Cosme Rímoli Depois de sondagem de Palmeiras e Atlético, Carille quer resgatar Marinho

Depois de sondagem de Palmeiras e Atlético, Carille quer resgatar Marinho

Fábio Carille sabe que o principal jogador do Santos está desanimado. Não se deu bem com o ex-treinador Fernando Diniz. O novo técnico quer estimular a atacante para brigar pelo sonho da Libertadores em 2022

  • Cosme Rímoli | Do R7

A primeira, e fundamental missão de Carille, será recuperar Marinho. Sonho é Libertadores

A primeira, e fundamental missão de Carille, será recuperar Marinho. Sonho é Libertadores

Ivan Storti/Santos

São Paulo, Brasil

A primeira dúvida de Fabio Carille, antes de assinar até o final de 2022, foi em relação a Marinho. O treinador quis saber qual o destino do atacante de 31 anos.

O presidente do Santos, Andrés Rueda, foi claro e disse que não há proposta para o atacante e que tinha dúvida se ele queria continuar na Vila Belmiro.

Carille foi claro e avisou que pretendia não só contar com ele, mas trabalhar para que ele volte a ser o principal jogador do clube. Por seu potencial, técnica. O considera um jogador diferenciado. Ainda mais no elenco limitado santista.

A situação de Marinho no Santos é complicada.

Todos sabem que o atacante não tinha relação mais próxima com Fernando Diniz. Longe da que tinha com Cuca. O jogador precisa sentir o apoio total do treinador. Seu futebol rende mais com essa confiança. Com Diniz, foi rompida na partida contra o Independiente, na Argentina, pelas oitavas-de-final.

O demitido treinador santista se acostumou a destratar jogadores, desde os tempos de São Paulo. E ele não se intimidou, mesmo sabendo que havia microfones apontado na sua direção, e cobrou forte o atacante.

"Marinho, você vai começar a jogar que horas?"

O jogador que já estava abatido, em má fase, piorou de vez. 

Em seguida, teve uma lesão na coxa que o afastou do time. O atacante, irritado,  confirmou que, para ele, houve erro médico.

"Falaram que eu iria voltar dia 15 de agosto. Tive que abrir a perna, tenho cinco pontos. Então assim, eu fiquei recebendo críticas calado, porque o chinelinho aqui desaparece em momentos cruciais do clube. Mas é porque a gente não ganhou a Libertadores, porque se ganha, Marinho era o Pelé."

"Sim, claro (foi um erro médico). E não me respaldaram, disseram que eu voltaria em 15 dias. Hoje voltei a treinar com o grupo, fiz uma parte do trabalho e tenho um ponto que não fechou ainda. Não tenho condição de jogar 90 minutos (contra o Bahia). A princípio, faço trabalho de passe, alguns trabalhos pra chutar. Daqui a pouco vou estar de boa", disse ao jornalista Ademir Quintino.

Carille quer analisar sua situação. O quer no time, na recuperação do Santos no Brasileiro, para começar a afastar o fantasma do rebaixamento.

Marinho deixou claro que o Santos não quis vendê-lo, afirmando que Palmeiras e Atlético Mineiro quiseram comprá-lo. 

Relação entre Marinho e Fernando Diniz não era boa. E refletiu no futebol do atacante

Relação entre Marinho e Fernando Diniz não era boa. E refletiu no futebol do atacante

Ivan Storti/Santos

O interesse houve. Mas não a ponto de ser efetivada uma compra. O blog confirmou que tanto a diretoria palmeirense quanto a atleticana sondaram a cúpula santista. Ambos assim que terminou o Brasileiro, em fevereiro. 

Queriam saber o quanto o Santos reduziria a multa rescisória do jogador. Ela é de 15 milhões de euros, cerca de R$ 92 milhões. Extraoficialmente chegou, tanto no Palestra Itália como na Cidade do Galo, o número de 8 milhões de euros, cerca R$ 49 milhões. E não foi efetivada proposta pelo jogador.

Ao contrário do que aconteceu com Soteldo, Lucas Veríssimo, Pituca, Alison, Luan Peres e Kaio Jorge que foram vendidos pelo Santos.

"Vi todos saindo e eu não saio também? Mas agora a situação não está boa, então vou continuar. Cheguei pela porta da frente, na primeira divisão, e vou sair com o Santos na primeira divisão. Estou fechado até o fim do campeonato. E que o presidente pense a respeito disso."

Mas antes que se efetive a saída para algum clube, se houver uma proposta concreta, Carille quer convencer Marinho a se dedicar ao máximo até o final do Brasileiro.

Resta todo o segundo turno para o Santos, 14º colocado, a quatro pontos da zona do rebaixamento.

O sonho da diretoria é uma vaga à Libertadores.

Que pode também pode vir na Copa do Brasil. O time está em desvantagem nas quartas. Perdeu para o Athletico Paranaense por 1 a 0, em Curitiba. Jogará a decisão daqui cinco dias, na Vila Belmiro. 

Tanto no Brasileiro como na Copa do Brasil, Carille só tem uma certeza.

Precisa de Marinho empolgado, disposto, acreditando no seu futebol.

Ao contrário de que aconteceu com Fernando Diniz...

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