Cosme Rímoli Bombas de gás, socos. O Boca vai parar na delegacia. Vexame em Minas

Bombas de gás, socos. O Boca vai parar na delegacia. Vexame em Minas

O jogo do ódio acabou exatamente como prometia. Na delegacia. A delegação do Boca Juniors não aceitou a eliminação da Libertadores para o Atlético. Com gol anulado pelo VAR. Foi um caos no Mineirão

  • Cosme Rímoli | Do R7

Time do Boca Juniors briga com funcionários. E tenta invadir vestiário do Atlético Mineiro

Time do Boca Juniors briga com funcionários. E tenta invadir vestiário do Atlético Mineiro

Reprodução/Fox Sports

São Paulo, Brasil

Como o blog publicou no fim da manhã de ontem, Atlético Mineiro e Boca Juniors estava cercado pelo ódio.

Pelo gol anulado no Argentina. Pelo exames contra a Covid que a delegação brasileira teve de fazer no aeroporto de Ezeiza, mesmo tendo feito exames no mesmo dia. Pelos palavrões, ameaças e empurrões entre os jogadores, na primeira partida na semana passada. E ontem.

Pelo covarde foguetório de vândalos, na madrugada de ontem, para tirar o sono dos jogadores do Boca Juniors.

O resultado só poderia ser lamentável, após a definição da vaga para o Atlético Mineiro, nos pênaltis, por 3 a 1, depois do 0 a 0. 

Os argentinos ficaram inconformados com a eliminação, com mais um gol anulado milimetricamente pelo VAR.

E foram para os vestiários irritadíssimos.

Xingando, gritando, reclamando.

Funcionários do Mineirão quiseram colocar grades de ferro para obrigá-los a ir ao vestiário. Foi quando eles se revoltaram de vez. Começaram a agredir os funcionários, jogar as grades no chão.

E começaram a ouvir palavrões, provocões vindo da delegação atleticana. O que os jogadores do Boca Juniores decidiram?

Invadir o vestiário do Atlético para bater nos jogadores.

As cenas são lastimáveis. Dos argentinos derrubando bebedouro, socando funcionários do Mineirão.

O presidente do Atlético Mineiro, Sergio Coelho, chega a jogar uma garrafa de água na delegação do Boca Juniors.

Quando o clima de guerra já apontava para um conflito generalizado, a Polícia Militar de Minas Gerais entrou em cena. E tratou de atirar bombas de gás lacrimogêneo na delegação argentina.

Atletas, com as mãos no rosto, começaram a se afastar. Para fugir da fumaça.

No vestiário, revolta.

Os atletas passaram a quebrar o que viam pela frente.

Para dar o toque final, a Polícia Militar ficou em frente ao ônibus do Boca Juniors. Não deixou sair do Mineirão. Porque pretendia deter alguns jogadores por agressão e destruir patrimônio público, como o bebedouro.

Não adiantou a chegada de funcionários do consulado da Argentina, tentando evitar que os atletas fossem detidos. Mas a PM exigiu que fossem até a delegacia mais próxima do Mineirão.

A delegação do Boca Juniors decidiu ir toda para a delegacia. Não aceitou liberar os jogadores reconhecidos em filmagem depredando o Mineirão.

A situação prometia levar toda a madrugada.

Conforme previsto o jogo do ódio acabou em vexame.

Para a América do Sul.

Era o que os indícios apontavam...

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