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Cosme Rímoli - Blogs

‘Estou com raiva! Foi uma lástima!’ Ramón Díaz desabafa depois da confusa derrota do Corinthians. Adeus invencibilidade em Itaquera

Time jogou mal. Falhou, de novo, nas bolas aéreas. E perdeu para o Huracán, na estreia da Sul-Americana, por 2 a 1. Afobada, insegura, a equipe nem parecia a que venceu a decisão paulista. O Corinthians não era derrotado há 23 jogos em Itaquera. Fracasso merecido

Cosme Rímoli|Do R7

O Huracán se aproveitou de dois erros primários em bolas aéreas. Corinthians irreconhecível Conmebol

Nem parecia o mesmo time que há uma semana ganhou o Campeonato Paulista.

Inseguro, afobado, espaçado, passivo diante da marcação do Huracán.

Duas falhas fatais em bolas aéreas simples.

Dois gols argentinos.


A derrota foi inevitável, em plena Neo Química Arena, diante de 40.591 torcedores.

O Corinthians perdeu na estreia da Sul-Americana, por 2 a 1.


Frustração enorme, que lembrou a eliminação da pré-Libertadores, dia 12 de março, a menos de um mês.

A inconstância e a falta de regularidade irritaram o treinador Ramón Díaz.


Elas o levaram a um ataque de sinceridade.

“Estou com raiva, foi uma lástima, mas tenho que saber perder.

“Ganharam bem da gente, falhamos em algumas coisas.

“Para nível internacional é diferente, vamos ter que trabalhar para se recuperar.

“Não está nada perdido.”

Ramón Díaz tinha razão em mostrar preocupação.

Fora a péssima partida do Corinthians, a tabela, logo na primeira rodada, já coloca o Corinthians em risco.

O grupo C é considerado ‘da morte’ no torneio.

O clube paulista perdeu na estreia, em Itaquera, para o Huracán.

E enfrentará o América, em Cali.

A equipe colombiana venceu o Racing, por 3 a 1, jogando no Uruguai.

Há a necessidade de os pupilos de Ramón Díaz vencerem.

Outra derrota deixará os colombianos distantes seis pontos.

Se o Huracán seguir a lógica e vencer o Racing, serão dois líderes, com seis pontos de distância.

Na Copa Sul-Americana, a classificação é do primeiro do grupo, para a fase eliminatória.

E os segundos vão para o play-off com os terceiros colocados da Libertadores.

Romero fez uma ótima análise para o que vem acontecendo com o Corinthians, em 2025.

“Não saiu nada do que a gente tinha planejado antes do jogo, mas acho que a gente tem que cometer menos erros. A gente está cometendo muitos erros nos campeonatos internacionais. Aconteceu isso o ano passado, também esse ano na Libertadores e agora na Sul-Americana. Então acho que esses erros a gente tem que aprender, tem que saber que nos campeonatos internacionais a gente não pode cometer esse tipo de erro.

“Mais ainda contra times argentinos, eu sei como eles são. Eles buscam os nossos erros, depois fazem o gol e ficam bem fechadinhos. Fica mais difícil para fazer o gol. Então acho que passa por isso. Claro que a gente respeita o rival, mas hoje foi claro que a gente cometeu os nossos próprios erros e a gente saiu derrotado por isso. De postura, saber jogar os campeonatos internacionais seria importante. Saber jogar os campeonatos internacionais seria essencial para a gente não sair derrotado e buscar o resultado que a gente quer.”

Sequeira marcou os dois gols do Huracán. O segundo, presente infantil de Gustavo Henrique Conmebol

Os erros a que o paraguaio se referia eram os gols do Huracán.

O primeiro, aos cinco minutos, depois de cobrança de escanteio, Sequeira cabeceou, livre para as redes.

Raniele até empatou, aos 13 minutos.

Só que, aos 37 minutos, em uma bola levantada, simples, Gustavo Henrique errou o tempo da bola e cabeceou fraco.

Ela foi parar no peito de Sequeira, que deixou a bola cair e chutou forte, sem chance para Donelli, 2 a 1.

O time se ressentiu muito da ausência de Garro, de Angileri, de Hugo.

Memphis fez uma partida fraquíssima.

Como Yuri Alberto, lembrando seus piores dias: afobado, tenso e furando cruzamentos.

Taticamente, o Corinthians não soube se livrar da marcação argentina.

E quase toma o terceiro gol.

Ramón Díaz fugiu do clichê.

E não quis dar desculpas para a justa derrota.

“Não tem desculpas para nada. Nosso tempo é outro. A atitude, o jogo, a dinâmica, preocupado porque iniciar uma competição tem que gerar futebol, demonstrar o que vínhamos fazendo.

“O adversário que defendeu bem, futebol argentino é muito intenso, ganharam bem, porque o Corinthians não jogou como vinha jogando.

“Falamos com os jogadores que teremos que aprender, jogadores, os torcedores, têm que aprender a perder.”

Essa missão que Ramón Díaz se impôs é impossível.

Torcedor corintiano nenhum quer aprender a perder...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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