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Dorival Júnior cede à pressão. Até da CBF. E escala Endrick no lugar de Vinicius Júnior contra o Uruguai. Nada de Savinho

Treinador sentiu as fortes críticas pelo péssimo futebol do Brasil. E o desperdício de manter no banco Endrick. Esqueceu, por enquanto, Savinho. O ataque titular no mata-mata de amanhã será Raphinha, Rodrygo e Endrick

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Até a cúpula da CBF queria que Dorival Júnior escalasse Endrick como titular amanhã Conmebol/Conmebol

A suspensão infantil de Vinicius Júnior.

O fraco futebol do Brasil, na derrota para a Colômbia.

A omissão de Dorival Júnior diante do cartão amarelo do seu principal atacante.

A desilusão da mídia mundial que cobre os brasileiros na Copa América.

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O clima estava muito tenso para a partida de amanhã, eliminatória, contra o Uruguai.

Repórteres que acompanham a Seleção nos Estados Unidos se mostravam receosos.

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Tinham duas certezas.

A primeira: que os uruguaios eram favoritos para passarem à semifinal.

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O que seria caótico para o presidente Ednaldo Rodrigues, que havia prometido Carlo Ancelotti no comando do time na competição e teve de aceitar Dorival Júnior, diante da recusa do italiano.

A segunda: se o treinador seguisse seu pensamento lógico, o titular seria Savinho.

Com o ataque brasileiro formado por Raphinha, Rodrygo e o jogador do pequeno Girona.

As críticas, já antecipando a escolha, foram inúmeras e pesadas.

Inclusive, a cúpula da CBF queria um gesto de coragem de Dorival Júnior.

E ele tinha nome: Endrick.

O garoto que estimulou o Real Madrid a envolver R$ 400 milhões teria de ser titular.

Dorival jamais tinha dado essa chance ao atacante de 17 anos.

Mas, vivido que é, soube ler o ambiente de total questionamento ao seu trabalho.

E resolveu fazer o que a imprensa, CBF e até jogadores queriam

Decidiu escalar Endrick pela primeira vez como titular do Brasil na sua vida.

Essas foram as palavras truncadas do treinador.

“Acho que o Endrick não é especificamente um 9, que joga fixo, prefere um pivô. Ele é um jogador que flutua, se movimenta. Realmente, nas minhas últimas equipes, sempre tive um centroavante de origem, mas tenho que respeitar as características dos jogadores que convocamos. E convocamos com consciência do momento de cada um, das características. Tudo vai acontecer com calma. Por isso que falei para não nos precipitarmos em relação ao Endrick.

“No momento certo, haveria a possibilidade. A equipe evolui a cada momento. Tudo é questão de tempo para encontrarmos a melhor formação.”

Na verdade, o momento não é o “certo” para Endrick jogar.

Se trata de uma tentativa de Dorival Júnior fazer o Brasil atuar com eficiência.

Depois de um show de egoísmo de Vinicius Júnior contra a Colômbia, mais preocupado em não tomar chapéu e jogar para mostrar que merece ser o “melhor do mundo”, em uma atuação absolutamente individualista, ao contrário do que faz no Real Madrid, Dorival tratou de apostar na objetividade de Endrick.

O garoto atuará do meio para a esquerda, não preso entre os zagueiros, como detesta.

Essa movimentação será para deixar espaço a Guilherme Arana, lateral muito mais eficiente no ataque do que Wendell.

Bastou o treinador confirmar a escalação de Endrick e Arana e uma lufada de otimismo chegou até à Seleção.

O Brasil entrará em campo, amanhã, em Las Vegas, às 22 horas com Alisson, Danilo, Éder Militão, Marquinhos e Guilherme Arana; João Gomes, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Rodrygo e Endrick.

Será o primeiro jogo eliminatório de Dorival Júnior.

O treinador apelou para o seu currículo em decisões, em finais, para tentar animar os descrentes jornalistas.

E inteligentemente avisou não querer que a partida seja “definidora”.

Ou seja, vá dar o rumo do seu futuro na Seleção.

“Qualquer profissional aprende a lidar com a ansiedade em algum momento. Em 19 oportunidades tive essa chance na minha carreira. Foram 14 títulos e cinco vices. Nada será novidade para mim. Vou agir com a mesma tranquilidade de sempre. Sei o que compõe o equilíbrio e o alcance de resultados de uma equipe. Esse trabalho pode surpreender muita gente ainda até o fim da Copa América. Não quero que o jogo do Uruguai seja encarado como um definidor.

“Caso aconteça a nossa passagem, também não estaremos satisfeitos, com mil maravilhas, estaremos muito preocupados com os próximos confrontos e com os ajustes que o time precisa. Podemos acelerar as etapas. O trabalho está evoluindo, mesmo que as pessoas não queiram enxergar. Todas as equipes estão tendo dificuldades, até mesmo as com mais tempo de trabalho, mas também vivendo situações bem difíceis. Não será uma coisa só da nossa equipe. Somos a sexta equipe da fase classificatória para uma Copa do Mundo, e de repente, podemos estar nas semis de uma Copa América. Então, acho que vai tudo acontecer num momento certo para alcançarmos momentos melhores.”

Instável na presidência da CBF, não será surpresa, caso o Brasil caia eliminado amanhã, que Ednaldo Rodrigues decida optar por outro treinador.

É nesse clima de insegurança que a Seleção entrará em campo.

Mas pelo menos com o talento de Endrick.

Algo que Dorival Júnior não fazia questão de enxergar...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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