Com Neymar, Santos renasce. Palmeiras, melhor elenco. Bragantino mais competitivo. Corinthians mais vibrante. Os favoritos para a incendiária semifinal do Paulista
A falta de datas, por conta da Copa do Mundo, mexeu com a fórmula do Paulista. Com apenas oito datas, a fase de classificação ficou disputadíssima. O único grande a correr risco, o Santos foi cruel contra o Velo Clube. 6 a 0 e ainda mostrou Neymar fisicamente surpreendente. Campeonato vai ‘pegar fogo’
Cosme Rímoli|Do R7

Novorizontino X Santos
Palmeiras X Capivariano
Corinthians X Portuguesa
Bragantino X São Paulo
Oitavas-de-final.
A última rodada da fase de classificação do Paulista de 2026 foi recheada de emoções, surpresas, castigos.
A mudança imposta pela CBF, a diminuição de datas, tornou incendiário o mais importante estadual do Brasil.
Corbrou caro quem não deu o máximo até o último instante.
O castigo maior e inesperado foi do Guarani. O time vencia o Palmeiras reserva por 1 a 0, em Barueri, teve a chance de golear, mas não teve entrega, atrevimento necessário. E pagou caríssimo.
Quando Abel Ferreira, mesmo suspenso, mandou para campo quatro titulares, tudo mudou de figura.
Flaco López empatou o jogo. Os jogadores do time campineiro, que chegaram a estar em terceiro lugar, foram despencando na tabela, de acordo com os resultados dos rivais.
E souberam que, no último lance do jogo, o VAR confirmou o gol do Capivariano, em pleno estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto, contra o Botafogo.
O time estreante no Paulista roubava a vaga nas oitavas do Guarani, que um dia já foi campeão brasileiro, em 1978.
O castigo foi duríssimo e merecido.
Depois, não suportaram a vergonha, o prejuízo e alguns atletas do Guarani tentaram bater em jogadores do Palmeiras. O vexame ficou maior.

O time de Abel Ferreira jogará em casa, pelas quartas, contra o Capivariano, que até ultrapassou o seu limite no campeonato.
Com melhor elenco no Paulista, e segundo do Brasil, só perde para o Flamengo, o Palmeiras não tem apenas mais chance de vencer.
Tem obrigação de derrotar o Capivariano.
Obrigação.
Já na Vila Belmiro, uma reviravolta empolgante. E que transformou os irados torcedores em fanáticos santistas. Os palavrões, as ameaças pela vergonhosa campanha até hoje, viraram palmas, felicidade.
O time de Vojvoda, que corria o risco de demissão, entrou em campo com enorme vontade de ganhar, mostrar amor próprio. Com prêmio especial para evitar o vexame da eliminação precoce.
E tiveram pela frente um adversário fraquíssimo. O pior time de todo o Campeonato Paulista. Pior que a Ponte Preta, a última colocada.
O Velo Clube não foi adversário. Mas um prêmio da Federação Paulista. Com marcação alta, honrando, finalmente, a camisa sagrada santista, a equipe fez o que quis com o adversário de Rio Claro.
O massacre foi fácil demais.
A expectativa era com o retorno de Neymar.
Ele encontrou uma equipe adversária ideal. Já batida emocionalmente pela derrota já imposta pelo Santos no primeiro tempo.
O jogador que se poupa para disputar a Copa do Mundo, priorizando sua carreira e não o Santos, hoje pôde fazer as duas coisas.
Entrou no segundo tempo para se exibir. Driblou, simulou pênaltis, buscou marcar, de qualquer maneira, desperdiçando ataques.
Mas impôs enorme respeito ao combalido Velo Clube.
6 a 0 foi até pouco para o Santos.
Com grande exibição de Gabigol. Dois gols e uma assistência.
Classificação e confronto com o Novorizontino, no Interior de São Paulo. Mas com o favoritismo santista.
Explicação necessária.
O Novorizontino, melhor da primeira fase, decaiu de forma assustadora nos últimos jogos. E o Santos, oitavo, ganhou dose extraforte de confiança e amor próprio contra o Velo Clube.
E vai se aproveitar do plano de Neymar, que é crescer, dar uma arrancada fulminante nesta fase final do Paulista. Para impressionar Carlo Ancelotti primeiro, e depois, fazer o time lutar pelo título.
O Red Bull Bragantino conseguiu montar um elenco muito competitivo. O dinheiro vindo da Europa foi bem usado e a seleção de atletas mais cuidadosa do que era nos últimos anos.

E o time, nas mãos do veterano Vagner Mancini, conseguiu misturar ofensividade com equilíbrio. Foi assim em toda fase de classificação do Paulista.
Chega convicto, muito mais pronto do que o São Paulo, de Hernán Crespo.
O time cresceu com o retorno de Calleri, com Luciano em fase inesperadamente boa. Mas ainda mostra falhas defensivas, meio-campo inseguro e laterais que não convencem.
O confronto único será em Bragança.
O São Paulo Futebol Clube é um gigante ferido, pela administração do ex-presidente Julio Casares. Está em reconstrução.
Crespo quer seus jogadores ‘dando a vida’ contra o Bragantino.
Mas a equipe vibrante de Mancini tem vantagem nesse confronto de ‘vida e morte’.
O São Paulo tem, na sua história, episódios épicos de superação. Em Bragança Paulista não há saída. Ou vai além dos seu próprios limites ou ficará no caminho.
O Corinthians é muito favorito diante da Portuguesa. Mesmo se Yuri Alberto não puder entrar em campo, contundido.
Dorival Júnior conseguiu se impor como treinador no Parque São Jorge. Convenceu seus jogadores de que vale a pena acreditar em estratégia, em preenchimento de espaço, em contragolpes velozes, letais.
E aproveitar o sopro de ânimo vindo das arquibancadas, com sua torcida ensandecida.
A Portuguesa tem o time que mais luta, se entrega, no Paulista. Não eliminou o Mirassol, hoje, dentro de Mirassol, vencendo por 2 a 1.

Os jogadores lutam por holofotes, por espaço na mídia.
E deram tudo para chegar a esta inesperada classificação.
O treinador Fábio Matias tinha como missão escapar do rebaixamento. Tudo foi se encaixando, com os fracassos dos rivais, a Portuguesa chegou onde nem seus dirigentes esperavam.
Mas tudo tem limite.
O futebol ainda respeita minimamente a lógica.
O Corinthians tem todas as possibilidades de ser semifinalista.
Essa é a perspectiva para o mais disputado estadual do Brasil.
Ter menos datas não o estragou, como esperavam algumas redes de televisão.
Muito pelo contrário.
O deixou muito mais atraente.
Mesmo atropelado pelo Campeonato Brasileiro.
Quem quer perder essas quartas-de-final?
Nem executivos do Jardim Botânico...
Dia de jogo também é dia de churrasco. Manda brasa.É Perdigão na Brasa!
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