Cosme Rímoli Caboclo quer mostrar não ser um mero secretário do banido Del Nero

Caboclo quer mostrar não ser um mero secretário do banido Del Nero

Presidente eleito quer árbitro de vídeo em todas as competições nacionais. Com a milionária CBF bancando os custos

Se houvesse árbitro de vídeo, o Palmeiras teria vencido a Chapecoense

Se houvesse árbitro de vídeo, o Palmeiras teria vencido a Chapecoense

Agência Palmeiras

Com o banimento de Marco Polo del Nero do futebol, a Fifa determinou que ele não tenha acesso à entidade. Não possa entrar na sede milionária construída na Barra da Tijuca. Nem telefonar ou ter acesso por e-mail a projetos. Dê palpite sobre nada.

Mas não é segredo para ninguém. Os presidentes das Federações recebem R$ 70 mil como mesada todo o mês, R$ 50 mil para as entidades cuidarem ds sua estrutura e organizarem campeonatos e R$ 20 mil depositados nas contas dos dirigentes. Eles se reuniam constantemente no apartamento luxuoso de Del Nero, antes de decisões importantes, como a eleição de Rogério Caboclo, como sucessor de Marco Polo.

Filho do ex-dirigente do São Paulo, Carlos Caboclo, Rogério vem sendo insistentemente criticado. Nem assumiu o cargo, em abril de 2019, mas ele é rotulado como a pessoa que só terá o cargo. E será manipulado por Del Nero. Inúmeros jornalistas seguiram por este caminho. Há enorme dúvida sobre sua autonomia.

A situação é constrangedora.

Inclusive para os patrocinadores, que investem centenas de milhões de reais para bancar uma entidade que seguiria sendo presidida de fato por um homem banido do futebol.

Fora a TV Globo. Executivos da emissora carioca não suportam nem ouvir falar o nome de Marco Polo. O tom das matérias detalhando o banimento misturou alívio e revolta. Ao contrário do que aconteceu quando Ricardo Teixeira abandonou o cargo, pressionado pela Polícia Federal e denúncias envolvendo a ISL, por parte da Fifa.

Teixeira foi enaltecido por ser parceiro fiel da Globo.

Mesmo preso, encarcerado em Nova York, por corrupção, José Maria Marin teve melhor tratamento do que Del Nero. A revolta foi por Marco Polo não viajar desde 2015, quando o FBI e o Departamento de Justiça Norte-Americano prenderam vários dirigentes da Fifa. Ele estava na reunião na Suíça, voou o mais rápido que pôde ao Brasil. E do país nunca mais saiu.

A Globo foi prejudicada, por exemplo, na elaboração da tabela das Eliminatórias. Partidas da Seleção aconteceram durante a semana, no horário das 20 horas, afetando patrocinadores, atrapalhando a programação.

Del Nero escolheu, como demonstração de força, Dunga, o treinador que a Globo não tolera, desde que humilhou e xingou o apresentador e narrador Alex Escobar, durante a Copa da África.

Galvão Bueno, a voz oficial da emissora, passo a criticar abertamente Del Nero.

Por isso, a comemoração global com o banimento do dirigente.

E tudo o que os executivos não querem é um marionete de Marco Polo no comando do futebol brasileiro.

Já houve conversas neste sentido entre o secretário-geral da CBF, Walter Feldmann, e Rogério Caboclo.

Ambos decidiram que Caboclo precisa de uma medida de impacto quando o novo presidente assumir.

A decisão que tem tudo para agradar a opinião pública e a Globo é a obrigatoriedade do árbitro de vídeo em todos os torneios nacionais. E nos principais estaduais.

E sem custo aos clubes.

Assim como Teixeira sofreu com Marin, Del Nero não tem como cobrar fidelidade

Assim como Teixeira sofreu com Marin, Del Nero não tem como cobrar fidelidade

CBF

A CBF sob o comando de Marco Polo Del Nero apresentou uma pesquisa que apontava os gastos de R$ 50 mil por jogo, se o árbitro de vídeo fosse adotado. Um exagero em relação ao que acontece na Europa. O custo foi apresentado pela Broadcasting Televisão LTDA, empresa que venceu a licitação promovida em fevereiro.

Mas especialistas garantem que o preço pode ser muito menor.

E o árbitro de vídeo evitaria injustiças seguidas no Brasil.

Como o pênalti não marcado contra o Corinthians, diante do Atlético Mineiro. A anulação errônea do gol do Palmeiras contra a Chapecoense, por exemplo.

Além de evitar o que já se suspeita há muito tempo: a interferência externa nos jogdos neste país.

Del Nero nunca brigo pelo árbitro de vídeo.

Ao contrário de Walter Feldmann.

Será por pressão dele que a Copa do Brasil terá árbitro de vídeo a partir das quartas de final. A CBF abriu nova licitação, não aceitou o preço da Broadcasting Televisão LTDA.

Pessoas ligadas a Caboclo garantem.

Ele está convencido que precisa mostrar independência.

A primeira medida estaria sendo engatilhada.

Árbitros de vídeo no Brasileiro de 2019.

Com a CBF bancado os custos.

Afinal, o faturamento da entidade passa dos R$ 700 milhões.

A preocupação para aliados de Del Nero é que Caboclo não pare por aí. 

E resolva ter vida independente.

Assim como José Maria Marin agiu quando herdou o cargo de Teixeira.

Graças a Del Nero foi instinta a influência do genro de João Havelange.

Rogério Caboclo estará à vontade.

Marco Polo foi banido do futebol, acusado de recebimento de propina.

A chance de reversão dessa decisão é zero por parte da Fifa.

Caberá a Rogério mostrar o porquê foi eleito.

Para impor suas ideias no futebol brasileiro.

Ou ser um mero secretário do banido Del Nero...

Del Nero pode ter uma surpresa desagradável com Caboclo

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CBF