‘Fantasma.’ ‘Pior em campo.’ Eliminação precoce do Lyon. Desilusão com Endrick vem no pior momento. Na definição da convocação para a Seleção
Na montanha russa que tem sido a participação de Endrick no Lyon, a inesperada eliminação da Copa da França, diante do Lens. Com fraquíssima atuação do brasileiro, diante de sua torcida

O estafe de Endrick vive em uma montanha-russa.
Depois da euforia do início no Lyon, com gols e elogios prematuros da imprensa francesa, chegaram, de maneira fulminante, as críticas, os adjetivos pesados.
E a primeira eliminação com a camisa do tradicional clube europeu, desde que foi emprestado pelo Real Madrid.
Cair nas quartas de final diante da torcida fervorosa foi motivo de inúmeras críticas. Endrick era a maior esperança de o clube vencer um torneio na temporada 2025/2026.
O Lyon está a 12 pontos do Paris Saint-Germain, líder do Campeonato Francês. E a oito do próprio Lens, na segunda colocação.
A desilusão foi enorme, com adjetivos feéricos resumindo a atuação do jovem atacante brasileiro.
“Fantasmagórica” foi a qualificação reservada pelo L’Equipe, principal jornal esportivo francês.
Foi como se ele não tivesse entrado em campo, no 2 a 2.
A desilusão com Endrick foi tão grande que torcedores e críticos televisivos estranharam sua participação na decisão por pênaltis.
Ao marcar, batendo no meio do gol, ele correu, vibrou, gritou, chacoalhou a rede, como se seu time estivesse classificado.
Veio a última cobrança do Lens e a eliminação por 5 a 4.
O jogador, muito criticado, decidiu fazer o que seu staff sempre orientou, quando vai mal em campo: se omitir, calar.
Não postou nada, nenhuma palavra nas redes sociais.
A queda do Lyon é péssima para o sonho acalentado de estar na lista de convocados por Ancelotti, nos importantes amistosos contra a França e Croácia, nos Estados Unidos.
A esperança do jogador segue também atrelada à esse ‘carrinho de montanha russa desgovernado’. A expectativa caiu a quase zero.
A nota 2, do L’Equipe, o ‘premiou’ como pior em campo.
E repercutiu em toda a Europa.
O Lyon paga ao brasileiro metade do seu salário de 400 mil euros mensais, cerca de R$ 2,4 milhões. Ou seja, R$ 1,2 milhão.
Em nove partidas, ele tem cinco gols e quatro assistências.
Mas no jogo de ontem, o mais importante, nada fez de produtivo. A não ser acertar sua cobrança.
Na CBF, o nome de Endrick não é levado em consideração, como já foi um dia.
Está claro para Ancelotti que ele precisa amadurecer. Aos 19 anos, alterna boas com fracas partidas.
A empolgação quando surgiu no futebol brasileiro, há dois anos, arrefeceu.
A crítica francesa está cobrando muito forte o ex-jogador do Palmeiras por um motivo real.
A partida contra o Lens era a mais importante que Endrick disputaria pelo Lyon.
Sua primeira decisão.
E ele fracassou.
Seu time não ficou nem entre os quatro semifinalistas da Copa da França.
A eliminação aconteceu no Groupama Stadium, diante dos torcedores do Lyon.
O empréstimo do brasileiro termina em junho.
A atmosfera já é de desilusão.
Na prática, não virá nenhuma conquista.
E nem convocação para amistosos da Seleção…












