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Felipão, Abel.. Cruzeiro quer técnico que 'jogador respeite'

Após demissão sumária de Rogério Ceni por brigar com os líderes dos jogadores, diretoria quer outro perfil de treinador. Um comandante vivido

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Rogério Ceni perdeu a briga com os líderes do Cruzeiro. Demissão sumária
Rogério Ceni perdeu a briga com os líderes do Cruzeiro. Demissão sumária

São Paulo, Brasil

Quando era jogador, Rogério Ceni declarava que o clube que mais o incomodava era o Cruzeiro. Acumulou derrotas no Mineirão, inclusive na final da Copa do Brasil de 2000.

Agora, como treinador, o Cruzeiro também o envergonha.

Ele foi demitido, sem piedade, depois de apenas oito partidas na Toca da Raposa.

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Ceni chegou a Belo Horizonte mal acostumado, depois de ser tratado como um prodígio no Fortaleza, encarou a realidade do Cruzeiro.

Ele simbolizava a reformulação que o elenco acomodado e veterano tanto necessita. 

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E foi rejeitado pelas estrelas do time. Principalmente Thiago Neves, que é adorado pelos dirigentes do Cruzeiro.

Ceni encontrou um clube sob enorme pressão. Com seus dirigentes investigados pela polícia. Sem dinheiro para manter os salários em dia dos atletas.

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Rogério acreditou nas promessas da cúpula cruzeirense, que iria iniciar um longo ciclo como técnico em Minas Gerais. Por isso abandonou, sem olhar para trás, os cearenses.

Além de ter seu salário de R$ 250 mil aumentado para R$ 450 mil.

Tinha a promessa de carta branca, colocar e tirar quem quisesse do time titular. 

Assinou contrato até o final de 2020.

Só que a sua sobrevivência estava atrelada aos resultados. Em oito jogos, duas vitórias, dois empates e quatro vitórias.

Há cinco jogos que o Cruzeiro não vence.

Ceni mexeu em um vespeiro ao começar a tirar da equipe os veteranos. A reação foi em cadeia. 

Tirou Edílson, mexeu com Thiago Neves.

Tirou Thiago Neves, mexeu com Dedé.

Os dirigentes estavam realmente preocupados com o rebaixamento do clube para a Segunda Divisão.

E perceberam o ambiente do vestiário tão ruim, que o melhor foi eliminar Rogério Ceni do que afastar atletas importantes, que não contribuíam para o ambiente na Toca da Raposa. Como Thiago Neves.

Felipão trabalhou no Cruzeiro antes de comandar a Seleção na Copa de 2002
Felipão trabalhou no Cruzeiro antes de comandar a Seleção na Copa de 2002

Dedé foi a gota d'água que transbordou.

Após o empate contra o Ceará, no vestiário, o zagueiro questionou o treinador sobre ter colocado Thiago Neves no banco de reservas. E o porquê dele não entrar um minuto sequer no jogo.

Ceni sentiu sua autoridade questionada diante de todo o time. 

E procurou a diretoria para buscar respaldo.

O vice de futebol Itair Machado, que viajou ao Ceará, não apenas não deu esse apoio. Como deixou claro que estava ao lado dos jogadores. E teria até recomendado sua demissão.

Ceni jamais faria isso.

Largou o Fortaleza para 'reconstruir' o Cruzeiro.

Assim como aconteceu no São Paulo, acreditou que seu contrato seria respeitado.

E tudo seria resolvido com o presidente Wagner Pires de Sá.

Só que Wagner optou por seguir o conselho de Itair.

E demitiu sumariamente Rogério Ceni.

Não cumpriu sua promessa.

Assim como Ceni não havia cumprido a sua com o Fortaleza.

A cúpula do Cruzeiro busca um técnico com o perfil oposto de Rogério Ceni.

Quer um veterano, que os jogadores 'respeitem'.

Os nomes de Luiz Felipe Scolari e Abel Braga circulam pelo clube.

Assim como os de Adilson Baptista e Marcelo Oliveira também.

E até Cuca, que deixou hoje o São Paulo.

Marcelo Oliveira foi bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro
Marcelo Oliveira foi bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro

Os dirigentes garantem que esse novo técnico chegará o mais rápido possível, nas próximas horas.

Quanto a Ceni, ele receberá a multa de quatro salários. 

R$ 1,8 milhão é uma boa quantia.

Mas insuficiente para o retrocesso como técnico.

Oito partidas são muito poucos jogos para ser demitido.

Rogério descobriu que o Cruzeiro segue sendo o clube que mais prejudica sua carreira.

Agora, como técnico...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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