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Diniz envergonhou o futebol brasileiro. Vexames históricos que passaram para a história. Derrota contra a Argentina foi a mais amarga

A Seleção de Diniz fez o Brasil ter sua primeira derrota como mandante na história das Eliminatórias, ontem no Maracanã. Foi o terceiro fracasso seguido, algo inédito. Time brasileiro é o sexto na classificação. Caos

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Sob o comando de Diniz, o Brasil acumulou vexames e derrotas históricas. A de ontem foi a mais amarga
Sob o comando de Diniz, o Brasil acumulou vexames e derrotas históricas. A de ontem foi a mais amarga

São Paulo, Brasil

"Vergonhaaa... Vergonha... Time sem-vergonha.'

"Oléééé.. Olééééé...Olééééé..."

O Maracanã foi palco de uma das noites mais vexatórias da história do futebol do país tricampeão mundial.

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Dentro e fora do gramado.

A começar pela estúpida falta de divisão entre torcedores argentinos e brasileiros. A responsabilidade pela organização do jogo é da CBF. 

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Só ingênuos ou alienados para acreditar que o clima de 'Copa do Mundo' iria imperar entre duas das maiores rivalidades do mundo. As provocações já eram intensas antes de os times entrarem em campo.

E virou selvageria quando brasileiros, sem respeito algum, vaiaram o hino argentino. O troco veio na hora do hino brasileiro. O que se viu foi uma pancadaria generalizada, que os seguranças do Maracanã não puderam evitar. Os policiais chegaram cinco minutos depois e começaram a agredir com cassetetes os argentinos. 

Torcedores desesperados, tentavam se afastar da barbárie. Mães e pais tentando proteger seus filhos pequenos, que choravam assustados. Torcedores tinham os rostos sangrando e vergões nas costas pelas pancadas de cassetetes.

Deprimente.

Os jogadores argentinos, liderados por Messi, abandonaram o campo, em solidariedade. E só voltaram depois de muita pressão da AFA, atendendo o apelo da Conmebol, já que era a partida mais importante vendida no pacote de transmissão para o mundo.

Pior para a Seleção que o jogo aconteceu.

O time de Fernando Diniz completou o recorde de vexames inéditos na história do Brasil.

Derrota por 1 a 0, gol de Otamendi, de cabeça.

Foi a primeira vez que a Seleção perdeu uma partida de Eliminatórias atuando em casa, diante de sua torcida.

Jamais o Brasil havia perdido três jogos das Eliminatórias Sul-Americanas em sequência.

Nunca depois de seis rodadas, a Seleção ocupou o vergonhoso sexto lugar na tabela de classificação.

O resultado coroou o péssimo trabalho da cúpula da CBF, após a Copa.

Otamendi comemora o gol. Brasil foi derrotado em um gol de escanteio. Jogada primária. Muito mal marcada
Otamendi comemora o gol. Brasil foi derrotado em um gol de escanteio. Jogada primária. Muito mal marcada

Tite havia avisado em fevereiro de 2022 que não ficaria no comando da Seleção, mesmo se vencesse o Mundial do Catar. A inércia dominou o presidente Ednaldo Rodrigues, que preferiu 'pagar para ver'. Ou seja, esperava que Tite, se fosse campeão, mudasse de ideia. Como não foi, saiu de qualquer maneira, já que fracassou em duas Copas.

Ednaldo foi atrás de Carlo Ancelotti e garante que conseguiu que ele aceitasse treinar a Seleção, mas só assumindo em junho de 2024, após terminar seu contrato com o Real Madrid.

O presidente da CBF acreditava que seria possível manter Ramon Menezes como interino. Só se convenceu que ele não tinha condições depois da goleada que o Brasil sofreu para o Senegal por 4 a 2, antes havia a derrota para o Marrocos por 2 a 1 e a vitória por 4 a 1 contra Guiné.

Entrou Fernando Diniz, técnico com a filosofia absolutamente contrária a de Ancelotti. Vieram as vitórias contra a Bolívia, por 5 a 1 e a injusta por 1 a 0 contra o Peru. 

Depois só fracassos. 1 a 1 contra a Venezuela. E derrotas para o Uruguai, por 2 a 0, Colômbia, 2 a 1 e ontem, 1 a 0, contra a Argentina.

Na partida de ontem, Fernando Diniz fez questão, por teimosia, de manter a mesma estrutura tática, tão criticada, que havia sido derrotada contra a Colômbia. Com quatro atacantes: Raphinha, Rodrygo, Gabriel Jesus e Martinelli. Com apenas dois jogadores de marcação: André e Bruno Guimarães.

Antes do jogo, policiais atacam torcedores argentinos.Ação exagerada para tentar corrigir péssima organização
Antes do jogo, policiais atacam torcedores argentinos.Ação exagerada para tentar corrigir péssima organização

A grande diferença foi que o treinador obrigou que, ao contrário de Barranquilla, todos esses atacantes voltassem, para formar a primeira linha de marcação, quando a Argentina tivesse a posse de bola. O que não deixou de ser uma enorme incoerência. Seria mais racional colocar mais um ou dois meio-campistas versáteis, capazes de marcarem e articularem as jogadas ofensivas. 

Colocar atacantes para marcarem como volantes foi algo tosco. Rodrygo provou que não está pronto para organizar descidas ofensivas. Com dois laterais fracos no apoio, Emerson Royal e Carlos Augusto, o Brasil não como finalizar sequer uma vez ao gol, depois de 35 minutos de jogo.

Postura que irritava os torcedores no Maracanã. E que estimulava a Argentina, que estava melhor distribuída em campo. Preenchendo melhor os espaços. No esquema que fez Scaloni campeão mundial no Catar: 4-1-2-2-1. Atuando fora de casa, no Maracanã, os argentinos davam a iniciativa do jogo para o Brasil. 

Mas havia medo na Seleção, de se abrir e tomar contragolpes. O que se viu foi uma irritante tentativa de trocas de passes, muito mal feita, entre os jogadores brasileiros. E muitas disputas ríspidas, reclamações, confrontos individuais, que só favoreciam ao time de Messi. 

A Seleção de Diniz estava mais disposta a brigar do que jogar.

Em jogadas individuais, Raphinha e Martinelli tiveram ótimas chances, mas as desperdiçaram, intimidados, diante do goleiro Martínez.

O que estava ruim, ficou péssimo, quando Lo Celso cobrou escanteio e Otamendi ganhou de Gabriel Magalhães e André. E cabeceou no ângulo de Alysson. 

1 a 0, Argentina, aos 17 minutos do segundo tempo.

O que se viu a partir do gol foi o desespero, a afobação, a tensão dominarem a Seleção, tentando fugir da derrota.

Messi festejando mais uma vitória da Argentina contra o Brasil no Maracanã. Virou rotina
Messi festejando mais uma vitória da Argentina contra o Brasil no Maracanã. Virou rotina

Fernando Diniz sabotou a vontade de reação ao tirar Raphinha e Martínez, os dois melhores do Brasil. Os argentinos trataram de recuar, buscando a vitória histórica.

E o que fez o 'revolucionário' time de Diniz?

Passou, apavorado, a levantar a bola para a área argentina. Pobreza tática detectada.

Os argentinos foram bravos, souberam anular os 'chuveirinhos' brasileiros.

E conseguiram a vitória que tanto queriam.

Outra, em pleno Maracanã, recordando a conquista da Copa América de 2022.

E ontem com mais raiva, pelos torcedores argentinos que apanharam da polícia brasileira.

A partir dos 40 minutos, a torcida que lotava o Maracanã passou a gritar para a equipe de Fernando Diniz.

"Vergonhaaa...Time sem-vergonha.'

A cobrança dominava o Maracanã.

Mas ficaria pior com os torcedores brasileiros gritando 'olé' para a troca de passe dos argentinos.

Depois de efetivada a derrota, vaias, muitas vaias.

A Seleção de Diniz fez o brasileiro sentir muita vergonha...

Veja fotos da briga generalizada entre brasileiros e argentinos no Maracanã

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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