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Inferno astral de Daniel Alves aumenta. Banido da própria ONG. Processo de R$ 125 milhões. E julgamento pode ser só em 2024

Preso desde 20 de janeiro, na Espanha, acusado de estupro, Daniel Alves tem recebido péssimas notícias. A própria ONG tirou seu nome por estar sendo boicotada. O Pumas mantém processo. E o julgamento pode ser só em 2024

Cosme Rímoli|Do R7 e Cosme Rímoli


Processo de R$ 125 milhões do Pumas, banido do próprio instituto, julgamento pode ser só em 2024
Processo de R$ 125 milhões do Pumas, banido do próprio instituto, julgamento pode ser só em 2024

São Paulo, Brasil

A quatro dias de completar sete meses de prisão, acusado de estupro, Daniel Alves acumula notícias ruins.

direção do Pumas, clube a que estava ligado ao ser detido, não só rescindiu seu contrato, mas continua esperando o julgamento. Se ele for condenado, o clube entrará na Justiça para pedir US$ 25 milhões, cerca de R$ 125 milhões, por ter sua imagem manchada.

O contrato que tinha com a equipe previa ressarcimento financeiro em caso de doping ou escândalos que atingissem o Pumas. A direção do clube mexicano reafirmou a jornalistas locais que só espera o julgamento. Saindo uma eventual condenação, a equipe procurará a Fifa e tribunais civis para que a indenização seja paga.

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"Devido a gravíssimos descumprimentos do jogador, nos termos dispostos nas cláusulas 14ª e 15ª do contrato, o jogador está de forma irremediável obrigado a ressarcir o clube com o pagamento da indenização prevista na cláusula 15ª do contrato, na quantia de US$ 5.000.000 (cinco milhões de dólares americanos), líquidos, ou seja, livres de qualquer imposto ou retenção", estava escrito no email oficial do Pumas enviado a Daniel Alves, assim que ele foi preso.

Foto e nome do jogador constavam da entrada do instituto para crianças carentes na Bahia
Foto e nome do jogador constavam da entrada do instituto para crianças carentes na Bahia

Não bastasse isso, há a possibilidade enorme de que a expectativa dos advogados de defesa de Daniel possa ser frustrada. Eles decidiram não recorrer da acusação, apostando em um julgamento mais rápido. Em outubro ou novembro.

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Mas jornalistas espanhóis descobriram que o brasileiro não terá privilégio nenhum, e haverá um sorteio para a distribuição dos julgamentos por estupro. E o caso de Daniel tem chance de não ser avaliado neste ano.

Daniel se complicou com a opinião pública espanhola. Por conta dos quatro depoimentos contraditórios: primeiro, dizendo que nunca tinha visto a mulher que o acusava. Depois, apenas conversou e dançou com ela na boate Sutton, no dia 30 de dezembro. Em seguida, assumiu que manteve relações sexuais. E, finalmente, disse que ela invadiu o banheiro onde ele estava e o seduziu, o induziu ao sexo.

A cobertura por TV, portais e rádios sugere que o brasileiro será punido exemplarmente. Pode ser condenado de quatro a oito anos de prisão. Ele já teve três pedidos de liberdade provisória negados. 

Banido. Sem foto, em vez do nome do jogador, agora o instituto se chama Liderança. Para evitar boicotes
Banido. Sem foto, em vez do nome do jogador, agora o instituto se chama Liderança. Para evitar boicotes

Completou 40 anos, no dia 6 de maio, preso. Depois de festanças luxuosas nos últimos anos.

Para piorar, tudo o que se relaciona a Daniel Alves ficou problemático.

Até mesmo a ONG que criou em Salvador, para atender mais de 400 crianças carentes e iniciá-las no esporte, se viu em graves problemas.

Batizada de Instituto Daniel Alves, a instituição parou de receber apoio governamental, por conta da prisão do jogador, acusado de estupro.

A saída foi tirar o nome do jogador. E o instituto agora se chama Liderança.

A Prefeitura de Lauro de Freitas deixou de bancar o transporte de crianças para a ONG. 

Não quer o menor contato envolvendo o jogador.

Patrocinadores também estão parando de contribuir.

A fachada com o nome de Daniel Alves teve de ser mudada.

Não bastasse tudo isso, o grande mérito do atleta, o de ser recordista mundial de títulos, está para cair.

Ou seja, basta o Inter Miami vencer o Nashville na final da Taça das Ligas, no sábado, e Messi alcançará as 44 conquistas do lateral.

O processo de divórcio, pedido por Joana Sanz, estaria parado, de acordo com a imprensa espanhola, para não atrapalhar o julgamento. Prejudicar ainda mais o lateral brasileiro. Joana teria concordado em esperar a decisão para não jogar ainda mais a opinião pública espanhola contra seu marido, pela acusação de estupro.

Joana Sanz passa mais tempo em Paris, na França, do que na Espanha. Processo de divórcio espera julgamento
Joana Sanz passa mais tempo em Paris, na França, do que na Espanha. Processo de divórcio espera julgamento

O detalhe é que Daniel Alves só estava em Barcelona acompanhando Joana, que veio ver a mãe, que estava em estado terminal, perto de falecer, o que acabou acontecendo dias depois da acusação de estupro. Mesmo assim, ele foi para a boate com amigos mexicanos.

Desde que tudo aconteceu, ele não recebeu apoio público de nenhum atleta ou treinador importante. Como, por exemplo, Neymar e Tite, que tanto se mostraram, por anos, "encantados" com o comportamento de Daniel Alves.

Assim como a CBF se mantém calada.

"O problema é pessoal do atleta", é a justificativa.

O São Paulo, no entanto, continua depositando R$ 400 mil todos os meses na conta do seu ex-jogador. Para rescindir com o clube, que pagava R$ 1,5 milhão por mês, ele aceitou receber 60 parcelas de R$ 400 mil, chegando a R$ 24 milhões de indenização. 

Direção do Pumas mantém processo. Quer ressarcimento de R$ 125 milhões pelo desgaste da imagem
Direção do Pumas mantém processo. Quer ressarcimento de R$ 125 milhões pelo desgaste da imagem

O departamento jurídico do São Paulo tentou uma solução que anulasse o pagamento, pela prisão e acusação de estupro, mas não conseguiu. O clube, que tem dívidas de mais de R$ 750 milhões, continuará pagando Daniel Alves até 2027.

Talvez esse dinheiro o ajude a ressarcir o Pumas, caso o clube consiga a indenização de R$ 125 milhões que exige na Justiça mexicana pelo fato de o brasileiro prejudicar a imagem do Pumas.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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