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Detestado e respeitado pelos jogadores de Abel Ferreira. Marlon Freitas chega para ser o líder que o Palmeiras precisava

Em cada confronto contra o Botafogo ele despertava irritação e admiração pela personalidade e ótimo futebol. Por R$ 32 milhões, o Palmeiras comprou o meio-campista que buscava. Veio no lugar de Fabinho, que não quis abrir mão dos R$ 60 milhões que ainda receberá do Al-Ittihad até junho

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Marlon Freitas levanta o troféu da Libertadores do Botafogo. Ele é o líder que Abel buscava, para acabar com a recorrente apatia do time Vítor Silva/Botafogo

Os jogadores do Palmeiras o detestavam...

Ele conseguia jogar muito bem, liderar seus companheiros, intimidar a arbitragem, dar uma injeção de adrenalina no Botafogo.


Não foi o capitão das conquistas do Brasileiro e da Libertadores de 2024 por acaso.

John Textor o adora.


A ponto de não acreditar quando o estafe de Marlon Freitas avisou a direção do Botafogo que ele estava acertado com o Palmeiras. E queria que o norte-americano aceitasse vendê-lo ao rival paulista.

Textor não é mais inimigo número um de Leila Pereira. Os bilionários se acertaram. Os embates da presidente são com Luiz Eduardo Baptista, do Flamengo.


Mas o dirigente botafoguense não queria liberar seu capitão. Deixou claro que queria ouvir do próprio jogador o desejo de saída. Se ouvisse, aceitaria a transação. O preço? R$ 32 milhões.

Marlon Freitas deu nova demonstração de personalidade e disse a Textor, por vídeo, que chegara a hora de sair. Tinha nas mãos um contrato de três anos, com excelentes luvas. Algo que resolveria sua vida, já que está com 30 anos.


Seu contrato terminaria em dezembro de 2026, quando poderia ir embora sem render um centavo.

Textor entendeu que o melhor para o jogador, e para a vida financeira do clube que é seu, seria aceitar o dinheiro.

A conversa ocorreu ontem pela manhã.

O dirigente declarou sua admiração por Marlon, dizendo que ele deixava o clube como ‘campeão’. E o meio-campista respondeu, brincando, que um dia voltaria. Como técnico ou presidente.

E a transação foi fechada.

Do lado do Palmeiras, a prioridade era Fabinho, do Al-Ittihad. O ex-jogador do Liverpool, de 32 anos, tem contrato até junho. Tem a receber R$ 60 milhões do clube árabe. E não abriu mão desse dinheiro. A quantia é altíssima para o Palmeiras.

O Al-Ittihad até aceitava a liberação imediata, desde que não pagasse a dívida com o brasileiro.

O Palmeiras decidiu não arcar com tanto dinheiro.

Abel tinha colocado Marlon Freitas como opção.

Pelas mesmas características, liderança, vibração e talento.

Jogador que o Palmeiras tem na zaga: Gustavo Gómez.

No meio-campo, em 2025, ficou muito clara esta ausência.

A grande desilusão foi com Aníbal Moreno.

O argentino se perdeu, se acomodou, na avaliação da Comissão Técnica.

Textor se despediu de Marlon Freitas. O norte-americano o liberou depois que ouviu do jogador o desejo de atuar no Palmeiras Vitor Silva/Botafogo

Uma mistura de encantamento com a vida noturna de São Paulo com a falta de empenho, vibração, gana por vitórias.

Foi mandado de volta ao River Plate, por R$ 38 milhões.

Dinheiro que deu e sobrou para contratar Marlon Freitas.

O ex-capitão do Botafogo assinará por três anos.

E deverá se apresentar ao novo clube no dia 4 de janeiro.

Marlon começou no Fluminense. De 2015 a 2019 passou pelo futebol norte-americano, eslovaco. Jogou no Criciúma. Se firmou em 2020, no Atlético Goianiense. E teve uma passagem marcante no Botafogo. De 2022 até o final deste ano.

O auge foi em 2024, campeão brasileiro e da Libertadores. Capitão e líder do elenco. Acumulou prêmios como melhor volante da América do Sul e do Brasil.

Há uma mínima chance de Fabinho também ser contratado, desde que se acerte com o Al-Ittihad. Só pelos salários e luvas, o Palmeiras ficaria com ele também.

O Fluminense surge como rival, disposto a dar uma compensação financeira ao clube árabe.

Abel ficou muito satisfeito com a chegada de Marlon Freitas.

Mas ele ainda quer um zagueiro e um atacante de área.

O treinador não conta mais com Bruno Rodrigues, atacante que ficou quase dois anos sem jogar, depois de duas operações, e foi atuar no futebol amador no Rio Grande do Norte, nestas férias.

Abel quer um time muito mais vibrante.

E com personalidade.

Bem diferente do que teve em 2025...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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