Cosme Rímoli Felipão é o responsável pela espetacular arrancada do Palmeiras

Felipão é o responsável pela espetacular arrancada do Palmeiras

Com muita gana, os reservas derrotaram o Sport, em Recife. São agora sete vitórias e três empates sob o comando de Scolari. E um ponto do São Paulo

No primeiro toque na bola de Willian, o gol. E o Palmeiras já é vice líder

No primeiro toque na bola de Willian, o gol. E o Palmeiras já é vice líder

Agência Palmeiras

Brasil, São Paulo

No primeiro toque na bola, Willian acabou com o modorrento 0 a 0 contra o Sport, penúltimo colocado no Brasileiro.

Lucas Lima, o cérebro da equipe mista, se contundiu e saiu logo aos 20 minutos do primeiro tempo.

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A partida seguia arrastada, tensa, pela ameaça do Sport, de rebaixamento.

Mas aí entrou a ousadia de Felipão. Embora o treinador estivesse segurando, poupando seus jogadores importantes para enfrentar o Cruzeiro, pela semifinal da Copa do Brasil, ele arriscou. 

Já havia colocado Dudu no lugar de Hyoran. Mas aos 35 minutos, o técnico se cansou de ver Deyverson e Guerra desperdiçaram chances absurdas.

Colocou quem sabe fazer gols. E tem estrela. Mal entrou em campo, houve um escanteio. Gustavo Gómez subiu livre e cabeceou forte.

Magrão fez uma defesa fabulosa. Mas, caprichosa, a bola sobrou 'viva'. E o atacante palmeirense mostrou seu sangue frio de carrasco.

Palmeiras 1 a 0 contra o Sport, aos 38 minutos do segundo tempo.

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Vitória importantíssima que empurrou o time para a segunda colocação do Brasileiro.

A apenas um ponto do líder São Paulo.

"Estamos mostrando que temos chances, sim. Temos de perseguir o líder, da forma como temos a equipe, com bons jogadores, que começam o jogo e com alternativas, e buscar o que precisamos. Priorzamos as três competições. estamos atrás do líder e do Cruzeiro e em vantagem congtra o Colo-Colo. Mas temos condições de reveter lá em Minas. Esse é o espírito do nosso grupo",dizia, orgulhoso, o técnico. 

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Inacreditável a recuperação do time nas mãos de Felipão.  

Desde que assumiu o clube, no lugar do inseguro Roger Machado, o Palmeiras acumulou sete vitórias e três empates. Ganhou 24 pontos em 30 possíveis. 

Mesmo disputando Libertadores e Copa do Brasil ao mesmo tempo.

Jaílson, Mayke, Luan, Gustavo Gomez e Victor Luis; Felipe Melo, Jean, Thiago Santos, Hyoran e Lucas Lima; Deyverson. Foi este time que Scolari colocou em campo contra o Sport. E da incrível maratona que o clube enfrenta, com chances no Brasileiro, na Copa do Brasil e na Libertadores.

Ele sabia que enfrentar o desesperado Sport, de Eduardo Baptista.

A estratégia de Felipão era travar, atrair o fraco time pernambucano para o ataque. E buscar nos contragolpes a vitória. Ela seria fundamental, em uma rodada que começou tão bem para o Palmeiras, na busca pelo título brasileiro.

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Primeiro com o novo fracasso do São Paulo. Sem imaginação, o time de Diego Aguirre apenas empatou com o limitado América Mineiro, em pleno Morumbi. Depois, o Internacional jogou de forma acovardada contra o limitado Corinthians. E comemorou o 1 a 1.

Felipão sabia.

Bastaria uma simples vitória em Recife e o panorama para o Palmeiras seria fabuloso. Chegaria à segunda colocação. Tomaria o lugar do Internacional. E grudaria no instável São Paulo, que patina agora, que a fase importante do Brasileiro chegou.

Marlone foi a exceção em um time fraquíssimo. O Sport caminha para a Série B

Marlone foi a exceção em um time fraquíssimo. O Sport caminha para a Série B

Reprodução/Twitter Sport

Mas, copeiro que é, Felipão tratou de poupar jogadores que considera fundamentais para o confronto contra o Cruzeiro, pela semifinal da Copa do Brasil, quarta-feira, em Belo Horizonte. Precisando descontar a derrota por 1 a 0 na arena palmeirense.

Deixou de fora do início do jogo contra o Sport: Weverton, Edu Dracena, Antônio Carlos, Diogo Barbosa, Bruno Henrique, Moisés, Willian, Borja e Dudu. Nada menos do que nove titulares.

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Ele sabia o que estava fazendo.

O Sport de Eduardo Baptista é um arremedo de time. Inseguro, com os setores espaçados, com dificuldade para atacar e sempre exposto a contragolpes primários. Com elenco fraquíssimo técnicamente. Candidatíssimo para a Segunda Divisão em 2019.

A maior dificuldade palmeirense era o desentrosamento da equipe reserva que Felipão montou. Porque o Sport não sabia o que fazia com a bola. A não ser, exceção mais do que merecida, Marlone. O meia conseguia se destacar, com dribles, passes e ótimos lançamentos, em um time fraquíssimo. E sem alma.

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A partida se complicaria ainda mais um pouco ao Palmeiras quando Lucas Lima se contundiu e deixou o gramado aos 20 minutos de jogo. Felipão colocou Guerra, completamente sem ritmo, vindo de grave contusão.

Mesmo assim, os paulistas seguiram melhor. Porque além de melhor individualmente, a equipe estava melhor distribuída no gramado. E incendiada pela motivação, especialidade de Felipão. Os jogadores só faltavam morder a grama nas divididas. 

Os reservas do Palmeiras tiveram tudo para deixar o jogo mais fácil.

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Mas Deyverson e Guerra tiveram a coragem de perder três gols cara a cara. O colombiano um. O atacante perdeu dois. Na sua segunda chance, chegou a driblar Magrão. E com o gol vazio, com a bola na sua perda de confiança, a esquerda, chutou para fora.

O jogo caminhava para o 0 a 0, porque era impossível esperar alguma coisa do Sport.

Felipão sabia o quanto três pontos seriam fundamentais no Brasileiro e para dar ânimo ao elenco que vai para a 'guerra' contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte.

Lançou mão de Dudu na vaga de Hyoran.

O time melhorou.

Mas precisava de um artilheiro.

Alguém que não tremesse diante do ainda ótimo Magrão.

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E aos 35 minutos, Willian entrou no lugar de Jean.

Vinte segundos depois, ele deu seu primeiro toque na bola.

Empurrou, com requintes de crueldade, para as redes, após Magrão fazer uma defesa de cinema, na cabeçada de Gustavo Goméz.

Palmeiras 1 a 0.

Felipão e seu espírito competitivo está conseguindo uma campanha brilhante

Felipão e seu espírito competitivo está conseguindo uma campanha brilhante

Agência Palmeiras

Todos na Ilha do Retiro sabiam.

O jogo estava decidido.

O Sport caminha firme para a Segunda Divisão.

E o Palmeiras nunca esteve tão na luta pelo título.

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Graças a Luiz Felipe Scolari.

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