Cosme Rímoli Dorival Junior é o novo técnico da Seleção. Já se despediu do São Paulo. Foi escolhido por ser o inverso de Fernando Diniz

Dorival Junior é o novo técnico da Seleção. Já se despediu do São Paulo. Foi escolhido por ser o inverso de Fernando Diniz

Agora é oficial. Dorival Junior, como o blog publicou, é o novo técnico da Seleção. Já se despediu oficialmente do São Paulo. Ele foi escolhido pela simplicidade e competitividade. Ao contrário do que era Diniz

  • Cosme Rímoli | Do R7

Dorival Junior comemora. A espera de toda a carreira se confirmou. É o novo técnico da Seleção

Dorival Junior comemora. A espera de toda a carreira se confirmou. É o novo técnico da Seleção

São Paulo

São Paulo, Brasil

“É a realização de um sonho pessoal, que só foi possível porque tive o reconhecimento do trabalho desenvolvido no São Paulo. Por isso tenho de agradecer por ter feito parte desse importante período de reconstrução, liderado com competência pela presidência e pela diretoria.

"Com o investimento na infraestrutura e o planejamento dos últimos anos, o Clube está preparado para receber os mais qualificados profissionais do mercado. Agradeço também à torcida por todo o carinho e apoio."

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Despedida oficial de Dorival Junior, do São Paulo.

O acerto foi até o final da Copa do Mundo de 2026, como o blog publicou.

A sua contratação foi escolha pessoal de Ednaldo Rodrigues.

O presidente da CBF não quis levar em consideração os apelos de presidentes de Federações, que indicavam o treinador do Palmeiras, Abel Ferreira.

Pesou, para Ednaldo, a postura mais tranquila do ex-treinador do São Paulo.

O presidente da CBF sempre viu em Abel Ferreira um técnico vencedor, moderno, mas instransigente. 

E para comandar a Seleção Brasileira é preciso ter 'jogo de cintura'.

A começar com o relacionamento com Neymar, ainda a principal figura da Seleção Brasileira.

Dorival e Neymar tiveram um problema gravíssimo no Santos, que acabou custando o emprego do treinador, em 2010. O técnico não quis que ele cobrasse um pênalti diante do Atlético Goianiense. Foi o que bastou para o atleta fazer um escândalo inesquecível.

Dorival queria afastá-lo do time, para o punir, mas a direção santista optou em demitir o treinador.

Neymar e o técnico se acertaram. O atacante pediu desculpas por interromper um trabalho que era 'muito vitorioso' no Santos.

Ao contrário de Fernando Diniz, que para fazer seus jogadores compreenderem seu esquema tático leva meses, com Dorival tudo é mais simples.

Porque não há tanta variação tática nas equipes que comanda.

No relacionamento com os atletas ele é muito mais próximo, não é 'hierárquico' como Abel Ferreira.

Ednaldo Rodrigues não quis mais um treinador 'tão difícil para os atletas' quanto Fernando Diniz

Ednaldo Rodrigues não quis mais um treinador 'tão difícil para os atletas' quanto Fernando Diniz

AFP

Permite conversas, sugestões táticas.

E é pela convivência harmônica.

Foi só com ele que Gabigol e Pedro puderam atuar juntos como titulares no Flamengo, com ótimo desempenho. Com as conquistas da Libertadores e da Copa do Brasil.

A CBF, que já desperdiçou um ano de preparação para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, com os interinos Ramon e Fernando Diniz, esperando Carlo Ancelotti, que preferiu ficar no Real Madrid, finalmente tem um treinador.

Ednaldo não cumpriu sua palavra.

Quando o Brasil foi eliminado da Copa do Catar, no segundo fracasso de Tite, ele prometeu que a Seleção contrataria um dos melhores técnicos do mundo.

O que não é o caso de Dorival Junior.

Ele é um ótimo técnico para os parâmetros sul-americanos.

Não mundial.

Mas pelo menos, a Seleção tem um comandante sem utopia, como era Diniz.

Pelo contrário.

Dorival Junior tem 'os pés no chão'.

É de se esperar uma equipe competitiva, com esquema tático definido.

Sem variações importantes, como acontece com a França, com a Argentina, por exemplo.

É uma escolha pouco ambiciosa.

Mas firme.

Dorival Junior tem todas as condições de fazer um trabalho importante.

Despertar o melhor de uma geração tão questionada, de coadjuvantes.

Dentro da realidade, um treinador que acredita em Ednaldo, que ainda pode perder o cargo juridicamente. O plenário do Supremo ainda vai julgar a liminar do ministro Gilmar Mendes, que o reconduziu ao cargo. Ele foi afastado por sua eleição ter sido considerada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro como irregular.

Com Dorival, o Brasil voltará a ter uma Seleção competitiva.

E de esquema tático simples.

Os jogadores não sofrerão mais como no comando de Diniz.

O que já é um grande progresso...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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