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Conselheiros do São Paulo exigem impeachment. Casares jura: não renunciará. Polícia investiga R$ 1,5 milhão recebidos, em dinheiro, pelo presidente

Polícia revela que o dirigente recebeu R$ 1,5 milhão em depósitos, em dinheiro, entre janeiro de 2023 e março de 2025. Há até registros de 12 depósitos na conta de Casares em um só dia. Nesta mesma conta, o presidente pagava contas de sua ex-mulher, e diretora licenciada do São Paulo, Mara Casares, acusada de vender camarotes do Morumbi

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Casares está muito ameaçado. As denúncias são assustadoras. Ele já perdeu parte do apoio de conselheiros que o elegeram Divulgação/SPFC

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras é a Unidade de Inteligência Financeira do Brasil, vinculada ao Ministério da Fazenda.

Tem por missão investigar supostas fraudes, lavagem de dinheiro. Analisa operações suspeitas por todo o país.


Há alguns anos, o Coaf passou a acompanhar mais de perto transações envolvendo dirigentes e clubes de todos o país, tantas eram as denúncias de irregularidades.

E desta vez, a investigação tem como personagem principal o presidente do São Paulo Futebol Clube, Julio Casares.


De acordo com o órgão, que repassou a denúncia à Polícia, ele teria recebido R$ 1,5 milhão, em dinheiro, na sua conta corrente.

Entre janeiro de 2023 e maio de 2025.


O levantamento indica haver até 12 depósitos em um único dia. Pequenos valores, que seria, de acordo com o Coaf, uma maneira de enganar o controle financeiro. Este processo é conhecido como smurfing.

E este dinheiro representaria cerca de metade do total do dirigente. E desta conta, Casares teria arcado com várias despesas de sua ex-mulher e diretora do São Paulo, Mara Casares. Ela está afastada depois da denúncia de envolvimento dela em vendas de camarotes do Morumbi.


Além desta denúncia do recebimento de R$ 1,5 milhão, o Coaf investiga 35 saques da conta do São Paulo, em espécie, ou seja, em dinheiro, que chegariam a R$ 11 milhões. Entre janeiro de 2021 e novembro de 2025.

Investiga quem retirou esses R$ 11 milhões. Por qual motivo pegou o dinheiro em espécie, ou seja, em notas.

Conselheiros da oposição, que já haviam pedido o impeachment de Casares, diante da denúncia de vendas de camarotes do Morumbi, que tem a sua ex-mulher envolvida, se revoltaram com a revelação das investigações, hoje pela manhã.

E passaram a entrar em contato com conselheiros da situação. Eles exigem a renúncia de Casares imediatamente.

O dirigente perdeu parte do apoio dos conselheiros que não só o elegeram. Como também deram seu apoio à mudança nos estatutos que ele queria no São Paulo. Casares conseguiu a possibilidade de reeleição, que era proibida.

A diretora afastada do São Paulo, Mara Casares, ex-mulher do presidente, tinha as contas pagas pela conta investigada Divulgação/SPFC

Ou seja: seis anos de poder absoluto no Morumbi.

Quando Casares assumiu, a dívida do São Paulo, em 2021, era de R$ 635 milhões. Em 2022, subiu para R$ 716 milhões. Em 2023, para R$ 856 milhões. Em 2024, R$ 986 milhões. Em 2025, se estima que alcance valor recorde, R$ 1,2 bilhão.

Diante da repercussão fulminante das denúncias, Casares convocou uma reunião emergencial com a sua diretoria. E apoiadores.

Ele já avisou que não vai renunciar, de jeito algum.

Pedir para sair seria um atestado de culpa, disse.

Casares declarou a seus apoiadores, que diminuem a cada dia, que é ‘inocente’.

Seus advogados divulgaram a seguinte nota, que ele colocou nas suas redes sociais.

“Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam a defesa particular de Júlio Casares, afirmam que todas as movimentações financeiras de Júlio, contidas nos relatórios do COAF, possuem origem lícita e legítima, com lastro compatível com a evolução de sua capacidade financeira.

Esclareça-se que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituído desempenhou e exerceu funções de alta direção na iniciativa privada, com boa remuneração.”

“Ademais, a origem e o lastro de tais movimentações serão detalhadas e esclarecidas no curso das investigações — com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais — justamente para rebater qualquer ilação que se fizer e, ainda mais porque não tiveram acesso à integralidade do inquérito policial.”

Casares cogita convocar uma entrevista coletiva.

Sua situação no São Paulo nunca esteve tão ruim.

E o impeachment tão perto…

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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