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Corinthians faz de tudo para blindar Cássio. António Oliveira se expõe para proteger o goleiro, que é seu líder

O melhor goleiro da história do clube falhou feio ontem, em Caxias. Foi o responsável direto pela derrota diante do Juventude. Mas o treinador corintiano está encurralado. Cássio é o seu grande líder, o jogador que lhe deu apoio total ao chegar no Parque São Jorge. António se mostra dividido

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Cássio falhou nos dois gols do Juventude. E o Corinthians não teve como fugir da derrota (() Daniel Augusto Jr./Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians)

O normal em uma equipe de futebol é colocar na reserva o jogador que está falhando.

Justo com o time, com o seu suplente.

Mas há atletas com muito crédito, currículo, e cujas fases são mais perdoadas do que as de outros.

É o que está acontecendo com Cássio.

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Ele é o melhor goleiro da história do clube.

Acumula mais de 700 partidas como a segurança da equipe.

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De longe é o atleta que mais treina, que mais se dedica.

Ao longo dos anos, os treinadores o usaram como exemplo.

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Como faz António Oliveira, que o fez capitão, não por acaso.

O escolheu por seu talento, personalidade agregadora, e principalmente, por sua coragem.

Nas vitórias ou nas derrotas, ele não foge da imprensa.

Explica aos jornalistas os erros do time e também não esconde os seus.

Em 2024, ele acumula ótimas partidas.

Mas também erros, que seriam aceitos ou passariam despercebidos, desde que o Corinthians tivesse um elenco muito mais forte.

Porque, com o time em eterna formação, com jogadores que chegaram em diferentes situações físicas, e em momentos diferentes, uma falha de Cássio pode custar muito caro para o clube.

Foi o que aconteceu ontem em Caxias do Sul.

O goleiro de 36 anos falhou nos dois gols do Juventude.

E o Corinthians não teve como fugir da derrota.

Ele não fugiu das entrevistas, após a partida.

“O primeiro tempo foi equilibrado, e o segundo tivemos oportunidade e não fizemos. No segundo gol, acabei errando e dando passe muito ruim para o Félix Torres, e ocasionou de eles roubarem a bola e fazerem o gol. Tivemos erros capitais que originaram nossa derrota.”

Na verdade, Cássio já havia falhado feio no primeiro gol, no chute cruzado, mas defensável, de Jean Carlos. O de Lucas Barbosa só selou o fracasso.

Carlos Miguel, goleiro reserva, tem treinado muito bem.

Só que António Oliveira acredita que iria criar um clima de instabilidade se tirasse o seu capitão.

Se transformasse em reserva, o homem que escolheu como líder, se arriscaria a perder a confiança dos outros jogadores.

Por isso, mais uma demonstração de apoio para Cássio.

Ele será o titular em Bragança, contra o Red Bull Bragantino, no sábado.

Partida de alto risco para o já pressionado time de Oliveira.

E que o Corinthians precisará pontuar.

Já tem uma derrota e um empate no Brasileiro.

Cássio precisa retribuir o voto de confiança.

Não só do português, mas de todo o elenco.

O melhor goleiro da história do Corinthians terá de dar sua resposta.

Se merece seguir como titular.

A fragilidade e o improviso na montagem do elenco estão caindo sobre ele...






Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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