Cosme Rímoli B 1.216: Nova variante da covid-19 é herança da Copa América ao Brasil

B 1.216: Nova variante da covid-19 é herança da Copa América ao Brasil

O instituto Adolfo Lutz descobriu nova variante, em Cuiabá, logo após a partida entre Colômbia e Equador. Mesmo assim, a Conmebol liberou público para a Libertadores e Copa Sul-Americana

  • Cosme Rímoli | Do R7

Colômbia e Equador em Cuiabá. Depois do jogo, a descoberta. Nova variante da Covid chegou ao Brasil

Colômbia e Equador em Cuiabá. Depois do jogo, a descoberta. Nova variante da Covid chegou ao Brasil

Reprodução/Conmebol

São Paulo, Brasil

B 1.216.

Esta é a herança prática que a Copa América deixou para o Brasil. 

Uma nova variante e com muito maior potencial de contágio, da Covid-19. 

A revelação foi do sério instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. A cepa, nova variedade do vírus, foi descoberta no Mato Grosso, em Cuiabá. Ele foi descoberta nos exames de um colombiano e de um equatoriano.

Não por coincidência, Colômbia e Equador se enfrentaram em Cuiabá, na abertura da Copa América, dia 13 de junho.

A B 1.216 é originária da Colômbia e já foi difundida no Caribe, nos Estados Unidos e na Europa.

Ficou mais evidente porque a Argentina e a própria Colômbia recusaram a competição. Além dos conflitos colombianos, o governantes temiam, como os argentinos, a chegada de nova variante da Covid, com delegações estrangeiras.

A CBF ofereceu o Brasil como sede.

A Seleção Brasileira enfrentou a Colômbia. E também o Equador na Copa América

A Seleção Brasileira enfrentou a Colômbia. E também o Equador na Copa América

THIAGO RIBEIRO/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO 23.06.21

A Conmebol parou de divulgar os casos positivos de Covid-19 entre jogadores, membros das delegações e funcionários da entidade, que trabalharam na competição. O último balanço aconteceu na segunda-feira, dia 28 de junho. Eram 198 casos. 

A competição acabou no sábado dia 10, com direito a cerca de seis mil pessoas acompanhando a decisão entre Brasil e Argentina, no Maracanã. Exames falsificados, aglomeração de torcedores sem máscaras, a decisão do torneio sul-americano foi caótica, em termos de prevenção da Covid-19.

Mesmo assim, a Conmebol tomou uma decisão sem sentido.

Liberou o público para a Libertadores e na Copa Sul-Americana.

Cada país pode liberar o número de torcedores que desejar, com a devida cobrança de ingressos, que os clubes tanto querem.

"A Conmebol considera que o retorno gradual do público é essencial para o desenvolvimento do futebol sul-americano, razão pela qual, se as autoridades nacionais o permitirem, o retorno ao público é autorizado nas referidas competições", estava escrito no ofício da confederação, após a decisão da Copa América.

Aglomeração, pessoas sem máscara. Convidados para a final da Copa América, no Maracanã

Aglomeração, pessoas sem máscara. Convidados para a final da Copa América, no Maracanã

Reprodução/ESPN/Brasil

Em plena cruel disputa pelo poder, a cúpula da CBF também quer incentivar a volta de público aos estádios. Os clubes e as principais Federações estão pressionando os dirigentes da entidade. Querem o dinheiro da arrecadação.

Mas a decisão de liberação dependerá de cada estado.

Não será de uma mesma maneira no território nacional.

Há governos que são mais rígidos com a Covid-19.

E que não deverão simplesmente acatar a liberação de público, sugerida pela Conmebol.

Como São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que não aceitaram partidas da Copa América nos seus territórios, já prevendo a disseminação de novas variantes da Covid-19.

O instituto Adolfo Lutz alertou o estado de Mato Grosso sobre a variante descoberta. O time colombiano também atuou em Goiânia, no Rio de Janeiro e em Brasília. O Equador jogou no Rio de Janeiro, além de Cuiabá.

Todas essas cidades foram avisadas sobre a B 1.216.

Herança que a Copa América deixou ao Brasil...

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