Cosme Rímoli Corinthians foi fraco demais. Palmeiras na final do Paulista

Corinthians foi fraco demais. Palmeiras na final do Paulista

Com autoridade, conforto, o time titular de Abel Ferreira dominou o Corinthians, em plena Itaquera. Venceu por 2 a 0, poderia ser mais. E vai tentar o bicampeonato

  • Cosme Rímoli | Do R7

Victor Luiz. A satisfação de marcar contra o maior rival, na semifinal do Paulista

Victor Luiz. A satisfação de marcar contra o maior rival, na semifinal do Paulista

MARCO GALVãO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO - 16.05.2021

São Paulo, Brasil

Vagner Mancini disse que não temia o Palmeiras, na semana passada, após derrotar o Novorizontino e ajudar o rival a se classificar às quartas.

O medo pode ainda não existir.

Mas está eliminado com seu Corinthians, do Campeonato Paulista, torneio que priorizou, passando vexame na Copa Sul-Americana.

A queda aconteceu hoje, em plena Itaquera, casa corintiana.

A situação do treinador fica muito complicada junto à diretoria.

Se há algo que Abel Ferreira respeita é clássico.

O português sabe muito bem as consequências de um clássico. 

Ainda mais valendo vaga para a final de campeonato.

Por isso, ele fez questão de colocar os seus melhores jogadores na semifinal do Paulista, contra o Corinthians, em Itaquera. Era um jogo só que classificaria um clube para a decisão do Estadual de 2021.

E o time milionário palmeirense é muito melhor que o limitado corintiano. 

De nada adiantou o ameaçado Vagner Mancini montar seu time em um esquema amedrontado, o 3-6-1 para tentar travar o 3-5-2 do Palmeiras.

Deu a lógica.

De maneira confortável, muito segura, o Palmeiras venceu o grande rival.

2 a 0, gols de Victor Luiz e Luiz Adriano.

O Corinthians marcou de maneira frouxa os contragolpes mortais do Palmeiras

O Corinthians marcou de maneira frouxa os contragolpes mortais do Palmeiras

Cesar Greco/Palmeiras

Na única chance real que o Corinthians teve, Luan cobrou pênalti no travessão.

João Vitor e Zé Rafael foram expulsos no final da partida, confirmando a velha rivalidade.

"A equipe está de parabéns pelo o que fez hoje, uma grande partida. Sabemos o quanto jogamos ano passado, o quão importante era para nós termos pelo menos dez dias. Era natural que ia demorar para as coisas voltar ao normal.

"É jogo dia sim, dia não, poucos treinos, mas sempre que entramos em campo tentamos fazer o nosso melhor. O mais importante é que chegamos na final por mérito, vamos continuar trabalhando da melhor forma possível", disse Weverton.

"A gente entende a cobrança. Saímos da Sul-Americana, e na mesma semana ser eliminado no Paulista para o rival é uma tristeza grande. Já temos outros desafios pela frente, agora é esquecer isso, trabalhar o mais forte possível para evoluir e conseguir os resultados. É o que nós e a torcida mais queremos", desabafou Mosquito.

Não há comparação entre os dois elencos.

Ainda mais entre os times titulares.

Em Itaquera, o Palmeiras teve um jogo tranquilo. Desde os primeiros minutos ficou claro o quanto o desequiliíbrio econômico entre os clubes pesou no derby. Abel Ferreira tinha muito mais qualidade à sua disposição. Mancini, não.

Além disso, o Corinthians foik inteiramente previsível.

Jogando aberto, buscando atacar, mas sem qualidade. E deixando enorme espaço para os contragolpes. Incrível falha de Mancini não entender ainda hoje o quanto o Palmeiras é vertical, joga de maneira a explorar, na velocidade, as falhas defensivas.

A disparidade técnica e tática era tão grande que os jogadores dos dois lados pareciam saber o resultado da disputa.

Bastaram 11 minutos e o placar começou a ser definido. Raphael Veiga deixou Piton para trás e cruzou. Raul Gustavo deixou a bola passar por baixo do seu pé. Ela chegou a Rony, que chutou forte cruzado. Cássio rebateu e Victor Luiz estufou as redes.

1 a 0, Palmeiras.

O Corinthians de Mancini tinha um grave problema de marcação pelo lado direito. Com Covid-19, Fagner desfalcava o time. Mandaca e João Vitor davam toda a liberdade para Victor Luiz. O lateral, além do gol, acertou uma bola na trave. E Raphael Veiga explorando o setor também chutou na trave de Cássio.

Luiz Adriano comemorou seu gol imitando o 'vapo' de Gerson, do Flamengo

Luiz Adriano comemorou seu gol imitando o 'vapo' de Gerson, do Flamengo

Reprodução/Premiere

O clássico é fácil de ser resumido. O Corinthians trocando passes inúteis e o Palmeiras roubando bola e contragolpeando em velocidade, com qualidade, objetividade. 

Luiz Adriano e Rony atormentavam a zaga de Mancini.

E dos dois sairia o gol que definiria a partida no segundo tempo.

Aos 30 minutos do segundo tempo, Zé Rafael lançou Luiz Adriano. Ele tabelou com Rony e chutou sem chances para Cássio. 2 a 0, Palmeiras.

O Corinthians partiu desesperado para o ataque.

E, aos 39 minutos, o garoto Danilo derrubou Mosquito. Pênalti infantil, desnecessário para o Corinthians.

Luan se impôs a Matheus Vital que queria cobrar.

Ele bateu.

No travessão.

A única chance de reação do Corinthians morreu.

E o Palmeiras, sem forçar, é finalista o Paulista...

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