‘Dei o furo mundial do Maradona. Mas a Fátima Bernardes ficou com o crédito. Depois, vivi o maior massacre à imprensa esportiva deste país.’ Tatá Muniz
Repórter histórico do Show do Esporte, narrador, apresentador, âncora, professor da USP. Octávio Muniz revela, em detalhes, tudo que viveu. São 48 anos de carreira
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Octávio Muniz tem 48 anos de carreira. Repórter histórico do Show do Esporte, na Band.
Apresentador de rádio. Narrador de tevê. Âncora. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíadas.
Ganhou vários prêmios, o mais importante prêmio da Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo. É professor de pós-Graduação na USP, Universidade de São Paulo. Entre centenas de viagens. Coberturas, ‘Tatá’ esteve no olho do furacão, em 1996. De um jeito inesperado. E que marcou o jornalismo esportivo do Brasil.
“Eu, o Eli Coimbra e o Luciano Júnior trabalhávamos na Band. E resolvemos criar a Sports General Business. A nossa intenção era organizar torneios entre os clubes. Tratar de marketing. Jamais negociar jogadores. Deixaríamos separadas as nossas carreiras na tevê da empresa.
“Éramos repórteres e como iríamos negociar atletas, dar opinião, notícias sobre jogadores? Isso jamais aconteceu. A revista Placar nos acusou sem prova alguma, em 1996.
“Comigo não aconteceu nada. Mas acabou com a carreira de Luciano Júnior e matou de desgosto o Eli Coimbra. “Sofremos um massacre injustificado de toda a imprensa. Veículos publicaram sem checar nada.
“A Placar não tinha prova alguma. Desafio qualquer pessoa a provar que ganhei um centavo com essa empresa. Ou se falei bem de algum jogador para ganhar dinheiro’, desabava Tatá.
E realmente não há processo algum contra Octávio Muniz. 29 anos depois, a ferida não fechou.
A matéria de capa da Placar tinha a dura manchete. ‘Piratas da Tevê.’ Assinada por Sergio Ruiz Luiz. E acusava Muniz, Luciano Júnior e Tatá de negociar e representar atletas, mesmo trabalhando como repórteres da Band. O grande personagem da matéria foi o narrador Silvio Luiz, que transmitia jogos com os três.
“Sinto-me constrangido em trabalhar com Eli Coimbra, o Luciano Junior e o Octávio Muniz. Nunca sei quando as informações e comentários deles tem ou não segunda intenções”, disse, Silvio Luiz à revista.”
“Não quero atacar uma pessoa que morreu (Silvio Luiz). Mas a minha vida e carreira são públicas. No sei o motivo dele ter feito isso. Era o melhor amigo do Eli Coimbra. Eu enfrentei, fui claro, nunca tive conflito de interesses. A Band, me deu todo o apoio. Confiou em mim. Mas decidi sair da SGB. O Luciano Júnior também ficou na Band, mas ficou marcado.
“O Eli decidiu assumir de vez na empresa e abandonar o jornalismo, para não haver mais conflito. Anos depois, veio outra matéria. Atacando de forma ainda mais pesada o Eli Coimbra. Só o Eli. Ele ficou deprimido. Tinha uma carreira vitoriosa como repórter. Acabou morrendo de desgosto. E não se provou nada contra ele. Nada!
”Se eu me arrependi de ter entrado na SGB? Sim. Fui ingênuo. Não fiz nada de ilegal e muito menos imoral. Errei, pensei que pudesse fazer as duas coisas, jornalismo e marketing esportivo juntos. Não ganhei um tostão. Fiz minha família sofrer. E vi a morte de um irmão, que foi o Eli Coimbra.”
A carreira de Octávio seguiu, cresceu. Filho de Otávio Munis, importante jornalista esportivo das décadas de 50,60 e 70, ele começou a trabalhar com 13 anos, na rádio Piratininga, passou pela Tupi, Gazeta, Bandeirantes. Da rádio, depois da Copa de 1990, foi trabalhar com a equipe que revolucionou a tevê esportiva deste país, com o Show do Esporte.
Ficou sete anos no projeto, como principal repórter. Nas transmissões. Foi para a TV Goiânia. Ao ir para a TV Pernambuco, passou a narrar futebol, a pedido de Luciano do Valle. Narrou as Olimpíadas de Londres e do Brasil para a RECORD.
Vários esportes, além do futebol. Há mais de 20 anos transmite automobilismo. Virou dono de um canal na Internet, o National Sports Channel.
Aos 61 anos, não tem a menor vontade de parar de trabalhar. A melhor lembrança, o grande furo?
“Foi mundial!
“O doping do Maradona na Copa de 1994, pela Bandeirantes.
“Coloquei com exclusividade à tarde, em um dia de semana. A audiência foi baixíssima. 20 minutos depois, a Fátima Bernardes deu na Globo. Deu 50 pontos de audiência.
“Mas aquele doping do Maradona foi meu!”
A entrevista de Tatá Muniz, na íntegra, está no canal Cosme Rímoli, no YouTube. Uma parceria com o R7.
São mais de 170 personagens importantes do Esporte deste país.
Os acessos ao canal já ultrapassam 13,6 milhões.
Toda terça-feira, uma nova exclusiva...















