Flamengo

Por enquanto, apenas a Conmebol liberou o público na Libertadores e Copa Sul-Americana. A pressão do principais clubes na tumultuada CBF vai pelo mesmo caminho. A volta de torcedores no Brasileiro e na Copa do Brasil.

A pandemia ainda segue no país.

Até ontem, eram contabilizadas 551.906 mortes por covid. 

Com 1.320 brasileiros perdendo a vida nas últimas 24 horas pela doença.

Mas mesmo assim os clubes pressionam.

E os torcedores voltarão aos estádios...

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