Cosme Rímoli Primeiro vexame do presidente do Corinthians. Veríssimo foi para o Catar. Jogador era tratado como contratado por Melo. Sem assinar

Primeiro vexame do presidente do Corinthians. Veríssimo foi para o Catar. Jogador era tratado como contratado por Melo. Sem assinar

Assinatura de contrato de Veríssimo com o Al-Duhail, do Catar foi uma 'bomba'.Era tratado pelo presidente Melo como 'primeira grande contratação'. Aproveitou que não havia assinado contrato e foi embora

  • Cosme Rímoli | Do R7

Veríssimo, abraçado ao presidente Melo. De 'primeira grande contratação' a primeiro vexame da nova direção

Veríssimo, abraçado ao presidente Melo. De 'primeira grande contratação' a primeiro vexame da nova direção

Corinthians

São Paulo, Brasil

"Foi nossa primeira grande contratação. Nosso primeiro trabalho árduo. O Veríssimo se encaixou como uma luva, tem as nossas características, é um excelente zagueiro e jogador. Só que ele estava lá, tinha um histórico de lesão...

"Se trazemos um atleta, ele já vem com passe estipulado, se vamos emprestar algum atleta, ele já vai com passe estipulado. Por que não fizeram isso com o Veríssimo? Se tivessem feito isso quando contratou, com certeza sairia metade do preço que pagamos.

"Ele tem o nosso perfil.

"E vai fazer história por aqui."

Essas declarações foram do presidente do Corinthians, Augusto Melo, na apresentação do novo patrocinador máster.

Ele falava justamente do 'modelo' que estava no melhor lugar para filmar. O que estava abraçado, do lado esquerdo, do presidente.

Lucas Veríssimo.

Foi certeza da contratação do zagueiro, que Melo dispensou Gil, jogador que foi fundamental para o Corinthians não ser rebaixado em 2023.

Veríssimo não foi só modelo do novo patrocinador, acabou inscrito pelo clube no Campeonato Paulista.

O que seria mais do que normal, já que como o Corinthians vazou, a contratação estava efetivada junto ao Benfica.

8 milhões de euros, cerca de R$ 42,9 milhões, em três parcelas.

O contrato seria de quatro anos.

Treinou como titular.

Jogaria hoje, na estreia do clube, em Itaquera, contra o Guarani.

Veríssimo estava 'apalavrado' com a direção. Mas o contrato 'ficou esperando' por 17 dias, sem assinatura

Veríssimo estava 'apalavrado' com a direção. Mas o contrato 'ficou esperando' por 17 dias, sem assinatura

Corinthians

Ele havia sido contratado, por empréstimo, no meio do ano passado.

Veríssimo perdeu espaço no Benfica por conta de uma lesão gravíssima que sofreu em 2021. Rompeu todos os ligamentos do joelho direito.

A contusão o tirou da Copa do Catar.

Tite confirmou publicamente que ele seria convocado, se não tivesse sofrido a operação.

O Corinthians havia acertado salários, tempo de contrato, valor a pagar ao Benfica.

Só Melo jamais revelou que o acordo era apenas verbal.

Não tinha pago a primeira parcela ao Benfica.

E, portanto, Veríssimo não havia assinado contrato como jogador corintiano.

A versão, entre os jornalistas que cobrem o Parque São Jorge, é que Melo acreditou piamente na palavra do zagueiro e do seu empresário Paulo Pitombeira: a negociação estava acertada.

E por isso não se apressou a pagar o primeiro terço da negociação ao time português.

Só que o Benfica recebeu a proposta do Al-Duhail, do Catar.

Nove milhões de euros, cerca de R$ 48,3 milhões. À vista.

A direção do clube de Lisboa, que é conhecido na Europa como um dos grandes revendedores de atletas, não titubeou.

Como não havia contrato assinado, fechou com os catarianos.

Só havia uma maneira de o negócio não acontecer.

Lucas Veríssimo se recusar a jogar no Catar e ficar no Corinthians, como estava 'apalavrado'.

Só que o zagueiro decidiu assinar com o time do mundo árabe.

Foi o primeiro grande vexame de Augusto Melo.

O Corinthians apenas divulgou uma nota, ontem, confirmando a transação.

"Nas últimas horas, o zagueiro Lucas Veríssimo, que pertence ao Benfica, de Portugal, e estava emprestado ao Corinthians, comunicou à diretoria de futebol que recebeu e aceitou uma proposta do Qatar. O clube lamenta, mas respeita a decisão do atleta", escreveu.

"Vale ressaltar que havia um contrato para a sua permanência definitiva pronto para assinatura do jogador e seu estafe desde o dia 4 de janeiro. Porém, com a nova proposta, ele optou por seguir sua carreira no país asiático", complementou.

Lógico que uma transação dessa magnitude não é fechada 'de uma hora para outra'.

Veríssimo e seu empresário Paulo Pitombeira sabiam o que estava acontecendo.

Menos Melo.

Afinal, ele deveria ter achado estranho, o contrato estar 17 dias à disposição de Veríssimo. E ele não assinar.

No mínimo, houve ingenuidade da nova direção.

E Veríssimo não se preocupou com sua palavra empenhada.

É um forte golpe para Mano Menezes.

O treinador contava com Veríssimo como principal zagueiro.

Fica a lição para Melo.

Só falar de jogador como corintiano, quando ele tiver assinado contrato.

Foi o primeiro grande vexame da nova administração.

No dicionário, a palavra veríssimo significa 'muito verdadeiro'...

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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