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Dono do Cruzeiro cobra Tite. Derrota para o Coritiba no Mineirão foi assustadora. Time bilionário foi lento, inseguro. Torcida vaia e pede demissão

Oitava partida do retorno do treinador, depois da crise de ansiedade, e o time, que rendia ótimo futebol com Leonardo Jardim, joga cada vez pior com Tite. Pedro Lourenço quis saber o que está acontecendo, depois de nova derrota

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Tite está vivendo momentos pesados de apreensão. O bilionário Cruzeiro joga cada vez pior. Derrota, em casa, para o limitado Coritiba Gustavo Aleixo/Cruzeiro

“Adeus, Titeeeee...”

“Adeus, Titeeeee...”


“Ei Tite, vai tomar no...”

“Ei Tite, vai tomar no...”


Os cantos dos pouco mais de 15 mil torcedores do Mineirão, acompanhados de vaias, do pior público no estádio em 2026, resumiam a raiva, a frustração, a insatisfação com o péssimo futebol do Cruzeiro, na derrota para o limitado Coritiba, por 2 a 1.

Em oito jogos sob o comando de Tite, que voltou a trabalhar depois de severa crise de ansiedade, em abril de 2025, o Cruzeiro perdeu cinco partidas. E venceu três.


O fracasso de ontem irritou o dono da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço.

Ele fez questão de ir ao vestiário do Cruzeiro para falar com Tite. Entender o que está acontecendo.


Os torcedores estão revoltados e abandonado o time, ou seja, deixando de comprar ingresso.

A imprensa mineira segue mostrando perplexidade diante do decepcionante início de temporada.

Tudo é assustador. Desde a fragilidade defensiva, da lentidão do meio-campo, da falta de sincronia do ataque, se limitando a cruzamentos improdutivos da intermediária.

A raiva dos torcedores recaiu sobre o treinador. Mas também sobre o lateral William, que falhou no segundo gol do time paranaense. Era vaiado ao tocar na bola.

Faltou sensibilidade e apoio do treinador, que tirou William e ele foi exposto, vaiado, xingado. Ao ir para o banco não cumprimentou Tite, irritadíssimo. Percebeu que não teve a proteção do técnico. Algo inaceitável e incompreensível.

Gerson se mostrou perdido em campo. Matheus Pereira teve de voltar quase como um volante, para receber a bola.

Kaio Jorge irritadíssimo pelo toque de bola improdutivo do time. Ele estava acostumado aos contragolpes fulminantes com Leonardo Jardim.

Um time em completo descompasso com seu treinador.

A derrota foi mais que merecido. E, em duas rodadas, deixa o clube na última colocação do Brasileiro. Dois jogos e duas derrotas. O vexatório 4 a 0 para o Botafogo e a queda diante do Coritiba.

Após a partida e ‘conversa’ com o bilionário Pedro Lourenço, Tite falou.

Seu discurso foi muito parecido com as derrotas da Seleção Brasileira e do seu fracassado trabalho no Flamengo.

Escolhendo as palavras para não terminar de forma direta nenhum raciocínio.

Sem se aprofundar em resposta alguma.

“Seguramente o técnico contribui sim (para o resultado). Ele traz responsabilidade muito grande.

”Não me isento. O técnico é o primeiro, na visibilidade, a ter sua cobrança. Faz parte da atividade também.”

Breno Lopes celebra seu gol no Mineirão. Coritiba quebrou tabu de 22 anos vencendo o Cruzeiro no Mineirão JP Pacheco/Coritiba

Perguntado sobre as vaias, o pedido de demissão feito pelos torcedores, Tite também fugiu da resposta.

“Primeiro, eu respeito do torcedor.

“Tenho comigo o sentimento do torcedor de compreensão do sentimento, da busca do resultado, dele querer que o seu time vença, e eu tenho absolutamente nada a falar desse respeito, a não ser respeitar essa situação toda, essa manifestação toda do torcedor.

“Ele é o objetivo maior do clube.

“O Pedrinho (Lourenço) e as outras pessoas, então está feita essa observação.”

Tite alternou momentos de cobrança a seus jogadores com outros de letargia.

O Cruzeiro atual não parece nem sombra do de 2025, sob o comando de Leonardo Jardim, com os mesmos jogadores. Aliás, sem o reforço de Gerson.

Fabrício Bruno foi direto sobre o momento do Cruzeiro.

“As vaias, igual eu volto a repetir, são justas, porque pelo investimento que é feito e por tudo que o torcedor acostumou no ano passado, ele quer um resultado positivo. E as coisas não vêm acontecendo.”

Pedro Lourenço saiu do Mineirão sem dar entrevista.

A reação da direção do Cruzeiro é de espanto.

Não imaginava início de 2026 tão ruim.

E com tão fraco futebol do caríssimo time.

A ‘sorte’ é que no domingo volta o Estadual.

E o adversário será o fraco América.

Depois, no Brasileiro, o time de Tite irá ao interior paulista, enfrentar o Mirassol.

O ambiente para o treinador vem se deteriorando em uma rapidez assustadora.

Não será surpresa de Pedro Lourenço se cansar da situação mais rápido do que se imagina...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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