‘Fui assediada quando tinha 16 anos. No Corinthians. Muita coisa mudou. Mas a mulher no futebol ainda é vista como objeto.’ Alicia Klein
Em entrevista visceral, Alicia Klein revela o que viveu até se tornar uma das vozes femininas mais importantes deste país. ‘Foi um caminho muito difícil’

Suas palavras escritas ou ditas têm efeito devastador, para quem a escuta. Embora de classe média, muito culta, de personalidade forte, não foi páreo para o machismo no futebol, no início dos anos 2000. Jogadores e funcionários Corinthians não a respeitaram quando iniciou sua carreira no jornalismo.
Sofreu assédio, mesmo sendo menor de idade, como ela mesmo diz na entrevista.
Ela não tinha nem o apoio dos jornalistas homens, na época, que desqualificavam o trabalho de mulheres no futebol.
“Foi muito duro. Não sei como muitas mulheres seguiram trabalhando naquele ambiente machista, tóxico.
”Eu não suportei", confessa Alicia Klein.
Mudou de vida, de país.
Foi para os Estados Unidos.
Mas voltou ao Brasil.
Ao jornalismo.
Com sua visão diferenciada, inteligência, textos diretos ou irônicos, mas repletos e coragem e conteúdo, cativaram uma legião de leitores, como parte de sua revolução particular. Além dos seus depoimentos, diante das câmeras.
“Voltei para escrever, falar sobre futebol, que era o meu sonho. O machismo, o preconceito ainda existem. Uma mulher com voz, em uma posição de poder, incomoda ainda muita gente. Mas quem mudou de verdade fui eu. Sou agora uma mulher forte, não uma menina, pressionada por covardes. Eles que tentem alguma coisa.’
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Alicia é exemplo de talento, de defesa dos direitos das mulheres no futebol, na vida. Sem ser panfletária.
“Sou firme porque ainda sofremos no futebol, no jornalismo esportivo, todo tipo de abuso. E preciso lutar contra a desigualdade. Hoje nas redações, as mulheres são só 20% no futebol por quê? “Minha luta ainda está longe de acabar. Mas há luz no final do túnel. E vou brigar por esta luz.”
Não duvide de Alicia Klein...
A visceral entrevista de Alicia está completa no Canal Cosme Rímoli, no youtube.
Há mais de 120 personagens ligados ao esporte deste país.
O canal é uma parceria com o R7.
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