Com alegria e ódio, Andrés exige o tetra. Sonha em cima do Palmeiras

O Paulista de 2020 é a última chance de Andrés ser campeão no Corinthians. E, com o time renascido, ele quer o tetra de qualquer maneira

Andrés desfruta o renascimento do Corinthians. E quer calar a boca dos 'traidores'

Andrés desfruta o renascimento do Corinthians. E quer calar a boca dos 'traidores'

Reprodução Twitter

São Paulo, Brasil

"Quinta força...

"Disseram até que ia ser rebaixado.

"Agora estamos aí, time encaixando.

"E a camisa pesando.

"Faltam três jogos..."

Andrés Sanchez escreveu essa mensagem com ódio, logo após o jogo de ontem.

Ódio de quem duvidou não do time, mas dele.

Rancoroso, o presidente do Corinthians não se conforma com o massacre que está recebendo, nos seus últimos meses como dirigente.

Desde 2007, quando foi eleito presidente, depois de seu grupo, aliado com as organizadas, banir Alberto Dualib do cargo, jamais Andrés foi tão questionado.

Por conta do Itaquerão, que mergulhou o clube em um redemoinho financeiro. Com dívidas que somam mais de R$ 1,1 bilhão, de acordo com conselheiros importantes da situação como da oposição.

São R$ 700 milhões do clube, mais R$ 457 milhões só com o estádio.

Por isso, tantos processos.

Atrasos de salários.

Dívidas e mais dívidas.

Andrés errou feio. Jamais imaginaria que o Partido dos Trabalhadores saísse do poder. Ele tinha a segurança do ex-presidente Lula para pagar de forma mais tranquila a dívida do Itaqueão.

Só que Dilma caiu. Bolsonaro é o presidente. O comando da Caixa Econômica Federal, que emprestou o dinheiro para a arena, ficou muito mais rígido, estrangulando financeiramente o Corinthians.

Andrés está magoado, frustrado.

Mas tem a certeza que, daqui a alguns anos, será reverenciado.

Como o homem que 'deu' o sonhado estádio ao Corinthians.

E que modernizou o clube.

A modernidade é verdade.

Andrés se sente traído.

Principalmente pelo delegado Mario Gobbi, homem que fez presidente do Corinthians, e agora é o principal candidato da oposição. E tem atacado de forma pesada a administração do seu ex-mentor.

Faixa de torcedores no Parque São Jorge. Contra Andrés

Faixa de torcedores no Parque São Jorge. Contra Andrés

Reprodução Twitter

Sanchez também se decepcionou ao ver três tentativas de impeachment contra ele.

Depois de 13 anos consecutivos no poder, ou na presidência ou controlando Gobbi e Roberto de Andrade, Andrés não quer sair por baixo.

Se Gobbi usa a Libertadores e o Mundial como escudo, apesar de time e Tite serem méritos de Andrés, o atual presidente quer sair tetracampeão paulista.

O estadual é a última chance de ser campeão.

Seu mandato se encerra esse ano.

E o Brasileiro e Copa do Brasil em 2021.

Daí sua felicidade pelo renascimento do desacreditado time, com o trabalho questionado de Tiago Nunes.

Gobbi com o troféu da Libertadores, abraçado a Nicolás Leoz. Ex-pupilo de Andrés

Gobbi com o troféu da Libertadores, abraçado a Nicolás Leoz. Ex-pupilo de Andrés

Conmebol

A equipe parece outra depois da pandemia.

Derrubou o Palmeiras, Oeste e o favorito Red Bull Bragantino, clube que gastou R$ 180 milhões para montar o time.

Daí a mensagem de ontem.

Fazer o Corinthians tetracampeão paulista, seguido. 

Só o extinto Paulistano, em 1916, 17, 18 e 19 conseguiu esse feito.

Andrés quer força total contra o Mirassol no domingo.

E, se a lógica prevalecer, disputar o título contra o grande rival.

Ser tetracampeão em cima do Palmeiras, da 'endinheirada Crefisa', como repete, é o sonho.

Andrés quer ter o prazer de ser tetracampeão. De preferência contra o Palmeiras

Andrés quer ter o prazer de ser tetracampeão. De preferência contra o Palmeiras

Reprodução Twitter

Para 'calar a boca' de quem o criticava.

E ser lembrado com revêrencia.

Já que jura que nunca mais será presidente do Corinthians.

Andrés vive um misto de alegria.

E muito rancor...

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